Até a janela, compasso de espera para Paulo e PSL

Publicado em 07/01/2018 às 20h00
Luciano Bivar e Jair Bolsonaro no Recife
Luciano Bivar e Jair Bolsonaro no RecifeFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Deu-se, no Recife, nessa sexta (5), a conversa que sela o ingresso de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no PSL, presidido nacionalmente por Luciano Bivar. O dirigente da sigla relaciona a passagem do deputado pela Capital a uma "deferência especial" ao Nordeste, reduto do PT. Em Pernambuco, o PSL não ocupa espaços no governo Paulo Câmara, mas a vaga de Bivar na Câmara Federal foi resultado da nomeação de Kaio Maniçoba para a Secretaria de Habitação. Luciano e Paulo Câmara chegaram a se reunir no Palácio das Princesas para tratar da costura. E a ordem natural seria atrelar o PSL ao palanque de Paulo em 2018. A nova aposta do PSL em Bolsonaro, no entanto, ainda não foi ao debate entre Bivar e o gestor socialista. O dirigente comprometeu-se a procurar o governador esta semana. O arranjo com Bolsonaro pode vir a gerar estremecimento na aliança local, como também pode não causar maiores danos, caso haja algum desencontro futuro entre PSL e o presidenciável.

Bolsonaro chegou a escolher o PEN, agora chamado Patriota, para lançar sua candidatura ao Planalto. O presidente da sigla, Adilson Barroso, ainda no ano passado, dera como "99,9% fechado" o casamento partidário, que acabou desfeito antes da janela deste ano. Ontem, Barroso chegou a tachar de "vergonha" a demora de Bolsonaro a se filiar no Patriota. Bivar está confiante que Bolsonaro possa defender o "liberalismo" e minimiza divergências internas no PSL, que tem o Livres como uma de suas correntes, na qual há lideranças oferecendo objeção ao acordo. Apoiar Bolsonaro não vem a ser uma opção no PSB e, para Paulo Câmara, que já perdeu, nos últimos meses, o PV, a Rede, ao mesmo tempo em que corre o risco de ver sair de seu palanque o PMDB, subtrair, eventualmente, o PSL é ver a articulação feita em prol de Bivar ir por água abaixo. Bolsonaro aguarda a janela partidária. Até lá, se dá compasso de espera para o PSL e para a Frente Popular.

Uma reforma no meio
"Eu, como deputado, estarei lá votando pela Reforma da Previdência dia 17", adianta Luciano Bivar sobre tema em relação ao qual Bolsonaro já emitiu críticas. Em entrevista à Folha de São Paulo, em março, disse ser "completamente contra" e definira: "É um remendo de aço numa calça podre". Bivar registra que, de lá para cá, a reforma foi "muito remodelada".

Detalhe > Sobre o tema, Bivar, à coluna, minimiza: "Não entramos nesse detalhe. Entramos no detalhe de que o Brasil precisa de reformas e precisamos de um País, onde as instituições não sejam sucumbidas pelo sistema anárquico. A gente quer Estado que dê segurança ao empresariado brasileiro".

Bancada > O ingresso de Bolsonaro no PSL pode vir a atrair parlamentares para a sigla, o que somaria para que o partido não corra risco com a cláusula de barreira. Mas deputados, ontem, já lembravam que nomes que apoiarão o projeto presidencial dele, como Onyx Lorenzoni, não cogitam deixar seus partidos. 

Sem descanso > Já no primeiro dia útil do ano, o advogado Antônio Campos protocolou no Ministério Público de Contas mais uma denúncia contra o Professor Lupércio. Disse que prefeito de Olinda tem negligenciado a conservação do patrimônio histórico e pede que seja feita uma auditoria operacional na cidade. 

Com foro > Há quem avalie que qualquer dos pré-candidatos ao Planalto do time de Michel Temer, caso eleito, poderá acomodá-lo em um ministério. Outros apostam que Rodrigo Maia pela relação com Moreira Franco, casado com sua sogra, seria o mais afinado com o peemedebista a partir de 2019. Um espaço na Esplanada renderia foro a Temer.

Fonte :Folha de PE.

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