Deixem Rodrigo Novaes pernambucar

Publicado em 12/09/2019 às 14h00
Coluna Fogo Cruzado – 12 de setembro                                                               Foto: Alepe
 

Deputados estão se queixando do colega de bancada, Rodrigo Novaes, secretário de turismo e lazer do governo estadual, por supostamente não atender telefone, não liberar recursos para festas em seus redutos e não avisá-los previamente sobre suas visitas ao interior. Começando pelos telefonemas, é absolutamente normal que o secretário não esteja com 100% do seu tempo disponível para atender ligações. Sua obrigação é dar retorno e consta que ele faz isto regularmente. No que toca a recursos para festas, a decisão de liberar não é dele, e sim da Casa Civil, que geralmente libera para os aliados e fecha a porta para os adversários. Já sobre as visitas ao interior, foi de fato uma falha dele, atribuída depois à assessoria, não ter comunicado previamente ao colega Antonio Moraes a visita que faria a Timbaúba, cujo prefeito Ulisses Felinto, é aliado do parlamentar. Feitas essas ponderações, há de se reconhecer que Rodrigo Novaes deu grande projeção à pasta que dirige com o programa “Bora Pernambucar” e que representa muito bem os sertanejos no secretariado de Paulo Câmara. É possível, isto sim, que sua atuação esteja incomodando os “invejosos” do governo, que não é o caso dos deputados que o criticam porque todos são do ramo e sabem como a máquina funciona. Rodrigo cultiva o estilo do pai, Vital, que foi deputado por 24 anos. É lhano no trato, um bicho para trabalhar, e incapaz de uma grosseria com quem quer que seja.

Adesão ideológica

Em nota à coluna, o vereador Rinaldo Júnior garante que trocou o PRB pelo PSB por razões políticas, ou seja, sendo sindicalista (é presidente da Força Sindical) e de “esquerda”, jamais poderia ficar num partido que apoia o governo Bolsonaro. Garante também que nunca conversou sobre “cargos” com o prefeito Geraldo Júlio.

Sempre à esquerda 

Rinaldo Júnior diz também que antes de trocar de legenda conversou com vários partidos de esquerda e que o PSB foi o escolhido “pela sua história e vida orgânica”. Ele chegou a liderar a bancada da Oposição na Câmara Municipal do Recife, mas não se sente constrangido por agora ser governo “porque o meu lado sempre foi este”. 

Tática indefinida

O PSOL de Pernambuco nega estar dialogando com o PDT sobre a eleição do Recife. Diz que a “tática eleitoral” para o próximo ano ainda não foi definida, embora a tradição do partido seja a de lançar candidatura própria à prefeitura da capital. Já o PDT está quase decidido a apoiar a candidatura do deputado Túlio Gadelha.

Equilíbrio de forças

No Processo de Eleição Direta (PED) realizado no último domingo, o PT deu 37% dos seus votos à chapa apoiada por Humberto Costa e 29% à que teve o apoio da deputada Marília Arraes. Significa que a próxima direção estadual continuará dividida – metade defendendo a aliança com a Frente Popular, e a outra querendo pular fora. 

A grande surpresa

Humberto Costa não esperava perder a eleição em Caruaru, onde está localizado o acampamento “Normandia”, emblemático para o PT. O vitorioso no pleito foi Leonardo Bulhões com apoio das deputadas Marília Arraes e Teresa Leitão. No Recife, a corrente do senador venceu a disputa e continua favorável à aliança com o PSB.

Guerra civil

Embora o índice de homicídios em Pernambuco tenha caído 23,3% em 2018, em relação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Estado permanece com uma taxa de assassinatos igual a países em guerra civil: 43,9% por grupo de 100 mil habitantes.  

Não é só dinheiro

SP figura há muitos anos como o Estado menos violento do Brasil, embora seja o mais rico e o mais populoso. Sua taxa de assassinatos por grupo de 100 mil habitantes é de 9,5%. O governo paulista investiu em segurança R$ 251,45, per capita, em 2018, ante R$ 674,08, do Acre, que figura no “ranking” como o mais violento do país.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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