A 'metralhadora cheia de mágoas' do PDT com o PT

Publicado em 12/10/2018 às 14h00
Isolamento de Ciro Gomes com interferência do PT e situações nos estados impediu apoio mais incisivo do PDT a Fernando Haddad
Isolamento de Ciro Gomes com interferência do PT e situações nos estados impediu apoio mais incisivo do PDT a Fernando HaddadFoto: MAURO PIMENTEL e EVARISTO SA / AFP

O clima começou festivo na reunião da Executiva Nacional do PDT, em Brasília. A animação se devia ao resultado de Ciro Gomes nas urnas, mas azedou "no segundo tempo" do encontro, quando o debate sobre apoio ao PT entrou na pauta. O tema foi introduzido pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, cujo desejo era de que o PDT formalizasse o apoio ao presidenciável petista, Fernando Haddad. Ao encaminhar essa tese, no entanto, o dirigente acabou, involuntariamente, ativando uma "metralhadora cheia de mágoas" contra o PT de pedetistas de vários estados e, inclusive, do próprio Ciro Gomes, segundo relatos feitos à coluna por pessoas presentes. O presidenciável do PDT, por gratidão à sigla, segundo correligionários, teria registrado que até se submeteria ao que o partido resolvesse, mas que não teria condição de sentar à mesa com dirigentes do PT após a forma como se deu a negociação em torno de eventual composição do PT com o PDT para o 1º turno. As queixas se multiplicaram em meio a relatos de como petistas teriam "trucidado" pedetistas nas disputas locais. Falou-se no caso da Bahia e o assunto chegou a ser repercutido, posteriormente, em grupo de WhatsApp que reúne lideranças de esquerda quando a situação de Pernambuco também veio à tona. Chegou-se a registrar que o PT tirou a vaga do ex-prefeito José Queiroz na chapa comandada por Paulo Câmara e que candidatos pedetistas foram "vetados" de chapinha do PT em Pernambuco. Ainda na reunião da Executiva Nacional, quando o clima de apoio a Haddad parecia ficar inviável, Lupi teria chegado a advertir que o momento difícil não permitia ao PDT ficar neutro e que, dessa forma, não teria interesse de ser presidente. Após muita polêmica, atingiu-se um consenso capaz de evitar uma "hecatombe" no partido, como definiu um dos presentes. A saída foi o chamado "apoio crítico" sem participação na campanha ou no governo, como anunciou Carlos Lupi e como a legenda registrou em nota. O texto bem curto e direto teria a ver com a dificuldade de se chegar a um denominador em torno do assunto. "Mas a tendência majoritária era de que se desse um ‘não’ a (Jair) Bolsonaro sem nem pronunciar o nome de Haddad", revelou um dos presentes em reserva. 

FERIDA ABERTA

O PDT atribui ao PT o isolamento de Ciro Gomes na corrida pelo Planalto. Entretanto, críticas ao “perfil hegemonista” do PT já vinham sendo feitas por outros aliados. PCdoB e PSB bateram na tecla da necessidade de "abertura de diálogo" por parte dos petistas. Luciana Santos e Carlos Siqueira estão entre os que sinalizaram para criação de uma “frente”. A dirigente comunista o fez ainda no 1º turno.

Margem de erro > Se houve esforço concentrado, no PSB, em torno do projeto de João, a disputa majoritária, em 2020, o desempenho do deputado Felipe Carreras, no Recife, não ficou tão distante assim do obtido pelo herdeiro de Eduardo Campos. João teve 70.864 votos na Capital e Felipe, 67.244. Carreras também nutre planos majoritários.

Ranking 1 > Em Petrolina, o deputado mais votado foi Antonio Coelho (28.251), irmão do prefeito da Cidade, Miguel Coelho. Em segundo lugar, ficou Dulcicleide Amorim (14.656), esposa do deputado Odacy Amorim. 
 
Ranking 2 > Na sequência, vem Lucinha Mota (13.110) e Gabriel Menezes (12.499). Os dois últimos, no entanto, não foram eleitos.
 
Desafio > Em quinto lugar na cidade, aparece Lucas Ramos (10.195). A despeito da votação que teve no Estado (62.968), Lucas tem 2020 no radar e o desafio, até lá, será ampliar essa influência local, uma vez que Miguel também tem uma reeleição pela frente.

 

Fonte:Folha de PE.

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