Daniel Coelho poderá deixar o PDSB em 2018

Publicado em 31/12/2017 às 17h00

Daniel Coelho afirmou que tem sido procurado por outros partidos e que tem mantido conversas / Foto: Leo Motta/JC ImagemDaniel Coelho afirmou que tem sido procurado por outros partidos e que tem mantido conversas

Foto: Leo Motta/JC Imagem
JC Online
 

O deputado federal Daniel Coelho (PSDB) admitiu que poderá deixar o partido no período da janela partidária. O tucano anda insatisfeito com os direcionamentos do partido, especialmente sobre a participação no governo de Michel Temer (PMDB), e também no campo local. No mês passado, o deputado deixou a convenção do PSDB-PE, afirmando que foi vetado de ocupar a tesouraria do partido.

“Eu não tomei a decisão ainda e vou tomá-la mais à frente com todos os elementos mais claros, tanto do ponto de vista nacional quanto do ponto de vista local. Vou entender melhor qual é o quadro aqui a oposição, quem serão os candidatos. As divergências com o PSDB elas estão no campo nacional e no campo local. Então cria-se conflitos que são realmente difíceis de serem superados, mas continuarei a conversar”, disse, em entrevista ao cientista político Antonio Lavareda, no programa 20 Minutos, da TV Jornal, que foi ao ar na noite deste sábado (30).

Daniel afirmou que tem sido procurado por diversos partidos e que tem conversado com essas legendas. O deputado pretende analisas as propostas até fevereiro e irá colocar na balança se tem mais divergências ou convergências com o partido. “É isso que vai balizar minha decisão de sair ou de ficar (no PSDB)”, acrescentou.

Ainda sobre as divergências no PSDB-PE, Daniel Coelho afirmou que não convidado pelo presidente do partido, o deputado federal e ex-ministro Bruno Araújo, para o ato Pernambuco quer Mudar, no dia 11. “Bruno não fez o convite a mim, não fez o convite a Betinho (Gomes). Vou prosseguir esse diálogo com muita calma, com muita tranquilidade. Acho que a oposição tem muitos desafios. Aquele palanque mostrou muita força no interior, mas falta uma valorização às novas lideranças e há uma presença urbana”, declarou. Para o parlamentar, o palanque tem força presença no interior, mas não conseguiu dar voz a lideranças da Região Metropolitana, que, na sua opinião, são representadas no PSDB por ele e Betinho Gomes.

No programa, Daniel também falou sobre os problemas enfrentados pelo PSDB em 2017, principalmente a divergência sobre a permanência na base aliada de Temer e como isso irá afetar a candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República em 2018, além do trabalho interno para a unificação do partido. “Pode haver até uma unidade interna de que Alckmin é o melhor candidato à Presidência da República, dentro do partido, mas passou daí, a divergência continua do ponto de vista nacional e local. Se o caminho for da falsa conciliação, ou seja, fingir que não existe problema e não enfrentar o problema, ou até enfrentar algumas pessoas, dificilmente ele terá unidade. Na minha opinião, ele teria que enfrentar algumas posições, até algumas lideranças do partido, e escolher um lado”, afirmou.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Questionado sobre a reforma da Previdência, Daniel afirmou que é favorável à realização de uma reforma da Previdência, mas não essa proposta que está sendo apresentada. “Querer aprovar uma reforma da Previdência comprando voto com dinheiro público e só faz confundir a população e fazer com que a maioria fique contra. Um presidente com mais credibilidade, ele consegue debater melhor o projeto e aperfeiçoar o texto”, disse. Para o parlamentar, o assunto só deverá ser levado ao Congresso em 2019, mas que precisa ser debatido no ano de 2018 por todos os candidatos a presidente.

O tucano também falou da polarização para a eleição de 2018 entre Lula e Bolsonaro. Na visão do parlamentar, Bolsonaro tem cada vez mais os chamados “eleitores duros”, que são aqueles convencidos que não mudarão. Não acredita que vai desaparecer ao longo da campanha, por conta dessa militância. Para Daniel, Lula não deve ser candidato e dificilmente evitará a sua condenação, porém sem deixar de ser um fator determinante na eleição. “A grande interrogação desse processo está no campo do Centro, onde pode ter um candidato mais moderado que não governe apenas para metade da sociedade, tentando derrotar a outra, que tenha uma opinião de conciliação nacional”, afirmou.

Fonte : JC.

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