Aldo Rebelo: "O ministro desistiu. Deixa ele em paz"

Publicado em 09/06/2018 às 18h00
Cafezinho com Aldo Rebelo
Cafezinho com Aldo RebeloFoto: Divulgação

Após 40 anos de militância no PCdoB, ele migrou para o PSB em 2017, onde não se demorou devido ao projeto presidencial do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, que esbarrou no seu. Foi ministro da Defesa, da Ciência e Teconologia, do Esporte, das Relações Institucionais e presidente da Câmara Federal. Hoje filiado ao Solidariedade, Aldo Rebelo garante não ter motivos para se arrepender de ter deixado tão rápido as hostes socialistas, a despeito da identidade ideológica e programática que nutre com a sigla. "Não tem porque me arrepender. Tenho boas relações com o PSB. Não saí brigado. E acho que comungo, com o PSB, de boa parte da plataforma que julgo essencial, que é a retomada do crescimento da economia". Aldo adianta que "sempre pensou" em buscar o apoio dos socialistas para seu plano majoritário. "Sempre pensei (em buscar apoio do PSB). Eu tenho mais proximidade com o PSB. De todos esses candidatos que estão aí, o que tem mais afinidade com o PSB sou eu. Então, não posso deixar de considerar uma aliança", assinala ele, que foi à mesa, em almoço no Palácio das Princesas, ontem, com o governador Paulo Câmara. Aldo fez as considerações a esta colunista e ao titular do Blog da Folha, Daniel Leite, em entrevista à coluna digital No Cafezinho, que foi ao ar, ontem, no Blog da Folha e nas redes sociais da Folha de Pernambuco. Aldo diz não ter imaginado que Barbosa desistiria. "Não parei para pensar nisso. Achei que o PSB deveria ter a liberdade de fazer sua escolha sem que eu tivesse que fazer um contraponto, como faria, se eu permanecesse no partido. Mas, hoje, o ministro desistiu. Deixa ele em paz. Acho que isso não é mais motivo para polêmica", arremata.

Apreço por Ciro e unidade em torno de si

Aldo Rabelo registra ter "grande apreço" por Ciro Gomes. No entanto, defende unuidade em torno do seu nome. "Acho um grande quadro, mas eu defendo unidade em torno do meu nome. Acho que é o nome que tem condições de unir amplamente forças heterogêneas no Brasil, forças dos trabalhadores, dos empresários, dos sindicatos, da classe média", assinala o presidenciável do Solidariedade.

Jantar > No Sheraton do Paiva, na última quinta-feira à noite, Aldo Rebelo protagonizou jantar que reuniu um grupo reservado. Do Solidariedade, estavam, entre outros, os deputados Augusto Coutinho, Kaio Maniçoba, Alberto Feitosa e o vereador Rodrigo Coutinho. 

Almoço - No Palácio das Princesas, ontem, foram à mesa com Aldo Rebelo, além do governador Paulo Câmara, André Campos e Marcelo Canuto. Pelo Solidariedade, estavam Augusto Coutinho, Cadoca, o prefeito de Olinda, Professor Lupércio, entre outros.

Café > Ontem, antes de almoçar com Paulo Câmara, Aldo Rebelo foi à casa do ex-deputado federal Inocêncio Oliveira, que tinha espaço na Mesa Diretora da Câmara quando Aldo presidia a Casa. A visita foi acompanhada pelo deputado Alberto Feitosa.

Municípios > Tadeu Alencar, líder do PSB na Câmara Federal, vai votar contra o projeto que regulamenta a criação de novos municípios. A proposta deve entrar na pauta na semana que vem. Para ele, criar novas prefeituras irá enfraquecer os municípios e não trará benefícios à população. “Serão mais cidades para entrar na divisão dos recursos, que já são poucos”.

Dirigente > Celso de Mello liberou a ação penal de Gleisi Hoffmann na Lava Jato para julgamento. Cabe ao ministro Ricardo Lewandowski, presidente da segunda turma do STF, decidir a data. O julgamento chega no momento em que ela tem sido "porta-voz" do ex-presidente Lula e tem coordenado a construção de alianças.

Fonte Folha de PE.

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