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Governo se rende às indicações políticas para ampliar base

Publicado em 23/09/2019 às 12h00

Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo                                   Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Após derrotas no Congresso e com receio de novos reveses, o Palácio do Planalto decidiu abandonar o discurso que pregava o fim do loteamento de cargos para obter apoio a projetos no Legislativo.

O presidente Jair Bolsonaro foi convencido por ministros da área política de que premiar partidos leais a suas propostas seria a única forma de aprovar reformas sem ter de negociar a cada votação com os congressista

Como Bolsonaro não abre mão de manter controle sobre o comando dos ministérios - num contraponto a seus antecessores -, a negociação com o Congresso vai envolver cargos do governo federal nos Estados. São cerca de 15 mil postos comissionados de confiança. A mudança também agrada os políticos que buscam reforçar o prestígio em suas bases eleitorais.

Levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo mostra que o governo já considerava as indicações políticas no preenchimento de cargos. De um total de 102 nomeações para superintendências estaduais feitas entre janeiro e 15 de setembro, 50 já foram fruto de indicações políticas - envolvendo, em grande parte, os partidos que compõem o Centrão, que ganharam postos com influência e orçamentos robustos. Do restante dos cargos, 22 foram ocupados por militares e 30 por servidores de carreira.

O governo reconhece, porém, que essa distribuição foi feita sem controle e precisa agora ser melhor organizada. Ao consultar um político que ocupou várias pastas na Esplanada no passado, um ministro ouviu um conselho que mudou de vez a orientação do governo. O diagnóstico foi o de que a chamada "velha política" vive hoje o "melhor dos mundos", porque manteve os cargos com poder de comando nos Estados, não é cobrada a dar resultados em votações e ainda pode falar mal do governo.

Como não tem o mapa completo de cargos e padrinhos políticos, o Planalto decidiu fazer um levantamento geral e destacou servidores para montar uma lista atualizada que vincule os comissionados aos parlamentares que os indicaram. Os pedidos de cargos têm sido direcionados para a equipe do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, responsável pela articulação com o Congresso.

Distribuição de cargos é política republicana, afirma ministro

Em entrevista ao jornal, Ramos comparou as indicações a uma espécie de dote de Bolsonaro para um "casamento" com o Congresso. Mas destaca que é preciso "fidelidade" como contrapartida. "Após seis meses, o presidente identificou que havia muitas pessoas nomeadas que não estavam alinhadas com governo", disse Ramos, acrescentando que "(a distribuição de) cargo é uma política republicana".

O descontrole já fez o Planalto passar por apuros. O próprio ministro Ramos se surpreendeu ao descobrir que desagradara uma senadora considerada "importantíssima" pelo governo.

A pedido da bancada sul-mato-grossense, liderada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o Ministério da Cidadania havia demitido a arquiteta Maria Clara Scardini, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Mato Grosso do Sul. Em seu lugar, entraria o historiador Eldo Elcídio Moro.

Ocorre que Maria Clara é ligada ao MDB, da senadora Simone Tebet, e estava no cargo desde o governo Michel Temer. Ao descobrir, o ministro da Secretaria de Governo mandou tornar sem efeito a exoneração para não se desgastar com a senadora, que preside a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Prioridades de Bolsonado passam pelo Senado

O governo também tem se desdobrado para desarmar "bombas" que aparecem na Câmara, como a ameaça de criação de uma CPI para investigar vazamentos da Lava Jato - por enquanto enterrada. Mas as prioridades do presidente Bolsonaro, atualmente, passam pelo Senado. A preocupação, no momento, é aprovar a reforma da Previdência e a indicação de seu "filho 03", o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada do Brasil em Washington. Os dois assuntos estão no Senado.

A crise dos últimos dias, provocada pela operação da Polícia Federal que na quinta-feira vasculhou gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE,) e do filho dele, o deputado Fernando Filho (DEM-PE), alertou o Planalto. Na avaliação de auxiliares de Bolsonaro, o andamento da agenda do governo no Congresso pode enfrentar novas dificuldades.

Até agora, o presidente não conseguiu formar uma base sólida de sustentação no Legislativo e, em conversas reservadas, ministros admitem que houve erro na articulação política. Negociadas entre fevereiro e abril, as nomeações começaram a sair apenas em junho e, mesmo assim a conta-gotas. Intensificaram-se em julho, após a aprovação em dois turnos da reforma da Previdência na Câmara.

Mesmo assim, Bolsonaro enfrenta uma série de dificuldades para levar suas pautas adiante, principalmente a de costumes, e viu caducar medidas provisórias. Com a popularidade em queda, perdeu potenciais aliados, carimbados por ele mesmo como "velha política". Não é raro ouvir, nos corredores do Congresso, que o governo agora terá de comer "o pão que o diabo amassou" para ter apoio dos partidos, pois jogou os políticos contra a população.

Modelo de preenchimento de cargos é questionado

Nomes vetados também geram crise. O Planalto atribui as críticas disparadas pelo deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) ao governo na última semana a uma insatisfação por não conseguir emplacar o advogado Pablo Tatim. Ex-assessor do presidente Michel Temer, ele deixou o governo no rastro de suspeitas de irregularidades.

