Armando e o governador vão jogar o jogo da paciência

Publicado em 12/06/2018 às 09h15

Armando não está com pressa para fechar a sua chapa e o governador Paulo Câmara, idem 

Como já se sabia, o senador Armando Monteiro foi lançado ontem como candidato a governador por uma frente de oposição, tendo o deputado Mendonça Filho como um de seus candidatos ao Senado. O vice e o segundo senador ainda estão indefinidos, o que significa dizer que o líder petebista vai para um jogo de paciência com o governador Paulo Câmara, que também está sem pressa para fechar a sua chapa. Só há definidas até agora a candidatura dele à reeleição e a do deputado Jarbas Vasconcelos para uma das vagas no Senado. A estratégia de Armando aparentemente está correta. Vai esperar o fechamento da chapa seu do adversário para tentar atrair para o seu palanque os que eventualmente ficarem insatisfeitos. Já se sabe, por exemplo, que não há como conciliar os interesses do deputado estadual André Ferreira (PSC) com os do deputado federal Eduardo da Fonte (PE). Ambos pleiteiam a segunda vaga de senador na chapa da Frente Popular, mas só existe vaga para um, sendo que aquele que for excluído é um forte candidato a engrossar o bloco da oposição. André levaria um partido político (PSC), mais o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), seu irmão, ao passo que Eduardo da Fonte levaria o PP, o PR, três deputados federais, 14 estaduais e 73 candidatos a uma cadeira na Assembleia Legislativa. É um jogo de paciência, que se prolongará até o mês de julho.

À revelia da presidente

Gleisi Hoffmann já “enquadrou” os presidentes regionais do PT dizendo que alianças nos estados têm que passar pela direção nacional. Mas não teve força, e nem terá, para “enquadrar” os governadores Rui Costa (BA) e Camilo Santana (CE), ambos petistas. Essa dupla já montou suas alianças para disputar à reeleição, à revelia da presidente nacional do partido.

1º lugar – Lula (PT) tem 49% de intenções de voto no Nordeste, segundo a última pesquisa do Datafolha. O 2º colocado na região é Bolsonaro (PSL) com 12%. Já no Centro-Sul há empate técnico entre ambos: 22% e 21%, respectivamente.

O troféu – Maciel Melo guarda como “troféu” a carta que recebeu de Lula, escrita a mão, na qual o chama de “Neguinho” e diz que leu recentemente seu livro “A poeira e estrada”. O autor de “Caboclo sonhador” cantou várias vezes para o ex-presidente no governo Eduardo Campos.

É cedo – A Frente Popular botou seus “olheiros” em campo para levantar quantos prefeitos estavam presentes no lançamento da candidatura de Armando Monteiro. Prefeitos de pequenos municípios são muito dependem muito do governo estadual, e por isso não vão se definir agora.

Matriarca – A viúva Maria do Carmo Magalhães Monteiro presenciou ontem o lançamento da candidatura do filho, Armando, ao governo estadual. Ela já viu o pai, Agamenon Magalhães, subir as escadarias do Palácio das Princesas, como governador. Agora sonha em ver o filho.

O vice – Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB) têm praticamente as mesmas preocupações em relação à escolha do vice: pode até ser um político que não agregue, eleitoralmente, mas não pode atrapalhar. Por essa lógica, André Régis (PSDB) pode ser o vice das oposições.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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