Aldo Rebelo critica esquerda do ‘politicamente correto’

Publicado em 08/06/2018 às 19h15
Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem
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Ex-ministro dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Aldo Rebelo, hoje pré-candidato à Presidência da República pelo Solidariedade, fez críticas, em entrevista à Rádio Jornal nesta sexta-feira (8), à parte da esquerda brasileira por ter deixado, segundo ele, o “nacionalismo” de lado e investido na bandeira do “politicamente correto”.

Em agenda em Pernambuco para almoço com o governador Paulo Câmara (PSB), Aldo Rebelo afirmou que a esquerda no País foi atrás de “referências teóricas muitos mais pobres de universidades americanas” que dividem, segundo ele, o mundo em pretos e brancos e em gênero.

Na avaliação do ex-ministro – quadro histórico do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), as bandeiras que esse espectro ideológico acabou encampando fazem regredir a sociedade, “aparentemente em uma causa nobre que é a luta contra o racismo, mas importando um outro tipo de racismo. Isso acolhido pelas universidades brasileiras”, afirmou.

“Uma parte da esquerda substituiu essas bandeiras nacionalistas, por essa políticas identitárias”, disse Rebelo, que considera que o “nacionalismo continua sendo importante”, citando os nomes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladmir Putin, como exemplos de nacionalistas. De acordo com ele, “as lutas devem ser complementares em vez de excludentes”.

Pré-candidatura

Questionado sobre o potencial da sua pré-candidatura, que nem mesmo aparece nos levantamentos de intenção de voto, Aldo Rebelo relativizou e avaliou ser cedo para apontar cenários. O partido dele, o Solidariedade, vem articulando com o DEM – que lançou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ao Planalto -, o PP e o PR a formação de um bloco de centro para a eleição presidencial. Maia – que tem uma relação próxima com Rebelo -, já admitiu a possibilidade de apoiar o nome do empresário Josué Gomes (PR), filho do ex-vice-presidente José Alencar, na disputa presidencial

“Eu não partilho do pessimismo. Vamos ter o campeão da Copa do mundo e não vamos saber quem vai se consolidar nessa jornada”, disse Rebelo, acrescentando que vários nomes se apresentam, segundo ele, como “terceira via”. Na avaliação do ex-ministro, a população não está interessada é quem se apresenta como candidato de esquerda, centro ou direita e que o foco é a retomada do crescimento

Fonte:Blog do Jamildo.

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