Aliança com o PT é jogada de alto risco

Publicado em 06/03/2018 às 18h00

Paulo Câmara pode perder votos na classe média metropolitana se reconciliar-se com o PT

Após seis anos de desavenças, o PT e o PSB pernambucanos voltaram a conversar. Não é propriamente a vontade das bases, e sim das cúpulas. A do PT tem interesse nesse casamento para tentar garantir a reeleição do senador Humberto Costa na chapa da Frente Popular. E a do PSB também está interessada devido à força do ex-presidente Lula em Pernambuco. Assim, Lula recomendaria a reeleição tanto do senador como do governador Paulo Câmara. Ocorre, porém, como diria Garricha, que é preciso primeiro “combinar com os russos”. O apelo do ex-presidente poderia até funcionar no interior, onde o “lulismo” reina absoluto. Mas, e na capital e área metropolitana que têm mais de 2 milhões de eleitores, o apelo teria o mesmo efeito? Provavelmente, não. Para início de conversa, não é fácil para Humberto Costa subir num mesmo palanque com o deputado Jarbas Vasconcelos para pedir votos para Paulo Câmara porque as bases petistas não aceitam. Estão fechadas com Marília Arraes. Se o PT interditar a candidatura dela, esse voto tende a ir para outro candidato, menos para Paulo Câmara. Afora isto, a classe média metropolitana está com raiva do PT e não morre de amores pelo governo, embora respeite Paulo Câmara. Se o governador juntar-se aos petistas, é grande a probabilidade de perder esse voto.

Imposição da realidade

Até dois meses atrás, a oposição tinha dois pré-candidatos a governador: Armando Monteiro Neto (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (MDB). Como ambos teriam dificuldades para encontrar um vice e dois candidatos a senador, resolveram se entender para ficar apenas um. O candidato será escolhido mediante pesquisa e anunciado solenemente no dia 20 de abril.

Falta vontade – Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) seriam os “candidatos naturais” às duas vagas do Senado pela oposição, mas talvez lhes falte ânimo para disputar um pleito majoritário. Afinal, não é fácil trocar o certo (reeleição para a Câmara) pelo duvidoso.

O desinteresse – Até 2016, era grande a briga interna no PSB pelas duas vagas de senador. Antonio Figueira e Danilo Cabral eram os nomes mais cotados. Hoje, os interessados são de outros partidos: Jarbas (MDB), Luciana Santos (PCdoB), José Queiroz (PDT) e Eduardo da Fonte (PP), mesmo o PSB tendo perdido o único senador que tinha (Fernando Bezerra).

O pragmatismo – Após 30 anos de militância no PSB, o deputado federal Severino Ninho vai sair do partido. Examina o PCdoB e o PDT para entrar na “chapinha” que terá também PP e SD. Disputou duas vezes pelo PSB e ficou suplente, e não quer servir de “cauda” pela 3ª vez.

A montagem – Eduardo da Fonte, que preside o PP em Pernambuco, está montando uma chapa de candidatos a deputado estadual de fazer inveja ao PSB. Já se filiaram, entre outros, o ex-prefeito de Itapissuma Cal Volia (ex-PSDB) e o ex-vereador Josenildo Sinésio (ex-PT).

O retorno – A ex-deputada Carla Lapa (ex-PSB) filiou-se ao PSC para tentar retornar à Assembleia Legislativa de olho na provável grande votação que terá o também ex-deputado Manoel Ferreira, pai do prefeito Anderson Ferreira (Jaboatão dos Guararapes).

A lista – Danilo Cabral (PSB) só acredita que havia 70 prefeitos no encontro que as oposições realizaram sábado (3), em Caruaru, se seus nomes forem divulgados. Do contrário, diz ele, é “perua”.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio

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