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É preciso ter habilidade para segurar os aliados

Publicado em 25/06/2018 às 10h00

Maioria da cúpula do Solidariedade é contra o rompimento com o governo Paulo Câmara

O governador Paulo Câmara tem que mostrar muita habilidade nesse período que antecede o fechamento de sua chapa majoritária para não perder mais aliados. Ele disputou em 2014 com o apoio de 21 partidos mas no curso do governo alguns se abrigaram na oposição. Já não estão mais na Frente Popular o Democratas, o PSDB, o Partido Verde, a Rede Sustentabilidade, o PPS e o PSC. Este último rompeu com o governo na última quinta-feira, abrindo caminho para que outros insatisfeitos possam tomar esse mesmo rumo. É o caso do Partido Solidariedade, presidido regionalmente pelo deputado Augusto Coutinho, que se acha subrepresentado no governo e poderá seguir o exemplo dos irmãos André e Anderson Ferreira. Coutinho já tem um motivo forte para deixar o governo. Seu cunhado Mendonça Filho é candidato a senador pela Frente das Oposições e ele certamente ficaria desconfortável pedindo votos apenas para ele, excluindo os outros membros da chapa majoritária. A decisão de sair ou não da Frente Popular será tomada esta semana por um comitê de quatro pessoas: o próprio Coutinho, o deputado federal Kaio Maniçoba, o deputado estadual Alberto Feitosa e o prefeito de Olinda professor Lupércio. Hoje, a tese pelo não rompimento ainda é majoritária. Mas para segurar o partido na base aliada o governador terá que fazer gesto semelhante ao que fez com o PP.

Prestígio comprovado

O prefeito de Carpina, Manoel Botafogo (PDT), teve sua liderança comprovada na última 6ª feira durante a abertura dos festejos juninos. Após os shows de Gabriel Diniz e Pinga Fogo, resolveu encarar as cerca de 20 mil pessoas que se achavam no local, dando-lhes um protocolar “boa noite, Carpina!”. Foi simplesmente ovacionado ao lado do deputado Vinicius Labanca (PP).

Pressa – O coronel PM Luiz Meira (reserva), pré-candidato pelo PRP ao governo estadual com apoio de Bolsonaro (PSL), está tão certo de que será eleito que já teria sondado algumas pessoas para compor o secretariado.

São João – Cinco dos 7 maiores pólos juninos de Pernambuco estão em municípios governados por prefeitos oposicionistas: Caruaru (Raquel Lyra), Gravatá (Joaquim Neto), Petrolina (Miguel Coelho), Santa Cruz do Capibaribe (Édson Vieira) e Araripina (Raimundo Pimentel). O governador Paulo Câmara, para não ficar sem um arraial, foi a Carpina e a Limoeiro.

Do campo – A Fetape está dando a carga máxima para tentar eleger este ano um deputado federal e outro estadual, Carlos Veras e Doriel Barros, respectivamente, ambos do PT.

Estilo seco – O novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, José Mário, esteve pela 1ª vez na Secretaria, para trabalhar, na última 4ª feira, e lá não cumprimentou ninguém. Os servidores, que já conviveram com o estilo alegre de Fernando Bezerra Coelho, estranharam o estilo seco do novo secretário.

Falta política – Raquel Lyra (PSDB), prefeita de Caruaru, recepcionou Alckmin (PSDB) em sua cidade na última sexta-feira a fim de apresentar-lhe o monumental São João do município.  O ex-governador repetiu em Pernambuco as mesmas coisas que já disse umas cem vezes e a prefeita pouco opina sobre as questões políticas de Pernambuco e do Brasil.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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A delação de Palocci e o medo do PT

Publicado em 25/06/2018 às 09h00
Coluna da segunda: A delação de Palocci e o medo do PT

 Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antônio Palocci teve sua delação homologada pelo TRF-4. Resumindo, o ‘grande homem’ do Governo Lula e fundamental na eleição da Dilma em 2010 vai abrir a boca.

Com essa decisão, o Partido dos Trabalhadores vivem um momento mais tenso desde a prisão do ex-presidente. Porque da boca de Palocci poderá sair muita coisa e ter novos desdobramentos e operações pela influência que ele detinha no Governo. Ele promete abrir a caixa preta da Petrobras, ainda mais!

