Após tomar um "calço", Paulo pode dar "mãozinha" a Haddad

Publicado em 04/10/2018 às 14h15
Fernando Haddad em Recife com Paulo Câmara
Fernando Haddad em Recife com Paulo CâmaraFoto: Arthur de Souza

Após um período em curva ascendente, na reta final da campanha, o que passou a se elevar na na conta do presidenciável do PT, Fernando Haddad, foi a rejeição. Segundo pesquisa Ibope, divulgada ontem, o presidenciável figura com 37% de rejeição. Na segunda-feira, amostra do mesmo instituto apontava em 38% esse percentual. Na terça-feira, pesquisa divulgada pelo Datafolha enfatizava a rejeição do petista saindo de 32% para 41%. De acordo com o Ibope da última segunda, Jair Bolsonaro cresceu seis pontos no Nordeste (foi de 15% a 21%), reduto do lulismo, onde Haddad foi de 30% a 35%. Em Pernambuco, os percentuais da campanha de Fernando Haddad andam empatando com os de Paulo Câmara. Segundo amostra do Ibope, divulgada na terça-feira, Haddad foi de 38% a 41% no Estado. A margem de erro é de três pontos. Bolsonaro oscilou de 19% para 20%. Ainda pelo Ibope, Paulo Câmara pontua 39% (tinha 35%) em Pernambuco . Os percentuais "colados" de Paulo e Haddad apontam para a sintonia da composição PSB/PT. Por outro lado, o esforço dos socialistas para desmobilizarem a candidatura de Marília Arraes ao Governo do Estado levou o adversário, Armando Monteiro, a afirmar que o governador precisava de uma "bengala eleitoral". Haddad, no entanto, candidato do ex-presidente Lula, que teria, segundo apostaram adversários, a missão de "puxar" Paulo Câmara, acabou dando uma estagnada no cenário nacional, enquanto a curva do governador seguiu crescente em sua área de influência. Admite-se, na campanha da Frente Popular, que Paulo Câmara chegou a tomar um "calço" com Haddad para subir nas pesquisas, mas, agora que "escalou o muro", terá que dar "uma mãozinha" para o presidenciável petista daqui para frente.

Sem mea-culpa
A despeito do crescimento de sua rejeição, Fernando Haddad atribuiu, ontem, em entrevista à Rádio Jornal, a subida do adversário, Jair Bolsonaro, "à quantidade de mentiras que ele espalha nas redes sociais". A despeito de mensalão, petrolão e das cobranças crescentes da população contra corrupção, o petista não computa tais episódios como variáveis capazes de interferir.

São os outros > Ao Jornal Nacional, Haddad, indagado sobre motivos que o levaram a não se reeleger prefeito de São Paulo, em 2016, afirmara que o eleitor fora "induzido ao erro". Segundo ele, havia um "clima" de antipetismo no País naquele momento. 

Caldeirão > No PPS - prestes a mudar de nome para Movimento 23 - há uma expectativa de que o apresentador Luciano Huck ingresse nas hostes da sigla após a eleição. Novos nome e estatudo devem pavimentar esse caminho.
 
Real > Nos bastidores, o que se fala é que a relação entre o senador Humberto Costa e o deputado Jarbas Vasconcelos "não bastava parecer", mas "tinha que ser". Dizem que a sintonia foi tão real que até os jurídicos dos dois se uniram. 
 
Pró-Bolsonaro > Depois de gravar vídeo com o coordenador geral de carreatas pró-Bolsonaro no Recife, o candidato ao Senado, Bruno Araújo, apareceu em nova gravação, desta vez, com outro aliado de Bolsonaro, Gilson Machado. 
 
Saltando... > No vídeo, Gilson afirma que "todos os movimentos de direita, hoje, estão orfãos de um senador de direita". Declara apoio ao tucano e propõe unidade "para não deixar que as esquerdas voltem e transformem o Brasil numa Venezuela". 
 
...do barco > Bruno se inclina a eleitores de Bolsonaro quando outros tucanos também desembarcam da campanha de Geraldo Alckmin. Pesquisas apontam crescimento de Bolsonaro, a quem um dos fundadores do PSDB, Xico Graziano, também declarou voto.

 

Fonte:Folha de PE.

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