Diálogo com Bolsonaro é o melhor caminho para Paulo Câmara

Publicado em 08/01/2019 às 11h00

O governador Paulo Câmara foi eleito em 2014 e assumiu o cargo em 2015 no meio de uma crise política e econômica sem precedentes. Nas eleições de 2014 apoiou Aécio Neves e sofreu retaliações do governo federal durante a gestão de Dilma Rousseff, até que veio o impeachment que culminou na chegada de Michel Temer ao Palácio do Planalto.

O PSB, que deu os votos necessários para retirar Dilma Rousseff, não quis integrar oficialmente o governo Temer, e mais uma vez Paulo Câmara enfrentou dificuldades como a liberação para contrair empréstimos e a demora para conseguir a autonomia do Porto de Suape, somente conquistada no apagar das luzes de 2018.

Passado o processo eleitoral, Paulo Câmara foi reeleito ainda no primeiro turno e viu Jair Bolsonaro ser eleito presidente da República contra a vontade da maioria dos pernambucanos. Talvez os números obtidos por Fernando Haddad em Pernambuco tenham encorajado o governador a adotar um tom mais beligerante em relação a Bolsonaro, porém, esse tom em nada acrescenta a Pernambuco, muito pelo contrário, dificulta ainda mais a gestão de Paulo Câmara, que precisa muito dos recursos federais para destravar obras e projetos no estado.

Ontem, talvez orientado por gente menos xiita, Paulo Câmara decidiu fazer um aceno ao presidente ao dizer que estava pleiteando ainda para janeiro uma reunião com Bolsonaro. É isso que se espera do governador, que tem uma característica conciliadora desde o tempo em que assumiu a secretaria de administração no primeiro governo Eduardo Campos. Se Paulo Câmara quiser imprimir um governo de entregas, ele precisa fortemente do governo federal, e o diálogo é a palavra de ordem, onde no fim das contas os pernambucanos só terão a ganhar com uma relação cordial e republicana entre o governador e o presidente, ainda que politicamente estejam em lados opostos, mas por Pernambuco eles estão condenados a se entender.

Malha fina – A prefeita de Itaíba, Maria Regina (PTB), caiu na malha fina do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco por dez irregularidades que constituem crimes de responsabilidade e improbidade administrativa, dentre elas a prestação de contas incompleta e o não recolhimento das contribuições previdenciárias devidas. A prefeita esta passível de cassação do mandato conquistado em 2016 por conta destas irregularidades.

Incentivo – A pré-candidatura do deputado federal eleito André Ferreira (PSC) a prefeito do Recife vem ganhando incentivos de todos os lados. Por ser um parlamentar alinhado com o presidente Jair Bolsonaro, André está sendo solicitado por eleitores do presidente a ingressar na disputa pelo executivo municipal. Em 2018 ele foi um dos deputados federais mais votados do estado e do Recife, onde já foi vereador por três mandatos.

Decidido – O deputado estadual Diogo Moraes (PSB), atual primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Pernambuco, entrou definitivamente na disputa pela primeira vice-presidência da Casa. Ele disputa internamente com os colegas de partido Aglailson Victor e Simone Santana, que já estavam travando uma briga pela indicação.

Confiança – O prefeito Geraldo Julio oficializou João Guilherme Ferraz como secretário de Governo em substituição a Sileno Guedes, que assumiu a secretaria de Desenvolvimento Social no governo Paulo Câmara. A escolha de João Guilherme não é necessariamente uma surpresa, pois ele goza da extrema confiança do prefeito, porém ele sempre foi muito discreto durante a gestão de Geraldo Julio e agora não terá mais como manter a discrição.

RÁPIDAS

2020 – O vereador do Cabo de Santo Agostinho, Arimatéia (PSDB), vem sendo estimulado por empresários, lideranças comunitárias e religiosas, além de alguns deputados a disputar a prefeitura do Cabo em 2020. Arimatéia hoje é o principal personagem da oposição ao governo municipal, uma vez que seu grupo político saiu dizimado das urnas no ano passado.

Destino – Após realizar um trabalho extraordinário à frente do MEC, o deputado federal Mendonça Filho foi convidado para assumir uma diretoria na Fundação Lehmann. Mendonça ainda não tinha decidido sobre seu caminho, mas agora bateu o martelo e irá mesmo atuar na fundação, que tem trabalhos voltados para a educação. Mendonça é um excelente gestor e terá a oportunidade de dar continuidade ao seu trabalho realizado no MEC.

Inocente quer saber – Por que os deputados voltaram a reclamar da articulação política do Palácio?

Fonte : Blog Edmar Lyra.

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