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Ciro Gomes entre a esquerda e a direita

Publicado em 27/05/2019 às 09h00

O ex-ministro Ciro Gomes, que vai estar hoje no Recife para participar de um debate sobre os primeiros meses de governo de Bolsonaro, já disputou três vezes a Presidência da República e está a caminho da quarta eleição em 2022. Se vencer, terá repetido a trajetória do ex-presidente Lula, que só conseguiu chegar lá na quarta tentativa. Ciro é um quadro político diferenciado no “deserto” de homens e ideias em que o Brasil se encontra hoje. Mas, lembrando uma frase de Tancredo Neves, não se chega à Presidência da República apenas por vontade pessoal ou programa de governo, e sim pelo destino, de que são exemplos esses brasileiros que em circunstâncias normais jamais teriam chegado lá: Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro. Se o acesso à Presidência fosse feito por meio de concurso público, Ciro teria chegado lá logo na primeira tentativa. É um homem público de currículo invejável (deputado estadual, deputado federal, prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro de estado). Mas nunca teve a sorte de se encontrar no partido certo, na hora certa, quando concorreu ao Palácio do Planalto. Ele é uma das raras alternativas viáveis com que o Brasil poderá contar em 2022, desde que conquiste a confiança das “esquerdas” que se desiludiram com o PT e também das “direitas” que estão decepcionadas com o governo Bolsonaro, o que não será fácil.

Facada na democracia

Há exatos 50 anos (27/05/69), era assassinado no Recife o Pe. Antonio Henrique Pereira Neto, que trabalhava com Dom Hélder Câmara na Arquidiocese de Olinda e Recife. Ele foi uma das vítimas da ditadura militar, cujo crime restou impune porque seus assassinos jamais foram punidos. Consta que um deles teria morrido, de remorso, em Vitória de Santo Antão.

Passagem exitosa

Na sessão do Congresso, na última 6ª feira, em que se homenageou o centenário de nascimento do médico e fundador do IMIP, Fernando Figueira, lembrou-se o fato de ele ter sido secretário de saúde do governo Eraldo Gueiros (1971-1975) e criador da Fusam, do Cisam, do Hemope e do Lacen (Laboratório Central). Quem fez o registro foi o atual secretário André Longo.

Pé na estrada

O deputado Antônio Moraes (PP) passou os últimos 5 dias no Pajeú visitando aliados políticos. Em Tabira, assistiu à inauguração do Museu Deputado Pedro Pires, participou de uma homenagem ao poeta Dedé Monteiro, inaugurou obras ao lado do prefeito Sebastião Dias (PTB) e ainda foi recepcionado com um almoço pelo deputado federal Carlos Veras (PT), que é de lá.

Lista tríplice

Está marcado para o próximo dia 31, no Recife, o 2º debate entre os 10 procuradores da República que brigam para entrar na lista tríplice que será enviada ao presidente Bolsonaro para a escolha do substituto da procuradora Raquel Dodge. Bolsonaro não é obrigado a acatar essa lista e pode muito bem reconduzir Raquel Dodge, que não está participando dessa disputa.

O silêncio dos nordestinos

Enquanto os governadores do Sul e do Sudeste se posicionam, claramente, a favor da reforma da previdência, os governadores nordestinos não moveram uma palha até agora pela aprovação do projeto. O curioso é que todos os estados do Nordeste estão com seus sistemas de seguridade social deficitários, sendo os mais graves os de Pernambuco, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Tarde demais

Governadores do Nordeste que participaram no Recife, na última 6ª feira, da reunião da Sudene, não revelaram muito entusiasmo pelo Plano de Desenvolvimento da Região, aprovado no Conselho, porque ele prevê ações para os próximos 12 anos. A maioria deles já foi reeleita (BA, SE, AL, PE, CE, PI e MA) e não se interessa por obras de longo prazo. É a cultura do imediatismo.

