Clodoaldo teme que Palácio Joaquim Nabuco “caia”

Publicado em 13/03/2019 às 15h00
Renata Bezerra de Melo
Renata Bezerra de MeloFoto: Colunista

A restauração do Palácio Joaquim Nabuco está orçada em R$ 17 milhões. O projeto está cadastrado no Ministério da Cultura, habilitado para captação de recursos pela Lei Rouanet. Leia-se: patrocinadores poderão abater do imposto de renda o aporte feito nesse tipo de restauro. Há duas alternativas em vista. Uma é que o aporte para a obra viesse do banco Santander, que administra a folha de pessoal da Assembleia Legislativa de Pernambuco. O outro é o BNDES. A licitação do projeto executivo e dos complementares foi lançada. Dado o valor elevado do restauro, ele não estava previsto no orçamento ao longo dos últimos anos. Daí, a necessidade de se buscar a iniciativa privada. Primeiro secretário da Casa nesse novo biênio, Clodoaldo Magalhães colocou a reforma entre as prioridades e, sem arrodear, admite: “O estado de conservação realmente não é bom. Minha preocupação é, exatamente, essa no biênio que a gente está, lá, como primeiro secretário nessa Mesa Diretora, que um patrimônio daquele caia”. Ele adverte: “A gente não quer que uma coisa como aconteceu no Museu do Ipiranga (fechado desde 2013 para reforma), um incêndio (como ocorreu com o Museu Nacional) ou qualquer coisa daquele tipo aconteça com o patrimônio do povo pernambucano”. O Orçamento da Alepe é de R$ 520 milhões. Indagado sobre a razão de não haver verba para esse restauro, ele destaca “amarrações” no orçamento “no sentido do custeio que cresce” e cita a folha de pessoal. Desse orçamento, 80%, segundo Clodoaldo, está comprometido com pessoal. Ele classifica como “extremamente alto” esse volume e avisa que pretende “reduzir”. O socialista adianta: “Temos plano de estimular a aposentadoria para que a gente reduza esse percentual”. Clodoaldo falou desse e de outros assuntos em entrevista ao “No Cafezinho” que vai ao ar, hoje, no Youtube e no Portal da Folha de Pernambuco. Ainda ontem, no final da tarde, o deputado teve reunião com representantes do Santander, quando o tema do restauro foi à pauta. 

Jungmann: “várias questões em aberto”
Ex-ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que chegou a defender a federalização da investigação do caso Marielle Franco, à coluna, diz enxergar, na prisão realizada ontem dos suspeitos, o seguinte : “Um avanço com várias questões em aberto”.

Motivo > Jungmann enumera as lacunas: “Mandantes, arma, carro e motivo”. Crime completa um ano amanhã.

Vida ou... > Procuradores da força-tarefa da Lava Jato tem tratado como caso de “vida ou morte “para Operação a decisão que o STF tomará, hoje, sobre quem julgará crimes comuns associados a crimes eleitorais, a Justiça Federal ou a Eleitoral. 
 
...morte"... > Procurador do Ministério Público de Contas, Cristiano Pimentel alerta: "Se o Supremo decidir que, quando tem caixa 2, é tudo da Justiça Eleitoral, aquela sentença da vara federal da Lava Jato de Curitiba não teria validade".
 
... no STF > Ele prossegue: "Porque quem deveria ter julgado aquela lavagem de dinheiro era a Justiça Eleitoral , uma vez que aquele crime foi cometido concomitantemente com crime de caixa 2". E arremata: Essa é a tese mais perigosa para a impunidade dos políticos que vai estar causa no Supremo".
 
Trégua > A prefeita de Ipojuca, Célia Sales, visitou, ontem, o presidente de Suape, Leonardo Cerquinho. Se, em política, contam os gestos, o papo amigável parece aceno de paz, a despeito das divergências políticas da gestora com o governo.

 

Fonte :Folha de PE.

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