Fernando Rodolfo: "Se eu for candidato, será em Caruaru"

Publicado em 09/02/2019 às 16h00
O deputado federal Fernando Rodolfo em entrevista à coluna digital No Cafezinho
O deputado federal Fernando Rodolfo em entrevista à coluna digital No CafezinhoFoto: Divulgação

A migração do deputado federal Fernando Rodolfo para PR deu-se após uma conversa decisiva que ele teve, pessoalmente, com o manda-chuva da legenda, Valdemar Costa Neto. A travessia de Fernando ampliou a bancada do partido na Câmara Federal, o que o torna um peça fundamental no xadrez que levou o partido em Pernambuco, no final do ano passado, ao comando de Anderson Ferreira. Caso o PR-PE tivesse sido mantido sob a tutela de Sebastião Oliveira, Fernando não teria feito a travessia, porque trabalha em cima de uma plataforma de oposição. Em outras palavras, para ele trocar o PHS pelo PR, o partido estar nas mãos de Anderson era uma premissa e ela foi apresentada a Valdemar. O dirigente do PR em Pernambuco tem planos majoritários para 2022, o que torna o ano de 2020 estratégico nesse jogo. O nome de Fernando Rodolfo aparece cotado para concorrer a prefeito no ano que vem. Ele faz ponderações: "Eu não sou muito simpático a essa ideia de você ser eleito deputado e, dois anos depois, disputar um cargo majoritário. Passa a impressão de que você está usando um cargo como trampolim para ocupar um outro". Por outro lado, o deputado não fecha os olhos para "o recado das urnas em 2018". Observa que Caruaru "vem dizendo que quer gente nova na política, foi assim com a candidatura a prefeito do Delegado Lessa". Calcula ainda que, na condição de estreante, teve, em Caruaru, quatro mil votos a menos que Wolney Queiroz, que já vem de uma família tradicional da política. Fernando Rodolfo espera que, em 2020, surja um nome "capaz de agregar esse sentimento", de renovação. "Obviamente, meu nome vai estar colocado, vai estar à disposição do partido", admite ele. Indagado se encabeçaria uma chapa majoritária em Caruaru ou Garanhuns, assegura: "Se for candidato, será em Caruaru". E justifica: "Porque é onde moro, vivo, pago meus impostos, sou contribuinte, onde a gente está ali no dia a dia com as pessoas". O parlamentar fez essas e outras considerações em entrevista à coluna digital No Cafezinho que vai ao ar nas redes sociais, no youtube e no oortal da Folha de Pernambuco.

Mais antigos 
Líder do governo na Alepe, Isaltino Nascimento revelou ontem, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, que o cancelamento da compra de quatro mil livros, ao custo de R$ 1,8 milhão, para "homenagear" o ex-governador Miguel Arraes, "foi resultado de uma pressão da Casa, principalmente dos mais antigos".

Estapafúrdia > Isaltino prossegue: "Porque era uma situação absurda, estapafúrdia, que não condiz com o que a gente quer para a Casa". A revogação do gasto milionário foi revelada pela coluna, no Portal Folha PE, em primeira mão.

Resistência > Ainda segundo o deputado, a compra "foi uma decisão de poucos em que a maioria resistiu e exigiu uma postura da Casa para que não houvesse problema". 

Impactos > Para debater o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, o secretário Aluísio Lessa estará em encontro na sede da Amcham, na segunda, às 10h. O Marco ajuda na relação entre empresas privadas, instituições públicas e de ensino.

Insight > A posição do governador Rui Costa de propor que o PT mude a forma de fazer oposição não foi alvo de debate prévio no PT. "Não discutimos isso", assinala o senador Humberto Costa. Haverá reunião da Executiva nacional do PT nestes sábado e domingo.

Bienal > Reduto do PCdoB, a UNE homenageará o deputado federal do PSB, Danilo Cabral, na 11ª Bienal dos Estudantes, que acontece até este domingo, em Salvador. Ele também participa de debate sobre o financiamento da educação pública no evento.

Fonte :Folha de PE.

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