À frente da marcha

Os deputados Marco Aurélio (PRTB) e Clarice Tércio (PSC), da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, estiveram à frente, ontem, da manifestação pró Bolsonaro que ocorreu em Boa Viagem. Outro que também foi visto na marcha foi o coronel PM Luiz Meira, que tentou disputar o Governo do Estado pelo PSL, mas teve a legenda negada pelos dirigentes regionais.

Fonte: Blog de Inaldo Sampaio.

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Dr.Gabriel Neto será candidato a prefeito pelo (PR 22) em São Lourenço da Mata em 2020

Publicado em 27/05/2019 às 08h00

Em conversa com o Blog do Brito neste domingo (26),o pré-candidato a prefeito Dr.Gabriel Neto confirmou que será candidato pelo (PR 22), em São Lourenço da Mata em 2020,tivemos na ultima terça-feira (21), um encontro com o prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira presidente estadual do (PR 22),na ocasião ficou definido a minha candidatura pelo (PR 22), em São Lourenço da Mata ainda teremos também o (PSC 20),para uma das nossa frentes em 2020.

Dr.Gabriel Neto disse ao Blog do Brito que já tem quatro partidos(PR 22), (PSC 20), (Cidadania 23) e o (PMN 33),com a possibilidade de mais um partido, vamos ter um quadro muito bom de candidatos a vereador, a cada dia que passa estamos recebemos mais adesão ao projeto do nosso grupo para muda a situação que nosso cidade se encontra. 
 
Todos são bem-vindo vereador de mandato Ex. vereador , lideranças comunitária ,estamos de braços abertos para receber todos, nosso objetivo será unir todos em torno de São Lourenço da Mata, juntos seremos mais forte na busca do melhor para nosso município disse Dr.Gabriel Neto. 
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Líder da Oposição aparece nas manifestações com boné pró-Trump

Publicado em 26/05/2019 às 20h00
Líder da Oposição aparece nas manifestações com boné pró-Trump
O líder da Oposição na Alepe, deputado Marco Aurélio (PRTB), participou do ato pró-Bolsonaro em Boa Viagem com um boné “Trump 2020”, fazendo alusão a campanha presidencial americana do próximo ano.
 

Marco Aurélio também se prepara para viabilizar seu nome para a eleição municipal do Recife.

Fonte: Blog do Elielson Lima.

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No Recife, ato pró-governo Bolsonaro reúne 100 mil pessoas, estima organização

Publicado em 26/05/2019 às 19h00

Organização da manifestação acredita em mais de 100 mil pessoas participando do ato  / Foto: Léo Motta/JC ImagemOrganização da manifestação acredita em mais de 100 mil pessoas participando do ato

Foto: Léo Motta/JC Imagem
JC Online
 

Manifestações pró-governo Bolsonaro acontecem em todo o Brasil neste domingo (26). No Recife, o ato foi realizado na Avenida Boa Viagem, Zona Sul da Capital, e a organização estima a participação de 100 mil pessoas. Os grupos Liberta Pernambuco, Direita Pernambuco e Endireita Pernambuco, os deputados estaduais Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB) e Clarissa Tércio (PSC) e o ex-candidato a deputado federal Coronel Meira (PRTB) estão à frente da manifestação, que deixou a concentração, em frente à Padaria Boa Viagem, por volta das 15h.

O ato a favor de medidas do governo federal do presidente Jair Bolsonaro (PSL) defende a aprovação da Reforma da Previdência, a aprovação da Medida Provisória 870, que pauta uma Reforma Administrativa, a aprovação do Pacote Anticrime e a permanência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com o Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.

Wilker Cavalcanti, presidente do Liberta Pernambuco e do PSL Jovem, acredita que a manifestação conte com a participação de 100 mil pessoas, expectativa acima do esperado pela organização. “A gente esperava de 30 a 50 mil pessoas, mas agora há pouco fizemos uma estimativa com drones, por cima, e estamos batendo a casa das 70 mil. Como estamos saindo agora, quase 15h, acredito que até o final a gente passa as 100 mil pessoas”, disse.