Para piorar o clima petista, o ministro Fachin arquivou o pedido de liberdade do ex-presidente Lula, que seria julgado pela Segunda Turma no dia 26 de junho. Deixando ainda mais apreensivos a base do PT. Foi um duplo revés!

Por fim, a estratégia do PT terá que ser revista o quanto antes, até porque vem ‘chumbo grosso’ com essa delação do Palocci. Conhecido como um dos ‘três porquinhos’ da campanha da Dilma, ele se torna agora um verdadeiro ‘lobo mau’ para minar ainda mais a esperança de soerguimento do Partido dos Trabalhadores e desejo de voltar a governar o País.

Aumentando o grupo – Pré-candidato a federal, Milton Coelho (foto) recebeu a adesão de um grupo de comerciantes e profissionais liberais da cidade de Itambé. Milton vem ampliando seu grupo na região da Mata Norte. O socialista vem pavimentando bem sua postulação para a Câmara Federal.

PSC rachado – O presidente do Partido Social Cristão em Paudalho, Drailton Costa afirmou que ele e toda executiva da sigla na cidade pediria desfiliação depois dos Ferreiras deixar o palanque de Paulo Câmara. Segundo Costa, “os Ferreiras representam a nova direita em Pernambuco. Conservadores, o projeto deles não está em sintonia, com o clamor da sociedade”, alfinetou.

Rápidas

Repercussão – As vaias ao governador Paulo Câmara em Carpina foi destaque em todos os principais blogs do Estado. Os deputados da base que estavam presentes saíram em defesa. Vinícius Labanca se sobressaiu e foi elogiado pelas posições contundentes em favor de Câmara.

Contra-ataque – Após os Ferreiras declararem rompimento com Paulo,  o diretor-presidente do Departamento de Estrada e Rodagem (DER), Carlos Estima, foi exonerado.

Oposição – Por falar nos Ferreiras, eles anunciam amanhã, às 9 horas, no The Garden Open Mall, em Piedade,  o apoio à pré-candidatura do senador Armando Monteiro ao governo de Pernambuco. Armando ganha musculatura com essa adesão.

Consolidada? – Na aviação do pré-candidato a estadual e cientista político Ricardo Andrade, a candidatura de Marília Arraes para governadora está consolidada. Segundo ele, a Nacional no momento certo fará os ajustes e entenderá o tamanho da competitividade da neta de Arraes.

Pinga-Fogo: Elias Gomes ficará no palanque com o Anderson Ferreira, o grupo de Oposição será rachado?

Fonte Blog do Elielson Lima.

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'Nosso sistema previdenciário está falido', diz Teresa Duere

Publicado em 25/06/2018 às 08h00

Programa foi exibido pela TV Jornal  / Foto: Alexandre Gondim / JC ImagemPrograma foi exibido pela TV Jornal

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem
Da Editoria de Política
 

"Sabemos que esse sistema de previdência é falido". A declaração é da conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) Teresa Duere, que participou do programa '20 Minutos', apresentado pelo cientista político Antônio Lavareda e exibido na noite deste sábado pela TV Jornal. "Já há dificuldade de se pagar aposentadorias em muitas cidades de Pernambuco, não existe nenhum fundo de previdência que esteja perfeito, mas posso afirmar que mais de 60% dos fundos de previdência do Estado são completamente insolventes. Será que o servidor sabe que está correndo sério risco de perder sua aposentadoria, de não ter dinheiro amanhã?", questionou a conselheira. 

Deputada estadual por três mandatos e primeira mulher a presidir o TCE-PE, Teresa classificou o sistema político como "extremamente machista". "Você precisa de um espaço de poder para ir às conquistas e você olha para os secretariados, para os ministérios e não vê mulher. Quando tem, é numa pasta que tem um por cento de orçamento. Campanha política, por exemplo, é extremamente machista, o sistema político é machista, você tem que ultrapassar essas barreiras. O empoderamento da mulher é uma luta, não se pode esperar que não vão lhe dar o espaço. Até hoje ainda não teve mulher presidente da Assembleia Legislativa, por exemplo", ressaltou.

