A força dos Ferreiras

Publicado em 10/02/2019 às 13h00

Fruto do patriarca Manoel Ferreira(PSC), que foi deputado por vários mandatos até não se reeleger em 2010, os irmãos André e Anderson se mostraram verdadeiramente dois animais políticos. Em 2010, Anderson conseguiu ser eleito e ainda ajudou o irmão a ser eleito vereador do Recife com ampla votação em 2012. Em 2014, ambos foram eleitos deputados, com destaque para Anderson, que se elegeu com mais de 150 mil votos. A escalada não parou por aí, porque, dois anos depois, Anderson sairia vitorioso da disputa pelo comando da segunda maior cidade de Pernambuco e o cunhado da dupla, Fred Ferreira(PSC), também foi emplacado como vereador do Recife. Em 2018, André foi eleito deputado federal e Manoel retornou à Alepe após tanto tempo afastado. É inegável que a família represente uma das maiores forças políticas do estado, podendo desdobrar resultados importantes na engenharia partidária pernambucana. 

De posse de uma prefeitura poderosa, de uma bancada de 5 deputados estaduais e o comando de duas legendas, os Ferreira precisam, agora, focar na eleição de vereadores e prefeitos alinhados com o projeto em 2020, para que eles prossigam em regime ascendente e, a partir de um resultado razoável, começar a dar dor de cabeça ao Palácio. O próprio André, que chegou a dispor o nome para uma disputa de senador ano passado, pode disputar a prefeitura do Recife com o peso do segmento evangélico e o apoio da bem avaliada gestão do irmão. Mesmo que não fosse vencedor, a família se capitalizaria politicamente ainda mais com esta muleta e pensar em uma candidatura ao Senado ou ao Governo do estado.

Largando na frente, Anderson e André já procuraram levantar a bandeira do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e cooptar apoios nacionais em torno da reeleição na cidade jaboatonense, tida como prioritária para a cúpula do Partido da República. O grupo já demonstrou saber de olhos fechados sobre as voltas do jogo e coleciona uma série de vitórias, mas o que definirá o futuro do quarteto, daqui para a frente, são as eleições municipais no ano que vem, já que um pleito puxa o outro. Quem lida com política sabe que a dinâmica da coisa transforma todo o tabuleiro de maneira muito rápida e, às vezes, irreversível. 

Chegou chegando – O deputado estadual Marco Aurélio(PRTB) já mostrou a que veio desferindo duras críticas aos números do governo do estado na primeira oportunidade que pôde na Alepe. Pelo perfil que Marco detém, o Palácio vai ter muita dor de cabeça nos próximos anos.

Ganhando espaço – Com a maior bancada de mulheres da história na Alepe, as deputadas estão se mostrando mais do que afinadas. Várias vezes, tanto as eleitas quanto suplentes têm sido vistas juntas em almoços, reuniões e nos corredores. Ao que parece, querem se manter unidas e ampliar os espaços, antes ocupados majoritariamente por homens. 

Protesto – Um protesto parou a cidade de Camaragibe na última sexta-feira. Contra o fechamento do Hospital Aristeu Chaves e o fim de programas de saúde históricos, comunitários, pacientes, funcionários e lideranças políticas de diversas vertentes deram as mãos e fecharam a avenida em frente à prefeitura municipal. O ato foi muito repercutido na mídia estadual.

Ação – Em São Lourenço da Mata, um projeto social vem ganhando destaque pela atividade no bairro de Nova Tiúma. Localizado próximo à UPA da cidade, o Instituto Juventude Criativa, encabeçado pelo jovem Anderson Coutinho, vem transformando a realidade de crianças e jovens em situação de risco.

Sem Armando – Com a ausência do candidato derrotado ao governo de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB), alguns prefeitos que o apoiaram em 2018 já costuram o apoio do PSB no ano que vem ou, ao menos, que o Palácio não organize uma frente muito grande em torno dos opositores. Na opinião de um deputado, “… 2018 é 2018.  Ficou para trás. O que vale é o que for construído agora”.

Escrito por Marcelo Velez.

Fonte: Blog Ponto de Vista.

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