Arquive-se “caixa dois” e vamos olhar para o futuro

Publicado em 07/12/2018 às 15h00

O tema “caixa dois” deve ser tirado de pauta para que a agenda de Bolsonaro seja conhecida

“Caixa dois” sempre existiu no Brasil desde que eleição é eleição. Funcionava mais ou menos como o jogo do bicho, que é contravenção penal mas nem por isso o povão deixou de jogar. O “caixa dois” é dinheiro não contabilizado, para usar uma expressão de Delúbio Soarees, e o partido que disser que nunca fez uso dessa prática está mentindo. Empresários doavam “por fora” porque não queriam que seus nomes fossem expostos e os partidos ocultavam os doadores porque não tinham interesse em tornar público suas identidades. Agora, que há um presidente eleito querendo olhar para o futuro, o Congresso Nacional deveria celebrar um acordo para anistiar logo os beneficiários de “caixa dois”, de 2016 para trás. Ou será que vamos ficar eternamente discutindo se Serra, Alckmin, Humberto Costa, Michel Temer, Gilberto Kassab, Ônix Lorenzoni e outros mais receberam dinheiro de empreiteiras para suas campanhas e não prestaram contas à Justiça Eleitoral? Este assunto já saturou o povo brasileiro, que está muito mais interessado, presume-se, em conhecer as primeiras medidas do governo Bolsonaro para tirar o país da crise, e por isso deve ser retirado de pauta imediatamente. É chegada a hora de o Brasil debruçar-se sobre outra agenda porque essa não constrói absolutamente nada. “Caixa dois” é coisa do passado, e se tiver que se manter em pauta, que seja a partir de 2020.

Homem macho, sim senhor!

Governava a Paraíba o ex-deputado João Agripino quando o governo militar pôs o jogo do bicho na ilegalidade. O valente governador, nascido em Catolé do Rocha, foi ao general de plantão, Arthur da Costa e Silva, e disse: “Na Paraíba o jogo não fecha, a menos que o senhor arranje emprego para 150 mil pais de família que vivem dessa atividade”. E não fechou mesmo não.

Que vergonha! – A partir do dia 17, São José do Egito, no Pajeú, também conhecida como “terra de poetas”, não terá mais Delegacia de Polícia. Ela será transferida para Afogados da Ingazeira porque a SDS não paga o aluguel há dois anos e o dono do imóvel entrou com ação de despejo. O comunicado foi feito pelo próprio delegado Paulo Henrique de Medeiros.

Um marco – Além de Henrique Queiroz (PR), só houve um deputado estadual em Pernambuco com 10 mandatos consecutivos: Felipe Coelho, nascido em Ouricuri e conhecido nas rodas políticas como “O tigre do Araripe”. Era um sertanejo bravo e dirigiu a Alepe em três ocasiões.

Só uma – Houve tempo em que Ouricuri, Salgueiro, Araripina, Belém do São Francisco e Floresta tinha seus próprios representantes na Assembleia Legislativa. A partir de fevereiro, a bancada sertaneja encolherá: Rodrigo Novaes, Fabrízio Ferraz (Floresta) e Roberta Arraes (Araripina).

Peso grande – Pernambuco gastará em 2019 quase R$ 2 bilhões com sua folha de inativos mas é como se nada estivesse ocorrendo. É preciso que o Governo do Estado tenha um olhar responsável sobre essa matéria, sob pena de, em médio prazo, estarmos nivelados ao RJ, MG e RS.

As portarias – Goiana não vive propriamente um clima de paz desde que o prefeito Osvaldo Rabelo Filho (MDB) tirou licença para tratamento de saúde. O juiz mandou tornar sem efeito todos os atos do Poder Executivo de 2 de agosto a 8 de outubro mas o vice, Eduardo Honório, revalidou por meio da portaria 492/2018.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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