Durante a entrevista, um dos principais temas abordados foi a transparência nas contas públicas. Teresa destacou que houve, sim, evolução, mas muito lenta. Ela ainda cobrou que agentes políticos sejam mais parceiros do Tribunal de Contas no sentido de fiscalizar. "As câmaras de vereadores têm duas funções básicas: uma é legislar em relação ao município e a outra é fiscalizar. É um órgão fiscalizador, deveria ser parceiro dos órgãos de controle. O Tribunal é o controle externo do legislativo, então nós deveríamos ser muito mais aproveitados pelos agentes políticos representantes do povo, que nos solicitassem dados, temos muitos dados. Outro dia, o presidente do Tribunal (Marcos Loreto) mostrava o quanto nós temos de obra inacabada em Pernambuco, quase R$ 9 bilhões de reais. Muitas obras referentes à área estadual, mas logicamente algumas de parceria com o governo federal", disse.

LIXÕES

A conselheira ainda foi questionada sobre o trabalho do TCE-PE para ajudar os municípios na questão dos lixões. "Muitos municípios mandaram projetos para Brasília, pois disseram que haveria recurso. Mas muitos projetos não foram aprovados e não houve priorização para isso por parte do ministério. É um custo excessivo você fazer um lixão exclusivamente para um município. Pernambuco não tem nenhuma ação de aterro sanitário bem-sucedida em relação a consórcio. Existe um aterro bem sucedido em Sairé, mas é de parceria privada, como o do Recife", comentou.

Teresa ainda apontou que um dos grandes problemas em termos de gestão é a ausência de planejamento por parte das prefeituras. "Ninguém planeja, as coisas acontecem e isso dá um desequilíbrio entre o fazer, a necessidade e o recurso. Nós temos grandes problemas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Nenhuma prefeitura, basicamente, gasta com pessoal o que a lei determina, sempre a prefeitura é o órgão que mais emprega. Isso vai de encontro à lei que veio para organizar a questão financeira dos municípios. Onde há mais dinheiro, há mais problema. Educação, saúde e infraestrutura são áreas onde nós temos o maior número de problemas. Eu fico indignada, como cidadã, quando vejo que a maioria dos municípios não aplica os 25% que a Constituição manda na educação. Inclusive municípios da Região Metropolitana do Recife e isso mostra que não é prioridade", disse.

Fonte : JC.

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Carta denuncia regalias em presídio da Lava Jato

Publicado em 24/06/2018 às 21h00

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal investigam um esquema de privilégios a presos da Operação Lava Jato no Complexo Médico-Penal (CMP), em Curitiba. As suspeitas são que um seleto grupo - formado por políticos, ex-executivos e lobistas - teria acesso a aparelhos de telefone celular, internet, visitas íntimas, comida exclusiva, serviços de cozinheiro, segurança e zelador particulares. Além de usarem "laranjas" em cursos e trabalhos que servem para redução dos dias de cárcere.

Uma carta de 47 páginas, escrita à mão de dentro do complexo penal e entregue à Justiça e à força-tarefa da Lava Jato, reativou, no início deste ano, uma apuração aberta em 2016 sobre um suposto "regime especial" paralelo na ala 6 da unidade, desde a chegada "dos Lava Jato" - como este grupo é chamado pelos demais presos. Ao todo, a carta enumera 27 "fatos" - supostas ilegalidades ou infrações disciplinares - que beneficiariam o grupo. 
 
Outros centros prisionais já apuraram casos de regalias envolvendo políticos presos. Em Brasília, uma ação da polícia no domingo passado apontou benefícios ao ex-senador Luiz Estevão, no presídio da Papuda. No início do ano, o ex-governador Sérgio Cabral foi retirado do presídio de Benfica, no Rio, por ter acesso a comidas especiais e sala de cinema, entre outros privilégios. Cabral e Estevão negam. 
 
Antigo Manicômio Judiciário do Paraná, o Complexo Médico-Penal - batizado assim desde 1993 - é um presídio localizado em Pinhais, sem muralhas. Visto por fora, foge ao padrão visual das unidades de encarceramento do Brasil. Com capacidade para 659 presos, a unidade abriga hoje cerca de 730.
 
A unidade passou a abrigar os detentos da Lava Jato em 2015, após a carceragem da PF se tornar pequena para o crescente número de detidos nas operações. Atualmente, são 52.
 
Divididos em dez celas da galeria 6, atualmente 12 presos condenados pelo juiz federal Sérgio Moro estão no CMP. Entre eles, o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), o ex-deputado petista André Vargas, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-assessor parlamentar do PP João Cláudio Genu - os dois últimos chegaram na quarta-feira passada, dia 20, após confirmação de suas condenações em segunda instância.
 
