É a continuidade com o PSB ou a mudança com o PTB

Publicado em 06/08/2018 às 10h00

Erro das chapas majoritárias foi não convidar ninguém do interior para fazer parte delas 

O processo foi penoso, difícil, relativamente tumultuado, mas o PSB e o PTB colocaram seus times em campo neste final de semana para disputar o governo estadual. A coligação liderada pelo PSB apresentou a chapa que já se esperava, com Paulo Câmara na cabeça, Luciana Santos na vice, Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa como candidatos ao Senado. Humberto, para entrar nessa chapa, teve que convencer o PT nacional a degolar a candidatura da vereadora Marília Arraes, erro político pelo qual os petistas irão pagar caro pelos próximos quatro ou oito anos. Sacrificou-se uma candidata que vinha em processo de crescimento em nome de um projeto que todo mundo sabe que não vai existir: a candidatura de Lula a presidente da República. Sem contar as muitas explicações que Jarbas e Humberto terão que dar aos pernambucanos por estarem juntos nessas eleições. Humberto já paga um alto preço por esta decisão na medida em que perdeu completamente a liderança que tinha no PT. O novo líder do partido em Pernambuco, agora, é a vereadora Marília Arraes. Já a chapa do PTB tem Armando Monteiro na cabeça, o vereador Fred Ferreira na vice e os deputados Bruno Araújo e Mendonça Filho para senador. O erro dessa chapa, assim como da de Paulo Câmara, foi não ter convidado ninguém de Caruaru nem de Petrolina para fazer parte dela, deixando o interior completamente esquecido. A reação ao nome do vice de Armando já se fez ouvir pela voz do ex-prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, do PSDB, que acusa a família Ferreira de usar a fé para regar seus projetos eleitorais. O cenário da disputa ainda é de plebiscito – a continuidade com Paulo ou a mudança com Armando -, salvo se o ex-prefeito Júlio Lossio viabilizar-se eleitoralmente para ser o fiel da balança no segundo turno.

Renildo para a Câmara Federal

A candidatura de Luciana Santos (PCdoB) para vice de Paulo Câmara (PSB) fará com que Renildo Calheiros (PCdoB), ex-prefeito de Olinda, seja candidato a deputado federal. A política traçada pelo PCdoB, da qual Luciana é presidente nacional, é eleger pelo menos um deputado federal em cada um dos 27 estados. Em 2014 conseguiu eleger 10 em 9 estados.

A dissidência – O prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD), não vai votar nos candidatos da Frente Popular para senador. Seus candidatos são Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB). Sua mulher, registrada como “Cláudia de Lupércio”, é candidata a deputada estadual.

A ausência – Uma das ausências mais notadas ontem na convenção da Frente Popular foi a do ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), que dava como certa sua candidatura a senador. Ele era um dos maiores defensores de Paulo Câmara em sua cidade, pelo menos até ontem. 

O acordo – A presença do vereador Fred Ferreira (PSC) como candidato a vice de Armando Monteiro (PTB) fez parte do acordo celebrado entre este e o “grupo Ferreira”. O petebista não aceitou André Ferreira para senador, mas concordou com o nome do cunhado para vice.

O desafio – Para eleger-se senador na chapa de Paulo Câmara, Humberto Costa (PT) terá que contar com os votos dos partidos que formam a Frente Popular. Votos do PT ele não terá, a julgar pelo resultado da convenção da última 5ª feira. Dos 251 delegados municipais, apenas 20 votaram pela aliança com o PSB.

Caras novas – São tantos os candidatos a deputado estadual e federal filiados a partidos nanicos que poderemos ter muitas “caras novas” tanto na Assembleia Legislativa como na Câmara Federal. Foram formadas muitas “chapinhas” fora dos “chapões” tradicionais.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio. 

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