Entre o silêncio, a série de embates e a maior aliança

Publicado em 08/09/2018 às 17h00
O governador Paulo Câmara
O governador Paulo CâmaraFoto: Paullo Allmeida

O governador Paulo Câmara entrou na corrida pela reeleição em meio a duras críticas disparadas por adversários, que o acusam de "ausência de liderança" e "fraqueza de transferir responsabilidade". O socialista, ainda em 2017, chegou a ser alvejado pelo ex-presidente Lula que, em entrevista à Revista Nordeste, arremessara: "Paulo Câmara é resultado daquilo que eu não acredito. Ninguém governa porque é técnico". O socialista terminou atraindo o PT para sua coligação. Recentemente, o senador Humberto Costa afirmou, em entrevista à Rádio Folha, que o socialista "deu uma demonstração de que é um competente quadro político". E acrescentara: "Ele conseguiu fazer aqui, inclusive, uma aliança com o PT". Paulo assegurou as presenças, em seu conjunto, do PT e do MDB, cujo tempo de TV o senador Fernando Bezerra Coelho tentou levar para a coligação do senador Armando Monteiro Neto, a qual ele apoia. A disputa pelo comando do MDB segue na Justiça, mas o grupo de Jarbas Vasconcelos e Raul Henry continua dando as cartas e à frente da sigla, o que não deixou de representar uma vitória para Paulo Câmara, uma vez que o tempo de TV do MDB está entre os mais cobiçados. A disputa interna no PSB com o senador Fernando Bezerra Coelho começou bem antes e a consequência foi o êxodo do grupo de FBC das hostes socialistas. Em recente enfrentamento nacional, parte dos socialistas trabalhavam para levar o PSB ao apoio de Ciro Gomes. O presidente nacional, Carlos Siqueira, chegou a dizer que seria "inaceitável", "imperdoável" a neutralidade dos socialistas na corrida presidencial, mas foi essa posição, que já vinha sendo defendida por Câmara, que prevaleceu, acarretando acordo nacional com o PT. A despeito da discrição costumeira, das falas enxutas e da pouca afeição a holofotes, Paulo Câmara, ainda que em silêncio, contabilizou saldo favorável a seu projeto, considerando os embates que se sucederam. Humberto Costa realçara: "A maior aliança que foi construída, aqui, em Pernambuco, para essa eleição, é a aliança da Frente Popular".

Palácio não vê com bons olhos
O argumento de que o deputado estadual Eriberto Medeiros trocou a disputa pela Câmara Federal pela tentativa de reeleição para ajudar Raul Henry e Renildo Calheiros não encontra amparo no Palácio das Princesas. 

Da boca...> Um palaciano assegura que essa tese "não tem fundamento" e que os votos foram transferidos para os deputados Eduardo da Fonte e Marinaldo Rosendo.

...para fora > Nos corredores da Alepe, um deputado governista indaga: "Em quais áreas ele está abrindo para qualquer um desses dois (Henry e Renildo)?". O mesmo parlamentar responde: "Em nenhuma". 
 
Climão > O deputado prossegue com as queixas: "Ele construiu essa versão, que não encontra respaldo em nenhum município. É uma desculpa para permanecer, dando razão aqueles que achavam que ele ia trair compromisso".
 
Segundo round > De um jarbista, nas coxias, depois que o deputado Bruno Araújo disparou contra o ex-governador de Pernambuco: "Bruno, cresça e apareça. Quando você for eleito prefeito do Recife duas vezes, governador duas vezes e se eleger senador, sendo um dos mais respeitados do Brasil, poderá sentar à mesa com Jarbas".
 
Atrativos > O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ao fazer a apresentação de Túlio Gadelha, durante ato com Ciro Gomes, em Caruaru, na quinta-feira, definiu o candidato a deputado federal como "novo, inteligente e conquistador". Os presentes se entreolharam.
 

Fonte: Folha de PE

Enviar comentário

voltar para Blog

bdt b02|left|||||login news bdt b02|bdt b02|bdt b02|login news bdt b02|b02 bdt|bdt b02|content-inner||