Eleição no Recife deve ser polarizada entre PSB e Bolsonaro

Publicado em 13/02/2019 às 17h00

A disputa pela prefeitura do Recife em 2020 ainda não está na pauta do povo, porém por se tratar de uma das principais cidades do Brasil e a capital pernambucana, ela acaba entrando na discussão do meio político, uma vez que a partir do vitorioso será possível traçar o cenário de 2022 quando estará em jogo o governo de Pernambuco.

A gestão do prefeito Geraldo Julio, que é exitosa e bem-avaliada pelos recifenses, garante ao nome que for apresentado pelo PSB uma grande competitividade com chances efetivas de vitória, também não se pode menosprezar a força política e a capacidade de vencer disputas eleitorais do PSB, que venceu as últimas quatro eleições no estado e as últimas duas na capital pernambucana, portanto, aquele que vier a ser o nome do PSB na disputa tende a brigar pelos primeiros lugares da eleição. 

Na oposição a Geraldo Julio não existe um nome natural, uma vez que nomes potenciais como Daniel Coelho e Priscila Krause, por exemplo, saíram muito fragilizados da disputa municipal de 2016 e não ofertam, neste momento, relativa competitividade para vencer a eleição, mas é indiscutível que aquele nome que se alinhar com o presidente Jair Bolsonaro terá grandes chances de polarizar a eleição com o candidato apresentado pelo PSB. 

Nas eleições passadas o presidente venceu no Recife no primeiro turno e perdeu por uma diferença de cinco pontos percentuais para Fernando Haddad no segundo turno, o que leva a crer que o nome alinhado com o presidente terá um potencial de votos muito representativo. O grande cerne da questão é quem irá conseguir capitalizar o sentimento bolsonarista no Recife, se um nome tradicional da política que já disputou majoritária, se um nome que é da política mas nunca tentou majoritária ou se teremos um outsider que associaria sua imagem ao presidente. Apesar de haver um desenho de múltiplas candidaturas em 2020, o sentimento geral é que a polarização estará estabelecida entre os candidatos do PSB e do presidente Jair Bolsonaro.

Receptividade – Os deputados estaduais receberam com muita satisfação a notícia de que Zé Maurício seria o secretário-executivo das Relações Institucionais. O ex-deputado tem um excelente trânsito na Casa Joaquim Nabuco e terá importante papel na ausculta das demandas do poder legislativo por parte do Palácio do Campo das Princesas. 

Vinícius Labanca – Outro ex-deputado que poderá receber uma missão do governo ou da Alepe nos próximos dias é Vinicius Labanca. Ele tentou a reeleição em 2018 mas acabou ficando na terceira suplência da sua coligação, então por um reconhecimento e até uma justa homenagem a Ettore Labanca, Vinícius deverá ser aproveitado no executivo ou no legislativo estadual. 

Fabíola Cabral – Em pouco mais de dez dias como deputada estadual, Fabíola Cabral tem demonstrado muita dedicação nas atividades da Casa Joaquim Nabuco. Ela tem sido uma das primeiras a chegar e uma das últimas a sair. Ontem foi eleita, por unanimidade, presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática da Alepe. 

Desenvoltura – A entrevista do vice-líder da oposição Antonio Coelho à Rádio Folha foi bastante elogiada pelos seus colegas. O jovem parlamentar, que tem apenas 23 anos, mostrou que tem preparo e competência de sobra para discutir temas importantes, e não deve nada ao preparo já conhecido do senador Fernando Bezerra Coelho, do deputado Fernando Filho e do prefeito Miguel Coelho. 

RÁPIDAS

Romero Albuquerque – Caso o PP decida mesmo lançar uma candidatura própria a prefeito do Recife, o deputado estadual Romero Albuquerque seria uma das alternativas do partido para a disputa. Ele foi vereador e elegeu-se deputado com votação representativa na capital recorrendo às redes sociais. Se repetir a dose como candidato a prefeito, poderá ter um resultado extraordinário. 

Armando Monteiro – A respeito dos rumores que se mudaria em definitivo para Portugal, o ex-senador Armando Monteiro deverá continuar atuando em Pernambuco. Ele se dedicará a atividade empresarial sem esquecer da militância política onde construiu uma respeitável trajetória de vinte anos de mandatos eletivos a serviço de Pernambuco e do Brasil.

Inocente quer saber – O que falta para Fernando Bezerra Coelho ser oficializado como líder do governo Jair Bolsonaro no Senado? 

Fonte : Blog Edmar Lyra.

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