Ciro está certo ao buscar apoios em todos os lados

Publicado em 14/06/2018 às 13h15

Próximo presidente da República será obrigado a conversar com todas as forças 

Ciro Gomes já começa a ser alvo de “patrulhas” por ter iniciado conversas com o deputado Rodrigo Maia e o senador Ciro Nogueira, presidentes nacionais do DEM e do PP, respectivamente. Ao mesmo tempo pisou na bola ao afirmar que só fecharia acordo com esses dois partidos após acertar-se com o PSB e o PCdoB, suas principais prioridades, para assegurar a “supremacia moral” da chapa. Ora, todo mundo sabe que os nossos partidos perderam credibilidade enquanto “porta-vozes” de parcelas da sociedade, que em todos militam salafrários e homens de bem e que qualquer candidato que se eleger presidente da República vai precisar do apoio de muitos deles para constituir maioria no Congresso, sob pena de não governar. Isso não é e não deveria ser novidade para ninguém. Fernando Henrique Cardoso que se elegeu presidente em 1994 com o carimbo de “esquerdista” teve que ceder a vaga de vice a Marco Maciel e dois ministérios ao senador Antonio Carlos Magalhães, então rotulado como “símbolo da direita”, para poder ter o PFL ao seu lado. E Luiz Inácio Lula da Silva, que o sucedeu em 2002 como representante das “esquerdas”, foi obrigado a ceder ministérios ao que há de mais fisiológico no Congresso Nacional: PP, PTB, PR, PRB, etc. Ou faria isso ou não governaria. Com o próximo presidente da República não será diferente, a menos que se mude o povo ou o nosso sistema eleitoral. Ele terá que dialogar com todas as forças para tentar unir o Brasil e garantir-se o mínimo de governabilidade. Ou, do contrário, vira um zumbi no Palácio do Planalto.

Debate improdutivo

O senador Armando Monteiro (PTB) define como “coisa de marqueteiro” o discurso de políticos do PSB, entre eles Paulo Câmara, rotulando seus aliados como “palanque de Temer”. O deputado Mendonça Filho (DEM) saiu em seu socorro dizendo que, se for por isso, o também deputado Jarbas Vasconcelos (MDB), pertence ao mesmo partido do presidente da República.

 Decisão difícil – O ex-vereador Fernando Aragão (PTB) perdeu a eleição para prefeito de Santa Cruz do Capibaribe por menos de mil votos e já teria o apoio de Armando Monteiro para ser o candidato do PTB em 2020. O danado é que o senador tem outro aliado forte no município que também sonha com a prefeitura: o ex-deputado José Augusto Maia.

Vaga segura – Assessores de Paulo Câmara já se convenceram de que serão obrigados a ceder uma vaga na chapa majoritária da Frente Popular ao PP: ou a vice ou uma vaga de senador, sob pena de ele migrar para a oposição. O candidato poderá ser ele próprio ou o aliado Sebastião Oliveira (PR).

Medo da perda – Após ter vazado a notícia do seu distanciamento do PTB, o deputado Sílvio Costa (Avante) teme perder o apoio de políticos desse partido que já fecharam com ele para senador, entre os quais o deputado Álvaro Porto e o prefeito de Tabira Sebastião Dias.

Time do 1% – O “time do 1%” (nas pesquisas de opinião) recebeu o reforço do ex-presidente do Sebrae Guilherme Afif Domingos. Jogam nesse time Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, João Almoêdo, Flávio Rocha, João Goulart Filho, Paulo Rabelo de Castro, Manuela D’Ávilla e Aldo Rebelo. Os quais, sem tempo de televisão, tendem a continuar com 1%, caso não desistam.

Adeus, descanso – André Campos (PSB) era feliz na Assembleia Legislativa e não sabia. Depois que assumiu a Casa Civil do governo Paulo Câmara, não teve mais sossego. Chega ao Palácio às 9h e sai às 10 da noite. E quando chega em casa ainda leva cerca de duas horas respondendo mensagens de aliados.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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