Bivar conduz o PSL ao centro do jogo do poder

Publicado em 07/03/2018 às 12h15

Jair Bolsonaro vai se filiar hoje, em Brasília, ao Partido Social Liberal

O Partido Social Liberal, presidido pelo deputado pernambucano Luciano Bivar, nunca elegeu mais que três representantes para a Câmara Federal. Tem um ideário respeitável, que concilia liberalismo com avanços sociais. Mas uma presença ainda tímida nas casas legislativas do país porque programa de partido e nada, no Brasil, é a mesma coisa. A maioria dos políticos não procura partido pelo programa e sim pelo pragmatismo eleitoral. Agora, dada a filiação do deputado Jair Bolsonaro, marcada para esta quarta-feira, em Brasília, o PSL tem tudo para se expandir nacionalmente. Bolsonaro está em 2º lugar na preferência dos eleitores, para presidente da República. E isso é um motivo e tanto para atrair candidatos a deputado estadual e federal no Brasil inteiro. Bolsonaro é conservador na política e nos costumes. Mas marcou um tento considerável ao convidar o respeitado economista Paulo Guedes para dar-lhe assessoria sobre temas econômicos, já tendo inclusive dito ao “mercado” que o nomeará ministro da Fazenda se porventura for eleito. Com isso, está ganhando espaço no eleitorado conservador, cada vez mais reticente quanto à possibilidade de crescimento de Geraldo Alckmin. E levando o PSL a um patamar com o qual esse partido jamais sonhou: protagonista nas eleições deste ano na disputa real pelo poder.

A hegemonia do PT

Lula disse à Folha de São Paulo que em julho de 2011, em Bogotá, convidou Eduardo Campos para ser vice de Dilma em 2014, com o compromisso de apoiá-lo para presidente em 2018. A história é real. Mas o então governador recusou o convite porque jamais acreditou na hipótese de o PT abrir mão da cabeça da chapa, para presidente, mesmo em favor de um “partido-irmão”.

O pânico – Instalou-se o pânico no PSB após a decisão tomada por quatro partidos (PP, PDT, PCdoB e SD) de não disputar eleição para a Câmara Federal no “chapão” da Frente Popular. Com isso, o PSB corre o sério risco de eleger apenas 4 deputados federais (foram 8 em 2014).

A consulta – Lula, mesmo com a derrota sofrida ontem no STJ, vai receber uma delegação de petistas pernambucanos na próxima 6ª para ouvir argumentos a favor e contra à candidatura de Marília Arraes ao governo estadual. Se depender das bases, não há como barrar esse projeto.

No limite – Temer promete emprestar R$ 42 bilhões aos estados (via BNDES) para aparelhar suas polícias, esquecido de que 17 deles estão com sua capacidade de endividamento esgotada. O ministro Raul Jungmann ficou de encontrar uma solução para os super-endividados.

É carnaval – O aperto de mão trocado em Bezerros, no domingo de carnaval, entre Paulo Câmara e João Paulo foi apontado como “início” da reaproximação entre PSB e PT. Pode até ter sido, mas o encontro foi casual. Ambos eram convidados do prefeito Severino Otávio (PSB).

A venda – Se até o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), que é engenheiro elétrico e foi presidente da Chesf, está a favor da desestatização da Eletrobrás, é sinal de que o governo Temer, com apoio do ministro Fernando Filho, vai vencer essa batalha no Congresso Nacional.

Sangue novo – Em prol da renovação política, seria bom que o empresário Jorge Petribu não apenas se filiasse ao Partido Novo, no próximo dia 20, como também fosse um dos seus candidatos a deputado federal.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio

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