É preciso respeitar quem é convocado

Publicado em 17/05/2019 às 13h00

A sessão da Câmara Federal em que o ministro Abraham Weintraub foi sabatinado sobre os cortes nas verbas do MEC transformou-se num espetáculo deprimente. Não é porque o ministro é despreparado que deveria ser agredido por um grande número de parlamentares, felizmente nenhum de Pernambuco. A deputada Talíria Petrone (PSol-RJ) chamou-o de “debochado” e “incompetente”, seguido pelo colega de Minas, André Janones (Avante), que o acusou de “covarde”. Isso, evidentemente, não é democracia. Se foi feita uma “convocação” a Sua Excelência para dar explicações sobre o contingenciamento nas verbas da pasta, a obrigação de quem o convocou era ouvi-lo, respeitosamente, como recomendam as regras da boa política. A vítima anterior dessa falta de respeito foi o ministro Paulo Guedes, o qual, no entanto, respondeu à altura a provocação do deputado Zeca Dirceu (PT-PR), segundo quem o mandachuva da economia age como “tigrão” em relação aos aposentados do INSS e como “tchutchuca” em relação aos banqueiros. “Tchutchuca é sua mãe, sua avó”, esbravejou o ministro. Weintraub, sem traquejo para o contraditório, engoliu, acuado, os insultos de que foi alvo. Registre-se, por dever de justiça, a forma elegante como foi questionado, e de forma dura, pelo deputado Raul Henry (MDB-PE), fato que levou o ex-vice-governador de Pernambuco a receber elogios do ex-ministro Carlos Ayres Britto (STF) e do arcebispo Dom Fernando Saburido.

Outra Frente Parlamentar

Foi instalada na Assembleia Legislativa mais uma “Frente Parlamentar” de eficácia duvidosa. Trata-se da “Frente em defesa da família, da vida e de políticas antidrogas” sugerida pelo deputado Cleiton Collins (PP). Resta agora saber quem, naquela Casa, é contra a família, contra a vida e a favor das drogas.

De Pernambuco para a Bahia

Ex-membro do PFL jovem de Pernambuco, João Roma Neto mudou-se para a Bahia para fazer política do lado do amigo ACM Neto (DEM), hoje prefeito de Salvador. Ano passado elegeu-se deputado federal pelo PRB e hoje está brilhando na Câmara como relator na CCJ da PEC da reforma tributária. Seu parecer é pela constitucionalidade.

Enxugamento de tributos

Neto do velho João Roma, o “Diabo louro”, que foi deputado por Pernambuco, Neto sugere em seu parecer a extinção de cinco tributos (IPI, PIS, COFINS, ICMS e ISS) e sua substituição pelo IBS (Imposto sobre Operações com Bens e Serviços). Como os governadores não vão abrir mão do ICMS e nem os prefeitos do ISS, é fácil concluir o destino desta PEC: o arquivo.

Minas começa a se mexer

O que mais deveria preocupar Bolsonaro nos protestos de anteontem é o que houve em Minas Gerais: 250 mil pessoas nas ruas dizendo “não” ao governo. Minas é uma espécie de “síntese” do Brasil e, quando se mexe, convém prestar atenção aos seus movimentos. Lembre-se que Bolsonaro venceu a eleição lá e ainda arrastou consigo um governador que ninguém conhecia: Romeu Zema (NOVO).

Braços que acolhem

Raimundo Pimentel (PSL), prefeito de Araripina, acaba de lançar um programa que tem repercutido positivamente em todo o Sertão do Araripe: “Braços que acolhem”. Visa ao acompanhamento de gestantes desde o primeiro mês de gestação.

Fim do cadastramento

Termina no próximo dia 23 o prazo para cadastramento de agricultores da Zona da Mata no programa “Chapéu de Palha”, criado por Arraes em 2008 para garantir pelo menos “um cuscuz” (palavras dele) aos cortadores de cana na entressafra. Depois, Eduardo Campos o expandiu para os trabalhadores da fruticultura irrigada e da pesca artesanal.

Canteiro de obras

O prefeito Geraldo Júlio (PSB) escolheu o penúltimo ano de seu segundo mandato para encher o centro do Recife de “pequenas grandes obras”. Uma delas, a revitalização das calçadas, será de grande utilidade para os recifenses, que em sua maioria ainda se desloca a pé de casa para o trabalho dada a deficiência do nosso transporte público.

Fonte: Blog de Inaldo Sampaio.

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