Apoio de partido no segundo turno não terá influência

Publicado em 10/10/2018 às 14h00

Bolsonaro teve o apoio dos ricos de Boa Viagem e dos pobres de Casa Amarela

Seis partidos definiram ontem suas posições políticas no segundo turno da eleição presidencial. Trata-se apenas de simbolismo porque nesta fase da campanha, apoio de partido não vale absolutamente nada. O eleitor é quem vai escolher, sem influência de líderes políticos, entre Fenando Haddad ou Jair Bolsonaro, independente de recomendação partidária. No primeiro turno, pelo menos no Nordeste, o apoio dos governadores ao candidato do PT deu resultado. Ele obteve 46% dos votos da região, ante 30% de Jair Bolsonaro. Agora a história é outra. O candidato do PSL, para citar apenas este exemplo, foi vitorioso em cidades como Recife, Jaboatão, Olinda, Paulista, Cabo, Caruaru e Petrolina. E neste segundo turno deve ampliar sua votação em todos os municípios pernambucanos mesmo sem o apoio do governador já eleito Paulo Câmara. Na capital, ele foi apoiado por todas as classes sociais, dos ricos de Boa Viagem aos pobres do morro de Casa Amarela, significando que esses eleitores votaram contra o PT e o PSDB e querem algo novo na Presidência da República, mesmo que seja alguém que no passado já defendeu o fechamento do Congresso, a tortura e o fuzilamento do ex-presidente FHC.

Primeiro erro de Haddad

O primeiro ato de Fernando Haddad após o primeiro turno da eleição foi visitar Lula na cadeia. Isso deu pretexto a Bolsonaro para chama-lo de “fantoche” do ex-presidente dizendo que se ele porventura for eleito no próximo dia 27 será um pau mandado de um presidiário. A declaração teve aderência no Congresso.

Causas da queda – o deputado reeleito Daniel Coelho (PPS) disse ontem no Recife que o PT perdeu o apoio de vastos segmentos da opinião pública por três motivos: não reconheceu que houve corrupção nos governos do Partido, chamou o impeachment de Dilma de golpe e diz que Lula é preso político.

A distância – Embora esteja na Câmara Federal há vários anos, o deputado reeleito Augusto Coutinho (SD) confessa que nunca teve aproximação com Bolsonaro que se encontra lá há 28 anos. Diz que ele é um político de pouco relacionamento na Casa embora já tenha garantido hoje o apoio de 300 parlamentares ao seu eventual futuro governo.

A elegância – Registre-se a elegância com que o senador Armando Monteiro (PTB) reconheceu a derrota para Paulo Câmara. Não culpou ninguém pela derrota, limitando-se a dizer que a oposição caiu de pé e continuará fiscalizando o governo a partir de 2019.

A queda – Todos os deputados e estaduais reeleitos em Pernambuco tiveram queda em suas votações. Cleiton Collins (PP), que obteve mais de 200 mil votos em 2014 foi reeleito com apenas 106 mil, embora tivesse um guia eleitoral próprio no rádio e na televisão.

A dificuldade – Será difícil para o senador eleito Jarbas Vasconcelos (MDB) tomar partido neste segundo turno da eleição presidencial. Quem o conhece acha que ele não apoiará Haddad nem Bolsonaro.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio.

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