Com um tiro só, bagunçou-se o PT/PE e o PSB de Minas

Publicado em 03/08/2018 às 14h00

Ex-prefeito de Belo Horizonte não se submeterá a decisão tomada pelo PSB nacional

 Inspirados no “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, os presidentes do PT e do PSB reuniram-se em Brasília e tomaram a seguinte decisão: “nós (do PT) apoiaremos em Pernambuco a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB) e vocês (do PSB), em Minas, a do governador Fernando Pimentel (PT)l. Tudo decidido da forma mais fechada e autoritária possível, sem qualquer consulta às partes interessadas, salvo ao senador Humberto Costa (PT) que sempre defendeu esta aliança. Ou seja, com uma canetada só, os presidentes Gleisi Hoffmann (PT) e Carlos Siqueira (PSB) bagunçaram a vida dos seus partidos em Pernambuco e em Minas Gerais, respectivamente. Aqui, Marília Arraes estava em processo de crescimento, renovando os quadros do PT e defendendo com muito mais legitimidade o legado de Lula do que o atual governador. Foi fulminada do processo de forma brutal e vergonhosa. Em Minas, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), também estava em processo de crescimento, combatendo de um lado o governador Fernando Pimentel (PT) e, do outro, o candidato Antonio Anastasia (PSDB), apoiado por Aécio Neves. Carlos Siqueira o tirou do páreo, também autoritariamente, para que ele apoiasse a reeleição de um governador que está com a popularidade no fundo do poço, pois nem a folha dos servidores consegue pagar. Lacerda, dentro do melhor tradição da “mineiridade” libertária, disse que não se submeterá a essa “intervenção branca” na executiva regional do PSB e vai fazer amanhã a sua convenção. Marília promete também reagir, contra a violência de que foi vítima, inspirada nas lições de “pernambucanidade”.

Aliança e casamento

Aliança política é como casamento. Só dá certo se interessar aos dois lados. A aliança do PT com o PSB/PE só interessa mesmo a duas pessoas: Humberto Costa e Paulo Câmara. Se ela interessasse às bases eleitorais dos dois partidos, seria um bom reforço para o senador e também para o governador. Mas como as bases do PT são contra, será uma aliança apenas cartorial.

O lucro – Paulo Câmara não terá as bases do PT fazendo sua campanha eleitoral, mas terá o tempo desse partido no rádio e na TV. Seu maior objetivo era tirar Marília Arraes do páreo. E conseguiu.

Era mentira – Gleisi Hoffmann disse duas vezes à imprensa pernambucana que a decisão de lançar ou não Marília Arraes (PT) para disputar o governo estadual seria tomada pelos petistas locais, e não pela direção nacional. Ou seja, mentiu duas vezes para os pernambucanos.

Com Ciro – Ao determinar ao PT pernambucano que faça aliança com o PSB, a direção petista julga ter conseguido o seu maior objetivo: evitar que os socialistas caíssem nos braços de Ciro Gomes. Mesmo assim, o governador Rodrigo Rollemberg (DF) garante que irá apoiá-lo.

Mais pobre – Se a chapa proporcional do PSDB já era fraca, tornou-se mais frágil ainda com a saída de Bruno Araújo para disputar o Senado e a desistência de Joaquim Francisco de disputar um mandato na Câmara Federal. Forte, mesmo, até agora, só a candidatura de Alessandra Vieira a deputada estadual. Ele é casada com o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe.

Os dissidentes – Mesmo sendo da Frente Popular, os deputados Felipe Carreras (PSB), André de Paula (PSD) e Augusto Coutinho (SD) não votarão no candidato do PT a presidente, seja Lula ou outro qualquer. Já dois dos quatro do PSB pretendem votar em Ciro Gomes (PDT).

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio. 

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