Em relação à pauta da manifestação, Wilker afirmou que o Congresso Nacional quer fazer “parlamentarismo branco” e que é necessária a presença do povo nas ruas para fazer os políticos entenderem que o Brasil é do povo. “A gente vive hoje o quinto mês do governo Jair Messias Bolsonaro e, em cinco meses, o governo praticamente governa por decreto porque o nosso Congresso Nacional quer fazer o famoso parlamentarismo branco. ‘Eu aprovo essa reforma, mas eu só vou te dar a aprovação se você me der também’ - aquele famoso troca por emendas”, analisou Wilker. “Então assim, a gente precisa fazer com que os políticos que estão lá no Congresso Nacional entendam que quem manda no Brasil é o povo”, acrescentou

Pautas

No ato deste domingo (26), os manifestante pedem a aprovação das reformas Administrativa e da Previdência. “A gente precisa urgentemente da reforma da Previdência se não o país quebra. Posteriormente, a gente precisa aprovar o Pacote Anticrime do nosso Ministro da Justiça Sérgio Moro. Tivemos a aprovação da MP da redução dos ministérios, graças a Deus os deputados mantiveram a redução, que é o decreto do nosso presidente. Ainda têm a reforma política, a reforma tributária, são várias pautas que a gente está defendendo aqui”, disse Wilker.

MBL e Vem Pra Rua 

Durante a última semana, os Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua se opuseram ao ato pró-governo que acontece em cidades de todo o Brasil, neste domingo (26). O MBL, inclusive, foi chamado de “traidor” por grupos de direita e viu bolsonaristas subirem no Twitter a hashtag #MBLTraidoresDaPatria. Para a liderança das manifestações e da direita em Pernambuco, a ausência de movimentos como estes é “uma pena”, mas que é preciso respeitar a democracia.

“É uma pena e não é. Primeiro a gente tem que olhar para a democracia. A gente precisa respeitar a escolha deles. Mas, é uma pena porque poderíamos estar todo mundo junto hoje. Todos os movimentos, todas as pessoas, mas eu acredito, falando como liderança do Liberta Pernambuco e um dos organizadores do movimento de hoje, que essa proibição não impediu nada. Já vi colegas e amigos meus que fazem parte do MBL Pernambuco presentes, o pessoal do Vem Pra Rua também está presente”, afirmou Wilker Cavalcanti. 

Balanço da visita de Bolsonaro ao Nordeste

Para o líder do PSL Jovem, a primeira visita de Jair Bolsonaro como presidente ao Nordeste foi extremamente positiva. “Não me lembro de outro presidente depois de Lula ter chegado aqui em Pernambuco, no Nordeste, e ter tido a recepção que ele teve. Por questões de segurança pessoal do nosso presidente, não tivemos recepção no aeroporto, uma característica durante a campanha, mas nada apaga o brilho que foi a recepção do nosso presidente aqui, principalmente lá em Petrolina. Tem vídeos circulando por toda internet que a gente vê o apoio, os gritos, a manifestação a favor do nosso presidente”, acrescentou.

Fonte :JC.

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Pedro Parente: "O governo vai encontrar um caminho"

Publicado em 26/05/2019 às 18h00
Pedro Parente é ex-ministro da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso e ex-presidente da Petrobrás. Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ex-ministro da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso e ex-presidente da Petrobrás, Pedro Parente vê com naturalidade a atual desarticulação entre o presidente Jair Bolsonaro e o Congresso. À frente da BRF (união da Sadia e Perdigão), maior exportadora global de frangos, Parente acredita que a reforma da Previdência será aprovada. "O lado positivo é o apoio que (a reforma) tem recebido. Tem boa chance de passar. Talvez não no prazo ideal." A seguir, os principais trechos da entrevista.
 
Como o sr. vê a falta de articulação no governo em relação à reforma da Previdência? Qual o impacto na economia?
 
Vejo com naturalidade. Apesar das dificuldades iniciais, o governo vai encontrar um caminho. O lado positivo, considerando a minha experiência no setor público, é o apoio que (a reforma) tem recebido. Acho que tem boa chance de passar. Talvez não no prazo ideal.
 
