Comoção ainda não se reverte em votos

Publicado em 11/09/2018 às 14h00
Jair Bolsonaro
Jair BolsonaroFoto: Paullo Allmeida

Quatro dias após o presidenciável Jair Bolsonaro ser atingido por uma facada, em Juiz de Fora (MG), o que provocou mudanças de estratégias de seus concorrentes, a pesquisa Datafolha divulgada ontem, no mesmo dia em que foi a campo, apontou o ex-capitão do Exército oscilando dentro da margem de erro (dois pontos percentuais) de 22% para 24%. Diante do volume de expectativas criado em torno do incidente e da mídia espontânea que ele acarretou ao candidato, o resultado não rendeu musculatura proporcional às apostas feitas por aliados e até mesmo pelos adversários de Bolsonaro. Em paralelo, a rejeição dele, que era de 39% foi a 43%, contrariando também crenças de que a comoção poderia surtir efeito de reduzir o volume de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum. A amostra foi a primeira depois que o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou a candidatura do ex-presidente Lula, cujo substituto, Fernando Haddad, deve ser oficializado hoje. Mas antes mesmo que isso ocorresse, Haddad, que tinha 4%, cresceu para 9%, e sua rejeição ficou em 22% (era 21%). A rejeição de Lula concorria com a de Bolsonaro, os dois figuravam como mais rejeitados. A conferir.

Votos à parte
Após estar presente, em Caruaru, ontem, em ato com o governador Paulo Câmara, o deputado federal Wolney Queiroz, indagado pela coluna se votará no governador, devolveu: "Claro que não!".

Convidado > Wolney realça que foi chamado pelo MST para encontro com lideranças de todo Estado. "Essas lideranças foram lá para declarar apoio a mim e a Paulo Câmara. Eu estava lá porque estava recebendo apoio deles para deputado federal", sublinha Wolney, cujo partido, o PDT, está na aliança do candidato ao Governo do Estado, Maurício Rands. 

Microfone > Wolney foi o único que discursou na condição de candidato a deputado federal. Também falaram: Paulo Câmara, Humberto Costa e Luciana Santos. Jarbas Vasconcelos não esteve presente, porque o MST apoia Silvio Costa. 
 
Cicatrizes > "A facada atingiu todos os candidatos". A avaliação é do vereador e candidato a deputado federal André Régis, que se refere ao incidente com Jair Bolsonaro e considera que todos os candidatos vão ter que rever suas estratégias.
 
Projeções > O tucano prossegue: "Acredito que a tendência é a rejeição a Bolsonaro diminuir e isso faz com que ele tenha um crescimento, cria maior viabilidade dele no 2º turno".
 
Lugar cativo > Régis, cujo PSDB tem Geraldo Alckmin no páreo, aposta: "Acredito que, hoje, Bolsonaro está no 2º turno. Quem vai com ele é grande incógnita". Grifa que "a mídia espontânea, que estava com Lula preso, agora está com Bolsonaro hospitalizado". 
 
Energia... > O ex-prefeito do Recife, João Paulo, que está filiado ao PCdoB, aliado de primeira hora do PT e sigla que retirou Manuela D'Ávila do páreo presidencial, avalia que o PT tem a dimensão correta do limite de tempo para substituir Lula.
 
...potencial > "Primeiro, ele (Lula) acumula para depois distribuir, para depois transferir. Então, acho que, agora, é hora de acúmulo, a famosa energia potencial. Tem tempo e isso é uma questão de tempo só", pondera João Paulo.
 
Autógrafo > O prefeito Geraldo Julio não foi ao lançamento do livro Prefeitos do Recife - Breve História. Carlos Eduardo Santos, Secretário de Imprensa, representou o gestor, que planeja encontro com o autor, Jorge José, no gabinete para receber autógrafo.

 

Fonte: Folha de PE.

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