Armando sobre Ciro: "Tenho que conversar com a coligação"

Publicado em 15/09/2018 às 15h00
Armando Monteiro Neto
              Armando Monteiro NetoFoto: Divulgação

Quando formou a aliança para concorrer ao Governo do Estado, o senador Armando Monteiro Neto já deixava claro que, caso o ex-presidente Lula fosse candidato, votaria em Lula. "A partir do momento que Lula não é candidato, não posso decidir nada sozinho", sublinha ele à coluna. E prossegue: "Tenho que dividir com o conjunto da coligação. Já estamos ouvindo, discutindo com os companheiros. Estamos trocando informações e fazendo avaliações". De concreto sobre a corrida presidencial, ele afirma que a hipótese de votar em Fernando Haddad "não existe". "Eu teria compromisso com Lula. Não há possibilidade de apoiar Haddad. É zero essa possibilidade", assegura o petebista. Ele explica que, embora Haddad seja do PT, com Lula "era diferente, porque eu tinha uma história com Lula". E emenda: "Ele me apoiou em 2014, era completamente diferente". Armando acrescenta: "Essa hipótese de Haddad está descartada. As outras hipóteses colocadas vamos examinar depois de esgotar esse processo". Entre aliados do senador, há manifestações nos bastidores a favor da declaração de apoio a Ciro Gomes. E há nomes como o prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, que já tomou a dianteira e está reunindo lideranças favoráveis ao apoio a Ciro. No PSDB, não se faz objeção e essa possibilidade é vista como "provável". Mas a relação do PDT, de Ciro, com a gestão Paulo Câmara, onde comanda espaços, também tem pesado nas contas da coligação Pernambuco Vai Mudar e pode ser um fator a complicar essa costura.

Ciro x Haddad

Prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, que já declarou apoio a Ciro Gomes, observa, em relação à pesquisa Datafolha divulgada ontem, que a maior diferença de votos entre todas projeções de segundo turno aparece no cenário Ciro Gomes (45%) x Fernando Haddad (27%).

Aderência > Pimentel, que reúne lideranças do Estado em torno de Ciro, teve uma conversa com o prefeito de Bodocó, Túlio Alves, que também estaria aderindo ao movimento de apoio ao pedetista.

Detalhe > Presidente estadual do DEM, Mendonça Filho, realça que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, é o único que "bate a esquerda no 2º turno". Reconhece que o voto dele está dividido com candidatos como João Amoêdo, Henrique Meirelles e Álvaro Dias. A simulação do Datafolha aponta: Alckmin (40%) x Haddad (32%). 
 
Balanço > A direção estadual da Rede realiza reunião, hoje, para fazer balanço da campanha e traçar ações. O encontro ocorre dois dias após Júlio Lóssio ter recebido apoio do coronel Luiz Meira e do empresário Gilson Machado, considerados "bolsonaristas" pela Rede. 
 
Chama Marina! > Representante de Pernambuco na Executiva Nacional da Rede, Roberto Leandro avalia que, "ao invés desse tipo de alianças, é necessário fotalecer as candidaturas de deputados federais, de Marina Silva e enaltecer a qualidade dela nos espaços de debate". E reforça: "Isso que é preciso ser feito".
 
Afinar viola > Segundo Roberto Leandro, a direção da Rede "vai buscar conversar, dialogar com nossas candidaturas majoritárias para evitar futuros descompassos como esse e para afinar a viola".
 
Não vale tudo > "Não vale tudo para ganhar a eleição e a forma como se ganha define a forma como se governa. Enquanto a Rede tem cultura de paz, eles pregam liberação de armas, têm histórico de truculência contra movimentos sociais. Então, há contradições gritantes", observa Roberto Leandro.

 

Fonte:Folha de PE.

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