O modelo de preenchimento dos cargos de confiança, até agora, também é questionado pelas legendas. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que era o responsável em autorizar as nomeações, adotou a estratégia de atender pedidos das bancadas estaduais, sem passar pelas lideranças e partidos.

Um desses casos foi a nomeação da ex-deputada estadual Luiza Ribeiro para a superintendência da Funasa em Sergipe. De um clã que atua na política do município de Lagarto desde os anos 1950, a indicação atendeu a um pedido de seu sobrinho, o deputado federal Gustinho Ribeiro (Solidariedade-SE). Em seu primeiro mandato na Câmara, Gustinho disse não ter notado resistências do governo ao fato de indicar uma tia, mas reclamou que a nomeação "demorou muito".

Na Bahia, a superintendente da Funasa, Andreia Cajado, é mulher do deputado Claudio Cajado (Progressistas), vice-líder do governo. "Bolsonaro disse que não ia dar nada no primeiro e no segundo escalões, ministérios e secretarias executivas. E não deu. Agora, nos Estados, é mais do que justo. Eu mesmo tenho minha esposa, que é da Funasa. Desde a época de Temer. E ela continuou", disse. "Inicialmente, eles disseram que iam trocar tudo. Mas só por que foi indicação do governo Temer? Acho que o governo refluiu nisso."

Fonte : As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão.

Leia Ja.

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Paulo Câmara assume protagonismo do Nordeste

Publicado em 23/09/2019 às 11h00
Coluna da segunda| Paulo Câmara assume protagonismo do Nordeste

Historicamente o governador de Pernambuco sempre teve um papel decisivo e uma voz atuante entre os nove estados nordestinos. Foi assim com Arraes, Marco Maciel, Joaquim Francisco, Roberto Magalhães e Eduardo Campos. Por muitas vezes, sobretudo na campanha de 2018 os adversários cobraram isso do governador Paulo Câmara. Certa vez, chegaram a rótula-lo sem liderança.

Com o convite formal para participar da Semana do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas) representando o Nordeste, Paulo Câmara assume de vez esse protagonismo e até o papel de liderança na região. Vale destacar que o nome do socialista foi referendado pelos demais governadores que compõem o bloco. Essa liderança de Paulo foi fundamental na criação do Consórcio dos Estados do Nordeste.

O governador conseguiu ganhar notoriedade internacional ao realizar ea recuperação e ampliação da reserva de caatinga e de Mata Atlântica, localizada na área próxima ao Horto de Dois Irmãos. A expectativa é para seu discurso que será realizado hoje.

AGENDA – O presidente Jair Bolsonaro também já estar em Nova York participando da Semana do Clima promovida pela ONU. Ele promete defender a posição do seu governo e bater de frente com Países que querem tornar a Amazônia território internacional.

RETORNO DOS VICES – Depois de Marcelo Pascoal em Carpina, a vice-prefeita de Lagoa do Carro, Cristiane Chagas (PSB), se rendeu e retornou ao grupo da prefeita Judite Botafogo (PSDB). Cristiane chegou a lançar sua pré-candidatura à prefeita da cidade, mas não decolou. Judite ainda conquistou o apoio formal do presidente da Câmara, Sérgio Vasconcelos.

QUEBRA-DE-BRAÇO – Com a ida de Cristiane Chagas para o palanque de Judite e depois de ter abortado seu projeto majoritário, o PSB ficará em suas mãos ou o ex-prefeito Tota Barreto que é vereador em Carpina pela sigla brigará para levar para seu grupo?

RÁPIDAS

FAZ FALTA – Após a declarações da esposa do ex-vice-presidente Marco Maciel sobre o estado do Alzheimer que acomete o político. Uma reflexão fica, homens públicos como Marco faz muita falta no contexto do Brasil atual. À ele toda nossa reverência!

DE OLHO NA ELEIÇÃO – Sob o comando do deputado Daniel Coelho, o Cidadania está apostando suas fichas na pré-candidatura de Toninho na cidade da Vitória de Santo Antão.

RECURSOS – Mesmo semeadas, o deputado estadual Gustavo Gouveia conseguiu recursos para Lagoa de Itaenga. Trata-se de recursos federais e que ele consegui após articulação na Capital Federal.

PINGA-FOGO: Flávio Nóbrega será o candidato do PSB em Surubim?

Fonte : Blog do Elielson Lima.

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Nos Bastidores da Politica

Publicado em 23/09/2019 às 10h00

Em Outubro - A frente popular de São Lourenço da Mata estará realizando no dia 25 de Outubro no espaço Barroco um seminário onde serão abordados temas relevantes aos pré-candidatos que irão disputar uma das 15 vagas da Casa Jair Pereira no pleito de 2020.

Se movimentando - O pré-candidato a prefeito Milton Micuiba vem realizando vários encontros em diversas comunidades do nosso município, esta semana foi vez do Parque Vitoria em Penedo onde o mesmo levou suas propostas ao povo daquele bairro.

Na espera - O (PDT 12),estará realizando em breve um encontro com seus membro para definir qual rumo a legenda ira tomar visando as eleições de 2020.