Vargas é suspeito de ser o líder do grupo, com poderes de mando dentro do CMP. Nem os procuradores nem a PF comentam as investigações em andamento. Em 2016, um procedimento foi aberto após denúncia de uso de celular e destruição de provas pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht. Por isso, ele teria sido transferido em fevereiro daquele ano de volta para a carceragem da PF.
 
Vistoria em agosto de 2016 chegou a localizar um carregador de celular na cela 602, que era ocupada entre outros pelo ex-ministro José Dirceu, mas o aparelho não foi localizado. A carta que denuncia regalias diz que presos da Lava Jato "usam celular à vontade" no complexo. 
 
A força-tarefa apura também a "permissão" de visitas íntimas - no CMP, é proibido - para "os Lava Jato". "Não tem dia, nem hora exata, qualquer dia e qualquer hora pode ser o momento, sempre no horário de expediente, e não necessariamente toda semana", relata a carta. Além de encontros com as "esposas", o documento cita a presença de "garotas de programa disfarçadas de advogadas".
 
O diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Francisco Caricatti, afirmou que não foi comunicado sobre as investigações nem tem conhecimento de supostas regalias no CMP.
 
O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) informou que "desconhece qualquer denúncia contra agentes penitenciários, que supostamente estariam favorecendo presos da Lava Jato".
 
A defesa de Vargas disse que desconhece eventuais benefícios ao ex-deputado petista. Procuradas, as defesas de Marcelo Odebrecht e de Dirceu não responderam. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
Fonte: Estadão Conteudo.
Diario de PE.
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Responsável por 23,5% do PIB, agropecuária puxa geração de empregos formais

Publicado em 24/06/2018 às 20h00

Responsável por segurar o Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) ano passado e por contribuir com ao menos 23,5% de toda produção nacional, o setor de agropecuária puxou a geração de empregos formais no mês de maio deste ano. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que dos mais de 33,6 mil novos postos de trabalho, a área foi responsável por 29,3 mil.

Depois aparecem os setores de serviços e construção civil, com 18,6 mil e 3,1 mil, respectivamente. A diferença entre contratações e demissões foi a menor registrada no ano. Em abril, o saldo de criação de postos de trabalho ficou em 115,9 mil. Em março, a diferença entre admissões e recisões foi de 56,1 mil. Em fevereiro, o total de novas vagas registradas foi de 61,2 e em janeiro, 77,8 mil.

O destaque do setor agropecuário foi o plantio de café, que abriu 25.411 mil vagas em maio. Em seguida aparecem o cultivo de laranja, com mais 6.038 postos; criação de bovinos, com mais 1.589 postos; e produção florestal-florestas plantadas, com mais +877 postos.

No recorte geográfico, Minas Gerais teve o maior saldo de geração de empregos em maio, com mais de 19,8 mil. Os próximos colocados do ranking foram: São Paulo, com 9,2 mil; Bahia, com 5,9 mil; Espírito Santo, com 5 mil; e o Maranhão, com 2 mil. Entre os estados que se destacaram pelos saldos negativos estão Rio Grande do Sul, com -10,7 mil; Santa Catarina, com -4,5 mil; Rio de Janeiro, com -3,14 mil; Amazonas, com -1,2 mil; e Paraíba, com -703.

Segundo o Caged, o salário médio de admissão, de R$ 1.527, ficou menor do que o pagamento médio no desligamento, de R$ 1.684. Nos dois foram registradas quedas de, respectivamente, R$ 10,33 e R$ 8,08.

Também divulgado este mês, um estudo feito pelo Centro de Estudos de Economia Agrícola da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz de Piracicaba (Cepea/Esalq) mostrou que o agronegócio brasileiro emprega 19 milhões de pessoas – dos trabalhadores no campo às empresas ligadas à toda cadeia do agronegócio. O setor é grande e conta com a ajuda da tecnologia e da ciência em sua longa cadeia de produção.

Estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), também divulgada este mês, indica de que o PIB-volume do agronegócio em 2018 apresente alta de 5,5% este ano. Em 2017, a agricultura e o agronegócio no Brasil contribuíram com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior participação em 13 anos, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Os dados publicados no final de 2017 apontaram que a criação de empregos foi a mais alta em cinco anos nos setores de agricultura e produção de carne, os únicos segmentos da economia que aumentaram o emprego.

Fonte :Com informações da EBC, G1 e Paraná Portal.

CNM.

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