Desempenho dos pernambucanos que disputaram em outros estados

Publicado em 09/10/2018 às 11h00

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, não se elegeu deputado em São Paulo

Diversos políticos pernambucanos concorreram às eleições em outros estados, sendo que uns ganharam e outros perderam. O senador Romero Jucá (MDB), que está no Senado há 24 anos, lutou feito um leão em Roraima para renovar o mandato, mas não conseguiu. Perdeu a segunda vaga para Mecias de Jesus pela diferença de 426 votos. A primeira ficou com o também pernambucano Chico Rodrigues (DEM), que já foi deputado federal e governador. Também não conseguiu renovar o mandato pelo Distrito Federal o senador Cristovam Buarque (PPS), que é pernambucano do Recife. As vagas ficaram com Leila do Vôlei (PSB) e o deputado Izalci (PSDB). Cristovam é um dos políticos mais sérios do Brasil e também um dos mais românticos, que coloca seu idealismo em primeiro plano e o pragmatismo em plano inferior. Já defendeu a extinção dos atuais partidos e sua substituição por outros e uma constituinte exclusiva para fazer uma reforma político, algo absolutamente inexequível no Brasil de hoje. Também amargou derrota em São Paulo o ex-deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS. Ele já não foi eleito em 2014, mas assumiu uma cadeira na Câmara em decorrência do convite feito por Geraldo Alckmin ao deputado Arnaldo Jardim (PPS) para assumir a Secretaria de Agricultura do governo de São Paulo. Freire era o primeiro suplente e o substituiu. Por fim, há o pernambucano (de Exu) Odilon Oliveira (PDT), juiz federal aposentado, disputando o segundo turno com Reinaldo Azambuja pelo governo do Mato Grosso do Sul. Ele ficou em segundo no primeiro, mas tem chance de chegar em primeiro no segundo.

Candidatos naturais

Pela votação que obtiveram no Recife, João Campos e Felipe Carreras estão legitimados no PSB para disputar a sucessão do prefeito Geraldo Júlio. A delegada Gleide Ãngelo também arrasou na capital, mas está com cara de quem será convidada para assumir a Secretaria de Defesa Social. Como diz Júlio Lossio (Rede), por que o titular da SDS tem que ser um delegado da PF?

Volta pra casa – Antes de Zeca Cavalcanti (PTB), os últimos deputados federais de Arcoverde foram Joel de Holanda e Airon Rios. Ter um deputado na Câmara Federal é orgulho para qualquer município, menos para Arcoverde, que deu a Zeca nessas eleições apenas 7 mil votos.

A tribuna – Mendonça Filho foi triplamente derrotado nessas eleições (perderam ele, a irmã, Andrea, candidata a deputada estadual e o filho, Vinicius, candidato a deputado federal), mas terá uma tribuna para continuar fazendo oposição a Paulo Câmara: a presidência do DEM.

Dois a um – Sílvio Costa (Avante) não foi eleito senador, mas mandou um filho, Silvinho (PRB), para a Câmara Federal e outro, João Paulo (Avante), para a Assembleia Legislativa. Já Elias Gomes (PSDB) perdeu para deputado estadual e o filho, Betinho, para deputado federal.

Dupla rural – A Fetape conseguiu este ano o que nunca havia conseguido em eleições anteriores: eleger um deputado estadual (Doriel Barros) e um federal (Carlos Veras). O primeiro nasceu em Águas Belas e o segundo em Tabira, e ambos foram majoritários em suas cidades.

Nova função – Coordenador da campanha de Paulo Câmara, o deputado Nilton Mota (PSB) não disputou a reeleição para cuidar da agenda dele no interior. Deverá ser retribuído com a Secretaria de Fazenda (ele é fazendário), já que não deu muito certo na chefia da Casa Civil.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio.

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