É preciso deixar 64 em paz e olhar para frente

Publicado em 07/08/2018 às 08h45

Jair Bolsonaro é um sincero defensor de 64 e ninguém irá mudar o seu pensamento 

Em 1984 Tancredo Neves renunciou ao governo de Minas para disputar a Presidência da República numa eleição indireta (colégio eleitoral). Pertencia ao MDB, partido de oposição ao governo do general Figueiredo, e fizera aliança com uma dissidência do partido governista (PFL), liderada pelo mineiro Aureliano Chaves e o pernambucano Marco Maciel, para garantir os votos necessários à sua eleição. Pois bem, numa de suas vindas ao Recife, Tancredo foi questionado por jornalistas pelo fato de estar aliado a dois políticos que deram sustentação ao regime de 64. Tirou a pergunta de letra com uma resposta que só um sábio como ele saberia dar. “Meus queridos amigos jornalistas! O movimento militar (evitou a palavra “golpe”) de 64 é um fato político e sociológico que pertence à história. E quem sou eu para julgá-lo? Isso é tarefa para os politólogos, os sociólogos e os historiadores”. A lembrança vem a propósito da inquirição que é feita todos os dias ao candidato presidencial Jair Bolsonaro por ser capitão do Exército e ter dado apoio àquele movimento. Ora, todo mundo sabe que Bolsonaro é um sincero defensor do regime militar e que jamais mudará seu pensamento por ser candidato a presidente da República, com chances inclusive de chegar ao segundo turno. Ele tem que ser questionado sobre a agenda que propõe para o país. Questioná-lo sobre a mesma coisa (64) todos os dias é despreparo político, pobreza jornalística e desconhecimento da história.

O legado de Marília

É uma incógnita o destino dos votos que seriam dados a Marília Arraes (PT), afastado da disputa pelo governo estadual pelo próprio partido a que pertence. Eles tanto podem ir para Armando Monteiro (PTB) como para Maurício Rands (PROS). Armando leva certa vantagem por ser o candidato mais bem posicionado no campo da oposição. Rands entrou tarde demais.

O anúncio – Próxima quinta-feira, o deputado Nilton Mota (PSB) vai anunciar em Surubim, sua terra, o nome do candidato que irá apoiar para a Assembleia Legislativa. Ele desistiu da reeleição para coordenar a campanha de Paulo Câmara. Se o governador ganhar, voltará a ser secretário. Se não, reassumirá seu emprego na Secretaria da Fazenda.

Haja cartas – Quase todos os dias o ex-presidente Lula envia uma carta para alguma pessoa. Se for ele mesmo que redige, deve estar com a mão cansada de tanto escrever. A última foi para os convencionais do PT dizendo que será candidato a presidente da República.

Tal filho – João Campos, candidato a deputado federal pelo PSB, foi um dos políticos mais aplaudidos na convenção da Frente Popular. Os gestos que fez com a mão esquerda, em seu discurso de improviso, lembraram muito o estilo do pai, Eduardo, que falava parecido. Ao final, ganhou um longo e afetuoso abraço da mãe, Renata Campos.

A distância – O deputado Álvaro Porto (PTB) entende que a presença de Luciana Santos (PCdoB) como candidata a vice-governadora de Paulo Câmara afastará os evangélicos desse palanque por ela pertencer a um partido comunista.

Sem aliança – O PPS pernambucano não fez aliança com nenhum partido para as próximas eleições. Significa que o deputado Daniel Coelho terá que contar com os votos do próprio partido para tentar reeleger-se. O partido tem 41 candidatos a deputado estadual.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio. 

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