E se for uma reforma menos ambiciosa?
 
Vamos ter o que o Congresso aprovar. Se não for uma com o efeito necessário nas contas públicas, pode ter um impacto negativo. Mas o Congresso já manda sinais; inclusive o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está muito empenhado na aprovação dela.
 
Mas uma reforma tímida consegue atração de investimentos?
 
As reformas, tanto previdenciária como tributária, terão um impacto importantíssimo no cenário dos negócios. Somados a isso, há outros projetos do Ministério da Economia que podem criar um ambiente mais propício ao investimento. Os agentes econômicos estão aguardando se, de fato, há sinais mais afirmativos dessas questões para que possam destravar seus investimentos. 
 
Havia uma expectativa de retomada do crescimento econômico, que ainda não se concretizou. Como isso afeta a BRF? 
 
Se a economia estivesse mais forte teríamos um consumo maior. Considerando o cenário atual, estamos com a nossa linha de produção adaptada à demanda. Além disso, como a BRF exporta cerca de 50% da produção, permite uma diversificação de risco que é importante para os nossos negócios. Isso excluindo o efeito China (maior importador global e que passa por surto de peste suína). 
 
O sr. já fez parte do governo. O que é mais fácil: estar no governo ou comandar empresas?
 
Eu diria que é muito mais difícil estar no governo. O número de variáveis que está sob o seu controle é muito menor do que no setor privado. Quando se está no governo e, de repente, acontece uma obstrução, é complexo. De todas as funções que eu participei a mais complexa foi ser chefe da Casa Civil. Dependendo da empresa, há questões importantes, como segurança, meio ambiente. No caso da BRF, a principal complexidade deriva do fato de ser uma cadeia longa. O que eu quero dizer com isso? Decisões que eu tomo hoje vão ter impacto na minha produção daqui a um ano.
 
O sr. está há um ano na BRF e chegou em um momento crítico de desentendimentos entre os acionistas, crise financeira e denúncias da Polícia Federal. Qual o balanço que o sr. faz hoje?
 
Eu vim para ajudar a resolver a questão da governança. Os principais acionistas estavam em disputa e a opção pelo meu nome por si só, ajudou a resolver o problema. O novo conselho deixa de ser parte do problema e passa a ser solução. É um conselho atuante, com excelentes membros. A empresa vivia uma série de problemas, alguns específicos da BRF e outros da indústria. Recompusemos o time de lideranças e fizemos um diagnóstico amplo de tudo que a empresa precisava para colocá-la nos trilhos. 
 
Em junho o sr. deixará a presidência executiva para ficar no comando do conselho administrativo. O que muda?
 
Estamos vivendo agora um novo ciclo onde a BRF vai estar mais organizada, com uma visão estratégica muito clara. Lorival Luz, que atua como vice-presidente executivo global, assumirá a presidência. Nós fizemos a primeira etapa de arrumar a casa. Daqui para frente é voltar a ter os resultados positivos, margens melhores e pessoas alinhadas no conselho e na diretoria executiva. 
 
A BRF está sob investigação nas operações Carne Fraca e Trapaça. Não trará impactos à empresa?
 
A BRF é a maior interessada para que essas questões do passado sejam esclarecidas. Definimos como um dos três valores fundamentais da empresa a integridade - os outros dois são segurança física das pessoas (funcionários ou não) e a disposição da empresa de ter todas as questões esclarecidas e cooperar com as autoridades.
 
O sr. é sócio da gestora de investimentos EB Capital. Vai se tornar um investidor?
 
Gosto de fazer múltiplas atividades, sendo que algumas com mais tempo que outras. Minha prioridade é a BRF. Mas, agora como presidente do conselho de administração, aceito participar de outras atividades, sempre fazendo uma avaliação cuidadosa da minha alocação de tempo. Isso é muito importante. E, nesse contexto, acredito que gestoras de private equity (que compram participação em empresas) estão adquirindo relevância muito grande no País.
 
Fonte : Agência Estado.
Diario de PE.
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