Defesa de aliança prevê arranjos regionais além de PE

Publicado em 10/05/2018 às 14h00
Senador Humberto Costa
Senador Humberto CostaFoto: Divulgação

A palavra do senador Humberto Costa, enquanto líder da oposição, tem um peso diferenciado e ele não subiria à tribuna do Senado para defender uma aliança com o PSB em Pernambuco, como fez ontem, se não sentisse que há algum clima para isso na cúpula partidária. À coluna, ainda na terça-feira, diante da decisão de Joaquim Barbosa de não concorrer à Presidência da República, Humberto já havia declarado que o movimento do ex-ministro tornara "menos difícil firmar uma aliança" em Pernambuco. A saída de Joaquim do páreo virou a chave para que o PT reforce o trabalho em prol da formação de palanques no Nordeste que carreguem o apoio do PSB. A articulação em prol de composições regionais já conta com alguns acenos do presidente nacional dos socialistas, Carlos Siqueira. À coluna, ele, no mesmo dia que Barbosa anunciou que não concorreria, observou que, em alguns estados, a aliança com o PT já está hipotecada. Citou o Acre e previu avanços: "No Acre, já estamos fechados com o PT e examinamos outras hipóteses". Embora não tenha tocado no assunto de Minas Gerais, onde o governador, Fernando Pimentel, é do PT, petistas consideram, nos bastidores, que, naquele estado, o debate avança. No discurso que fez no Senado, Humberto arremessou: "É hora de deixarmos de lado as divergências, o radicalismo e os personalismos para convergirmos a um objetivo comum, que é derrotar a agenda do governo Temer. Em Pernambuco, é necessário reconhecer que o PSB e o governador Paulo Câmara têm feito gestos em favor dessa aliança com o PT". As situações são inversas. O PT tem projeto nacional e dificuldades regionais para alianças e o PSB tem composições regionais que se sobrepõem ao plano nacional. Mas um entendimento só em Pernambuco, aos olhos de petistas, não tem liga.

Medida dos cortes
Com base em dados divulgados no Portal da Transparência, a Bancada de Oposição detectou cortes na ordem de R$ 60 milhões em programas sociais do Governo do Estado. No Mãe Coruja, a queda de investimentos chegou a 60%, segundo os cálculos, saindo de R$ 9 milhões em 2014, para R$ 3 mi em 2017. 

Inversão > “Esses números só mostram a inversão de prioridades do governador Paulo Câmara. Enquanto gasta milhões com a Arena Pernambuco, o Governo de Pernambuco deixa de destinar recursos para programas essenciais”, denuncia Silvio Costa Filho. 

Proibições > 
Paulo Câmara editou decreto disciplinando 
como os gestores do Estado devem proceder até as eleições. O objetivo é cumprir as restrições da legislação e evitar acusações de uso da máquina na campanha. A partir de 7 de julho, estão proibidas transferências voluntárias aos municípios.

Estrada > Na última semana, o deputado estadual Lucas Ramos percorreu mais de dois mil quilômetros para apresentar ações do mandato, garantir apoios e reforçar o palanque nas cidades de Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó e Santa Cruz. Nesta semana, tem mais dois mil quilômetros previstos. Como dizem no Sertão, está "correndo trecho" pela reeleição na Alepe.

Sabatina 1 > O financiamento estudantil e os cortes ocorridos na educação superior levaram o Ministro da Educação, Rossieli Soares, a responder diversas perguntas, ontem, durante reunião da Comissão de Educação. 

Sabatina 2 > Presidida pelo deputado Danilo Cabral, a Comissão iniciou trabalhos ainda pela manhã e só terminou no final da tarde, com questionamentos de parlamentares da oposição e estudantes que foram autorizados a participar. 

Fonte :Folha de PE.

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