A saída política para Bruno e Mendonça

Publicado em 05/10/2018 às 14h00
Coluna da sexta: A saída política para Bruno e Mendonça

Na disputa pelo Senado nesta eleição, os deputados Bruno Araújo e Mendonça Filho têm muitas coisas em comum para ser avaliada. Ambos foram ministros de Temer e pagaram o preço por isso, sendo taxado pelos adversários como “turma de Temer”, diante da grandiosa rejeição do presidente.

Ainda no ponto de convergência ambos tinham uma reeleição para Câmara Federal consolidado e apostaram suas fichas e alto para um mandato na Casa Alta. Os dois sofreram eleitoralmente mais um encolhimento eleitoral de Armando Monteiro, onde historicamente os candidatos a governador elegem e fazem seus senadores irem para o ralo.

Por sua vez Bruno foi para a majoritária na última hora e depois de uma pressão em Armando, com o objetivo de fazer palanque para Geraldo Alckmin, que não fez e o seu presidenciável não decolou. Num remoto governo tucano ele poderia voltar a Esplanada dos Ministérios, mas terá que se reinventar para achar uma saída.

Já Mendoncinha fez uma aposta alta indo para o Senado, depois de sua exitosa gestão no Ministério da Educação, além disso ele lançou seu filho Vinicius Mendonça para federal e sua irmão Andreia para estadual. Correndo o risco de ficar sem representatividade nas três Casas Legislativas. Por fim, resta para eles – como Bruno já fez – uma saída a direita com o apoio a Jair Bolsonaro. Uma ala importante do movimento já declarou apoio aos dois e consequentemente abriu margem para esse ingresso. A entrevista do presidenciável do PSL na CBN Recife, ontem, confirmou essa abertura de palanque para esses atores políticos. Restando-lhes essa luz no fim do túnel para uma sobrevida política, haja vista que as pesquisas não são favoráveis.

Prova e contra-prova – As pesquisas Ibope e Datafolha apontaram um cenário de definição na corrida pelo Governo de Pernambuco. Os dois institutos mostraram uma vitória do governador Paulo Câmara em primeiro turno já passando dos 52% dos votos válidos. Com esse cenário será muito difícil algo novo acontecer para virar o jogo.

Encerramento – Na Mata Norte, os principais nomes na disputa pela Alepe encerram suas campanhas nas suas cidades principais. Diogo Prado fez um grande ato em Carpina, Gustavo Gouveia juntou um numeroso público em Paudalho. Botafogo fechou a campanha anteontem com Vinicius e fez um outro ato ontem sem o candidato.

Liderança nova – Com a eleição de Manoel Ferreira e André Ferreira e com os expressivos números computados nestes dois, como é previsto. O prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira se apresenta como o novo líder estadual. Os Ferreiras além disso farão seis cadeiras na Alepe e terão voz forte.

Rápidas

Macaparana – A cidade está protagonizando um dos maiores clássicos dessa eleição. Os ‘bocas pretas’ de Antônio Moraes e os ‘gabirus’ de Maviel e Aglaison Victor vão disputar voto a voto. Muitos holofotes estão voltados para lá. Ambos os grupos fizeram um encerramento a altura.

WhatsApp – Liderando a corrida presencial Jair Bolsonaro tem a maioria do seu eleitorado se informando pelas redes sociais. Como um candidato que falta o principal debate, não tem tempo de TV e Rádio lidera as pesquisas? WhatsApp e afins, aponta pesquisa Datafolha que foi estudar o eleitorado de Bolsonaro. Então bater nele nos meios convencionais não funciona!

Batendo o pé – Mesmo com as pesquisas apontando um norte, Armando Monteiro ainda acredita na decisão em segundo turno. Ele acha que vai agregar os indecisos e virar o quadro nesses dias que restam até o pleito de domingo.

Debate – A Rádio Jornal Limoeiro promoveu um debate logo mais às 11h para discutir a campanha e a reta final do pleito deste ano. Este blogueiro estará entre os debatedores. Acompanhe pela AM 660 ou pelas redes sociais.

Pinga-fogo: Quem é mais otimista por uma virada Alckmin ou Armando?

Fonte : Blog do Elielson Lima.

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