Em defesa da candidatura do ex-presidente do STF

Publicado em 03/04/2018 às 14h00

Sobre comentário desta coluna de que o ex-ministro Joaquim Barbosa estaria para o PSB como o apresentador de TV, Luciano Huck, estaria para o PPS, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) enviou a seguinte resposta: “Prezado colunista, sobre o comentário em sua coluna hoje (2) destaco algumas posições no sentido de quebrar preconceitos contra a possível candidatura do ex-ministro Joaquim Barbosa ao cargo de presidente da República pelo PSB. O fato de não ter uma carreira política não significa que o ex-ministro não tenha um pensamento político. Ele, diferente das ‘figuras populares’ citadas por você (Sílvio Santos e Luciano Huck), teve sua trajetória dedicada ao Estado Brasileiro como procurador e magistrado, expressando, assim, através de suas decisões, seu pensamento político progressista. Passar pelo parlamento nunca garantiu capacidade de gestão e diálogo institucional com a sociedade. Os últimos presidentes da Câmara Federal, Henrique Alves e Eduardo Cunha, por exemplo, estão presos Relembremos também que o diálogo entre o ex-ministro e o PSB foi iniciado ainda por Eduardo Campos, que em 2014 desejava tê-lo como candidato ao Governo do Estado do Rio. Logo, a opção do PSB pelo nome dele não é uma aventura e sim a continuidade do projeto político defendido pelo nosso saudoso ex-governador para o Brasil. Por fim, destaco Joaquim Barbosa como um homem de convicções fortes, capaz de exercer sua autoridade, e não o autoritarismo como alguns outros. Sua candidatura, inclusive, talvez seja a única maneira de impedir que esse autoritarismo tome conta do nosso país”.

A luta continua

Ao defender o nome de Joaquim Barbosa para ser candidato do PSB a presidente da República, Danilo Cabral (PSB) não leva em conta que foi ele, como presidente do STF e então relator do processo do “mensalão”, quem mandou para a cadeia José Dirceu (PT), ex-chefe da Casa Civil do governo Lula. Por isso, o esforço do PSB para atrair o PT para a Frente Popular não cessará.

A troca – A direção nacional do PT já comunicou oficialmente à do PSB que o partido só apoiará a reeleição de Paulo Câmara se os socialistas “sacrificarem” a candidatura de Márcio Lacerda (ex-prefeito de BH) ao governo de MG. Em princípio, o PSB não está disposto a aceitar a proposta.

O diálogo – Pernambuco talvez sofra um pouco com a troca de nomes no Ministério dos Transportes. Saiu Maurício Quintella, deputado federal por AL, e entrou Válter Casemiro. Quintella tinha ótimo diálogo com o secretário Sebastião Oliveira, também deputado pelo PR.

Ao trabalho – Embora o STF só tenha tido 196 dias úteis em 2017, segundo a Folha de São Paulo, o gabinete do ministro Edson Fachin informou ao advogado pernambucano José Paulo Cavalcanti Filho que julgou naquele exercício 8.820 processos. Dá, em média, 45 processos/dia.

Volta atrás – Após anunciarem o desligamento do PPS em protesto contra a entrega do partido a Daniel Coelho (ex-PSDB), os ex-presidentes estadual e municipal, Manoel Carlos e Felipe Ferreira Lima, respectivamente, voltaram atrás. Fizeram ontem uma convenção e registraram a ata no TRE.

A janela – Até a próxima sexta-feira, quando estará se fechando a “janela partidária”, pelo menos cinco deputados estaduais deverão trocar de partido. Foram para a ponta do lápis e chegaram à conclusão de que em seus atuais partidos não terão chance de reeleição.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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