Ciro Gomes avança como a opção do centro-esquerda

Publicado em 14/05/2018 às 10h00

Ciro expõe com clareza o seu pensamento e mantém distância regulamentar do petismo

Com Lula na prisão e o ministro aposentado Joaquim Barbosa fora do jogo, o ex-ministro Ciro Gomes tornou-se o principal beneficiário dos votos que seriam dados a esses dois. Claro que o candidato que Lula indicar, na hipótese de não concorrer, tende a ser o principal herdeiro dos votos “orgânicos” do PT. Mas a classe média independente, aquela que se informa pelos jornais, rádios, televisões e blogs, e sabe filtrar o conteúdo das redes sociais, esta caminha a olhos vistos para a candidatura do ex-ministro, que tem sabido ocupar espaços muito mais que Marina Silva, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias, que transitam também nesse território. Ciro, a julgar pela entrevista dada ontem a esta “Folha”, leva vantagem sobre esses três porque mostra ter conhecimento dos grandes problemas nacionais e soluções não demagógicas para enfrentá-los. Além disso, sabe expor com clareza o seu pensamento e até a forma de se relacionar com o PT o tem ajudado. Em que pese a presidente nacional desse partido, Gleisi Hoffmann, tão desprovida de conteúdo quanto Marina Silva, ter dito que ele não passa no PT “nem com reza braba”, em vez de prejudicá-lo fez foi fortalecê-lo nos setores antipetistas. Com isto, o pré-candidato do PDT beneficiou-se duplamente: terá uma parte dos votos das esquerdas não “orgânicas” que em princípio votariam em Lula, e também de setores do centro-esquerda que querem um candidato que tenha experiência (Ciro foi prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, deputado estadual e federal, e ministro dos governos Itamar e Lula). Ele pode até ser atropelado, de novo, por seu excesso de sinceridade verbal. Mas o caminho para chegar ao segundo turno está desobstruído.

Permuta eleitoral

O prefeito de Vitória, Aglaílson Júnior (PSB), que era ligado a Eduardo Campos, vai apoiar o filho deste, João, para deputado federal. Mas fez uma exigência ao PSB: tirar dois prefeitos da base do deputado Nilton Mota (PSB) para votarem em Aglailson Victor (PP), seu filho, que é candidato a estadual. Os prefeitos foram Adelmo Moura (Itapetim) e Tânia Maria (Brejinho).

Apoio no sertão – O deputado Mendonça Filho (DEM) fez um périplo pelo Pajeú no final de semana e voltou com o apoio de dois prefeitos da região à sua eventual candidatura a senador: Sávio Torres (PTB), de Tuparetama, e Evandro Valadares (PSB), de São José do Egito.

É ela! – Em política, sabem os que são do ramo, não existe vácuo. O prefeito cassado de Belo Jardim, João Mendonça (PSB), cresce no desgaste do prefeito Hélio dos Terrenos (PTB), que rompeu com o seu “criador” Cintra Galvão (PTB). O espaço da oposição está sendo ocupado rapidamente por Isabele Mendonça, mulher do ex-prefeito, e o nome que o PSB tem para 2020.

Pelo debate – Paulo Câmara, num encontro de líderes políticos em SP, na última 6ª feira, disse esperar que nesta eleição presidencial sejam debatidos pelos candidatos os grandes problemas nacionais, entre eles uma nova divisão do bolo tributário. Cobrança mais que oportuna, pois o centro do debate na eleição de 2014 (entre Dilma e Serra) foi praticamente o aborto.

Núcleos de base – Eleitor de Bolsonaro, o ex-prefeito de Olinda, José Arnaldo, defende a criação de núcleos em todo o país para propagar o nome do candidato do PSL a fim de mandar para casa, de uma vez por todas, os “comunolarápios” que controlaram o poder de 2003 a 2016.

E o vice? – Raul Henry (MDB), o vice de Paulo Câmara, vai precisar do apoio do governador para não correr risco em sua campanha para deputado federal. É que nem todos os prefeitos do MDB estão votando nele, a exemplo do de Cabrobó, Marcílio Cavalcanti.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio

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