A Lava Jato um dia terá que chegar ao fim

Publicado em 09/02/2019 às 10h00

Tem suas origens em Pernambuco o novo presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz, que acaba de substitui Cláudio Lamachia numa eleição sem adversários. Felipe é filho do desaparecido político Fernando Santa Cruz Oliveira, pernambucano do Recife que caiu nas garras dos militares em dezembro de 1973, no Recife, e nunca mais foi encontrado. Presume-se que tinha sido assassinado mediante tortura, como o foi também o jornalista Vladimir Herzog, e que tenha vivido horrores na “Casa da morte” localizada no município de Petrópolis. O filho, aparentemente, já se livrou desse fantasma e pretende usar a força do cargo para cobrar dos procuradores de Curitiba o desfecho da “Operação Lava Jato” que não deve se prolongar indefinidamente. Conforme Felipe Santa Cruz, “não devemos fazer da Lava Jato um livro em fascículos interminável”. Ela tem que chegar ao fim para que o Brasil “volte a produzir e ter rotina e as empresas a gerar riqueza”. Este, aliás, foi um dos grandes pecados da Lava Jato: não acabou apenas com a imagem dos empresários envolvidos em “caixa dois”, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Destruiu sobretudo a imagem das empresas, entre elas a Petrobrás, que somente em Pernambuco foi responsável pelo fechamento de 70 mil postos de trabalho.       

A revelação

O deputado Antonio Coelho (DEM) será uma das mais gratas surpresas da Assembleia Legislativa na presente legislatura. Origem política ele tem. É bisneto de Clementino Coelho, neto do industrial Paulo Coelho, filho do senador Fernando Bezerra e irmão do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. E sobrinho-neto de José, Osvaldo, Geraldo e Augusto Coelho.

A carga – O PTB de Pernambuco não terá mais nenhum representante da Câmara Federal. Zeca Cavalcanti não foi reeleito e Jorge Côrte Real não foi candidato à reeleição. Na Assembleia Legislativa, a carga ficará nos ombros de Álvaro Porto, dado que José Humberto e Socorro Pimentel não foram reeleitos e Júlio Cavalcanti não disputou a reeleição.

O fiscal – O deputado Joel da Harpa (SD) será uma espécie de “fiscal” de Bolsonaro na Assembleia Legislativa. Se o presidente da República incluir os militares na reforma da previdência, imediatamente romperá com ele e botará a boca no trombone. E as mãos na harpa.

A troca – Presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, o PSD saiu da terceira posição no Senado para a segunda, o que lhe dá poder de barganha perante o governo Bolsonaro. Já o Podemos do senador Álvaro Dias (PR) passou a sétima para a segunda colocação.

O empréstimo – Paulo Câmara já teve oportunidade de dizer ao superministro Paulo Guedes (Economia): não quer “dinheiro novo” do governo Bolsonaro e sim autorização para contrair um empréstimo no BID que lhe dê condições de fazer algumas obras em Pernambuco. Hoje, o Orçamento do Governo do Estado prevê menos de 5% de sua receita para investimento.

Caras novas – André de Paula, presidente regional do PSD, vai jogar todas as fichas do partido na eleição de Julio Lossio para prefeito de Petrolina e de Raffiê Dellon para prefeito de Gravatá. Este último foi o vice de Tony Gel em 2016 mas seu sonho é ser prefeito da capital do Agreste.

Elas por elas – Os irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT) encontram sempre um petista pela frente para lhes cobrar explicações sobre a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial. Eles chamam os petistas de “babacas” e lembram que quem está preso em Curitiba é Lula, e não eles.

Leilão – Está marcado para 15 de março o leilão do Aeroporto Internacional dos Guararapes (Recife) que deverá encaminhá-lo para mãos privadas. Agora, quem receber a concessão terá que ficar também com os aeroportos de Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE), que são deficitários. Este último, aliás, vai perder o vôo que tem da Avianca.

O reforço – O líder da Oposição na Assembleia Legislativa, Marco Aurélio (PRTB), requisitou um ótimo reforço para sua assessoria: o engenheiro civil e bacharel em Direito Saulo Esteves da Silva Passos, um dos homens mais inteligentes de Itapetim. O assessor, que trabalhou durante 15 anos da Câmara Federal (assessor de Inocêncio Oliveira), ficará responsável pela redação de discursos.

É mourão – Queiram os não queiram os bolsonaristas, o general e vice-presidente, Hamilton Mourão, caiu nas graças dos jornalistas que cobrem o Planalto e está se transformando aos poucos numa das figuras mais populares do governo. Bolsonaro não é antipático, mas pelo menos dois dos seus filhos são intragáveis e isso dificulta a relação do governo com a imprensa.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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