Edilson Silva sobre PCdoB: "Está tudo alinhavado"

Publicado em 15/08/2019 às 14h00
Edilson Silva
Edilson SilvaFoto: Foto:ARTHUR DE SOUZA/Arquivo Folha

Um dos fundadores do PSOL, o ex-deputado estadual Edilson Silva foi candidato ao Governo do Estado em 2006 e em 2010, a prefeito do Recife, em 2008 e em 2016, além de conquistar um mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco, para o qual não conseguiu se reeleger em 2018. Ao longo dessa trajetória, reuniu um grupo e trabalha num "processo de convencimento e de diálogo", como ele define, para levar uma parte desses quadros para o PCdoB com ele. De antemão, à coluna, sobre a ida para o PCdoB, ele adianta: "Está tudo alinhavado. Só falta dar o nozinho final. Estou fazendo as consultas". Como a coluna antecipou, antes de formalizar o ingresso nas hostes comunistas, Edilson jantou, no Palácio das Princesas, com o governador Paulo Câmara. "O PCdoB achou por bem, corretamente, que eu ingressasse fazendo diálogo com o governador. Luciana é a vice-governadora do Estado", relata Edilson. À pauta com o socialista, ele levou um mote que aponta como determinante para esse processo de travessia rumo ao PCdoB: o cenário nacional. "Conversamos sobre o quadro nacional, coloquei nossa prioridade", relata Edilson. E detalha: "Hoje, a localização política nossa é para construir uma ampla frente e o PCdoB para a gente responde a essa necessidade". Sobre o governador, resume: "Ele foi cortês, tranquilo". O problema com o PSOL é localizado no Estado. Edilson realça que, nacionalmente, o partido integra a mesma frente do PCdoB. "Em nível nacional, o PSOL tem se colocado numa ampla frente . O presidente do PSOL é meu amigo. Existe uma frente ampla muito bem construída. Essa é a tática correta. Acho que a gente tem que ser mais ousado e o PCdoB é mais ousado no sentido de consolidar a frente ampla", argumenta Edilson. Ele defende a frente como forma de combater o que chama de "forças obscuras" e "fascistas". Diz isso em relação ao governo Jair Bolsonaro. O movimento dele já gera críticas de ex-companheiros do PSOL nos bastidores . Ele adverte: "Se tem uma coisa de que ninguém pode me acusar é de eu não ter tentado construir uma alternativa à Frente Popular pela esquerda. Fui candidato sozinho aqui com Lula presidente, João Paulo na Prefeitura do Recife". Hoje, João Paulo também está no PCdoB.

"Lutamos e não conseguimos"
 
Edilson Silva não perde o foco para 2020: vai concorrer a vereador da Capital. Mas ao reforçar o foco da resistência na conjuntura nacional, faz o seguinte balanço sobre o PSOL: "Na verdade, o PSOL não se estabeleceu como referência, como ponto de aglutinação das forças progressistas. Lutamos e não conseguimos".
 
Litígio > O rompimento de Edilson Silva com o PSOL se deu de forma litigiosa. Ele assinou dura carta contra a direção do partido no Estado. "A gente sempre fez do PSOL um partido generoso do ponto de vista de receber as pessoas, mas, infelizmente, não foi esse o entendimento deles quando tinham maioria no partido", lamenta.
 
Traumas > Candidata ao Senado em 2018, Albanise Pires, uma das fundadoras do PSOL, anunciou desfiliação do partido junto com Edilson, mas não se filia ao PCdoB. "A experiência no PSOL foi bem traumática, especialmente no último período, e estou precisando cuidar um pouco de mim, abalou muito minha saúde", explica.
 
Tamo Junto > Albanise, no entanto, segue na militância social e defende a candidatura de Edilson: “É importante que o grupo tenha representação. Edilson já vai disputar e representar nosso grupo. Óbvio que vou fazer campanha para ele”.
 
Revistas > O presidente da OAB-PE, Bruno Baptista, renovou pedido de providências à diretoria do Fórum do Recife contra as revistas a advogados na entrada do prédio. Observa que elas ocorrem, mesmo após entendimento da diretoria com a OAB, em julho.
 
Fonte : Folha de PE.

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