Ataque de Sílvio a Jarbas tira a campanha do marasmo

Publicado em 11/09/2018 às 12h00

Coube ao deputado Sílvio Costa chamar o deputado Jarbas Vasconcelos para o confronto

Se o comando da campanha de Armando Monteiro tivesse ouvido os conselhos do deputado Álvaro Porto, talvez a disputa pelas duas vagas de senador em Pernambuco estivesse em outro patamar. Em discurso na Assembleia Legislativa há cerca de dois meses, o representante do PTB dizia ser necessário mostrar na TV o que o senador Humberto Costa dizia do deputado Jarbas Vasconcelos, e vice-versa, para golpear os dois. O senador chamava Jarbas de “golpista”, por ter votado a favor do impeachment de Dilma Rousseff, ao passo que o deputado chamava o petista de “perdedor de eleições”, em alusão aos insucessos eleitorais que coleciona nas eleições que disputou. Como o mundo dá muitas voltas, e a política mais ainda, Humberto e Jarbas hoje são aliados e ameaçando conquistar as duas vagas do Senado pela Frente Popular. Assustado com essa possibilidade, o também candidato Mendonça Filho, que foi vice-governador de Jarbas, ensaiou leves ataques ao ex-aliado, mas sem colocar as suas digitais. Diz que Jarbas pertence ao partido de Temer, que votou a favor do impeachment, e que chamou o bolsa família de “o maior programa de compra de votos do mundo”. Tudo verdade. Mas talvez seja tarde demais para afastá-lo do pódio. Mais expansivo e mais brigão, coube ao “outsider” Sílvio Costa chamar Jarbas para o confronto desferindo-lhe ataques no campo pessoal: “mau caráter”, “oportunista”, e por aí vai. A Jarbas, certamente, essa briga não interessa, pois ela só favoreceria ao deputado, que também está no jogo pela disputa de uma cadeira no Senado.

Pelo voto no 13 

Enfim, Lula se convenceu de que não pode ser candidato a presidente da República e deve  anunciar hoje Fernando Haddad como candidato do PT. Em Pernambuco, os aliados de Haddad vão pedir aos eleitores que “votem no 13” porque o tempo é curto para massificar o nome dele.

Salada – Em Pernambuco, a salada em relação à campanha para o Senado deixa os eleitores confusos. Em São José do Egito, o ex-deputado José Marcos, vice-presidente estadual do PR, vota em Armando pra governador, Humberto Costa (PT) e Bruno Araújo (PSDB) para senador.

Sem campanha – Raro é o prefeito de Pernambuco, do governo e da oposição, que está fazendo campanha para senador. Eles pedem votos pra governador, deputado estadual e federal. E priu. Não pedem votos para presidente, porque não adianta, e muito menos para senador.

Exceção – Os 3 principais grupos de Floresta apóiam Paulo Câmara pra governador – Rodrigo Novaes (PSD), Kaio Maniçoba (SD) e o prefeito Ricardo Ferraz (PRB), mas sobrou um líder com Armando Monteiro: o ex-candidato a prefeito Cacá Ferraz, filho do ex-deputado Afonso Ferraz.

Recomendação – Candidato a deputado estadual pelo Podemos, o advogado Antônio Campos diz que seu voto para presidente é de Álvaro Dias. Mas defende que as esquerdas se unam em torno do candidato Ciro Gomes (PDT), o único que pode derrotar Bolsonaro (PSL) no 2º turno.

A decepção – Sem ter quem faça sua campanha em Pernambuco, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) vai ter uma votação melancólica no Estado. Não existe campanha dele em canto nenhum. Vai sobrar para Bruno Araújo, que está fazendo sua campanha de senador e deixando a de Alckmin em 2º plano.

A honra – É questão de honra para Júlio Lossio (Rede) derrotar Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB), em Petrolina, a fim de se credenciar para tentar voltar à prefeitura em 2020.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio.

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