PTC - Em conversa esta semana com o presidente estadual da sigla Fábio Bernadinho o mesmo afirmou que em breve teremos novidade sobre a movimentação do partido em São Lourenço da mata.

Perguntar não ofende: Netinho Lapenda será candidato a Vereador ou a prefeito.

 

 

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Bolsonaro indeciso: tira ou não FBC?

Publicado em 23/09/2019 às 09h00
Coluna Fogo Cruzado – 23 de setembro de 2019

Anuncia o porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rego Barros, que o presidente Bolsonaro só vai decidir se mantém ou não o senador Fernando Bezerra na liderança do governo no Senado após retornar dos Estados Unidos. O presidente viajou ontem para abrir, amanhã, em Nova York, a Assembleia das Nações Unidas e não teve tempo para resolver este problema porque sua cabeça estava inteiramente direcionada para a questão da Amazônia. Sendo assim, o senador pernambucano ganhou uma sobrevida de pelo menos uma semana, se até lá não acontecerem fatos novos. Ele já se preparou psicologicamente para deixar o cargo, e com ele uma parte do poder e do prestígio de que desfruta no governo, depois que o ministro Luís Roberto Barroso expediu um mandado de busca e apreensão em seu gabinete do Senado e nas suas residências de Brasília, Recife e Petrolina. Supõe-se que Bolsonaro só não aceitou de pronto o cargo porque não tinha outro nome na agulha para substituir Fernando Bezerra, e que gostaria de mantê-lo na função pelo menos até a votação do nome do filho, Eduardo, para a Embaixada do Brasil nos EUA. Bezerra Coelho já vinha arregimentando votos para o filho do presidente e sem ele na articulação política o placar pode não ser o mesmo.

Por que não antes?

A PCR liberou ontem (22) para o tráfego o trecho da Avenida Rui Barbosa que ficou interditado durante uma semana por causa de problemas na rede de drenagem. Poderia ter feito o serviço em dois ou três dias, se trabalhasse também à noite. Mas, segundo o secretário estadual Alexandre Rebelo (Planejamento), “ficaria mais caro”.

Festa de arromba

Petrolina completou no último sábado 124 anos de emancipação política. O prefeito Miguel Coelho (ex-PSB) só não fez uma grande festa porque deu a “carga máxima” no São João. Contratou apenas dois trios elétricos para animar a orla. Festa de arromba, mesmo, fará em 2020 (125 anos de emancipação e ano de sua reeleição).  

Goiana 1

Após mais de 1 ano afastado do cargo para tratamento de saúde, o prefeito de Goiana, Osvaldo Rabelo Filho (MDB), abriu o “verbo” lá, sexta passada, durante entrevista a uma rádio local. Ele desafiou o vereador Bruno Salsa (DEM) para brigar dizendo que, aos 70 anos, nada tem a perder porque já criou os filhos e os netos.

Goiana 2

Bruno Salsa (DEM) foi um dos vereadores que articularam o processo de impeachment do prefeito, na Câmara Municipal, por suposta improbidade administrativa. O prefeito partiu para cima dele com os dois pés dizendo o seguinte: “Mesmo doente, você não me desafia! Pois sou filho de Osvaldo Rabelo e neto de Arnaud Nogueira”.

Ato de peso

Presidente regional do “Podemos”, o deputado Ricardo Teobaldo vai tentar trazer a Limoeiro, agora em outubro, pelo menos 5 dos 11 senadores do partido para um “grande ato de filiação” de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e candidatos nas próximas eleições. O senador Álvaro Dias (PR) já confirmou que virá.

Com seriedade

Raul Henry (MDB) conclama seus colegas deputados que se dizem contra o “fundo eleitoral” e fazerem este debate “com seriedade”. Diz que democracia “custa caro” e como o STF considera “inconstitucional” o financiamento de campanhas por empresas, há que se fazê-las com recursos do FE. “É mais barato e mais democrático”, afirma.

Discurso fácil

É fácil o Partido Novo bater no peito e dizer que é contra o fundo, diz Raul Henry, porque há um banqueiro por trás dele (João Almoêdo) financiando a campanha dos seus candidatos. Mas quem pertence à classe média como ele (Raul) e outros da bancada pernambucana, ou faz campanha com dinheiro público ou cai fora da política.  

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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A frente popular ira realiza seminário para os pré-candidatos a vereador no mês de Outubro

Publicado em 23/09/2019 às 08h00

A frente popular de São Lourenço da Mata estará realizando no dia 25 de Outubro no espaço Barroco um seminário onde serão abordados temas relevantes aos pré-candidatos que irão disputar uma das 15 vagas da Casa Jair Pereira no pleito de 2020.

Propaganda antecipada (extemporânea), propaganda na internet, fake news (notícias falsas), redes sociais, partidos políticos, fundo de financiamento de campanha, prestação de contas eleitorais, dentre outros, serão tratados pelos profissionais Marcelo Lemos e Carlos Germano ambos especialistas em direito eleitoral, os quais abordarão de forma prática as novidades e os principais aspectos para as Eleições 2020.

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