Ferro peita senador em defesa de Marília Arraes

Publicado em 11/05/2018 às 12h15

Fernando Ferro é contra aliança com o PSB e defende o nome de Marília Arraes dentro do PT

Depois que João Paulo deixou o PT, o senador Humberto Costa passou a ser o único controlador da burocracia do partido, que é quem decidirá no próximo mês de junho se convém lançar candidato próprio ao governo estadual ou fazer aliança com o PSB. O ex-deputado Fernando Ferro, que é conhecido no partido por sua combatividade, insurgiu-se ontem contra a aliança com a Frente Popular e elencou os motivos pelos quais o PT deve ter o seu próprio candidato. Ele afirma que apesar do profundo desgaste que os partidos políticos estão enfrentando, o PT ainda é a legenda com a qual o povo brasileiro mais se identifica, segundo várias pesquisas de opinião. E considera um erro político o partido abrir mão de candidato próprio em Pernambuco (ele defende o nome de Marília Arraes), o qual denunciaria nos fóruns a que tiver acesso a “ilegalidade” da prisão de Lula e o direito de ele concorrer à eleição presidencial. Considera também que o PSB busca “desesperadamente” uma aliança com o PT, de olho na popularidade do ex-presidente, porque a reeleição do governador Paulo Câmara estaria ameaçada. Ferro não entende por que setores do PT querem abrir mão de candidato próprio no momento em que o partido mais precisa dele (candidato) para defender o legado dos governos Lula e Dilma.

Empréstimo em final de mandato

Joaquim Francisco (PSDB) nega afirmação do deputado Danilo Cabral (PSB) de que no último ano do seu mandato como governador (1994) contraiu empréstimo nas Ilhas Cayman, deixando a conta para Arraes pagar. Confirma que fez um empréstimo, sim, mas no Banco do Brasil, de cerca de 50 milhões, devidamente autorizado pelo então ministro da Fazenda Rubens Ricúpero.

A exceção – Felipe Carreras foi o único membro da bancada federal do PSB a não assinar um manifesto de apoio à candidatura de Joaquim Barbosa a presidente da República. Mas continua a favor da candidatura própria para defender o programa que era sustentado por Eduardo Campos.

Equidistância – Paulo Câmara nunca foi muito simpático à candidatura de Joaquim Barbosa à sucessão de Temer e teria influído na decisão dele de não se candidatar quando lhe cobrou, publicamente, numa entrevista ao “Estadão”, que dissesse ao povo o que pensa sobre o Brasil.

A decepção – Além de ter decidido não ser candidato, Joaquim Barbosa decepcionou os deputados pernambucanos que defendiam sua candidatura – Danilo Cabral e Tadeu Alencar – ao dizer que o próximo presidente “não mudará o país”. O PSB esperava o contrário: que ele dissesse que gostaria de ser eleito “para mudar o Brasil”.

Bola da vez – Ciro Gomes (PDT) já é o preferido da maioria da bancada federal do PSB como candidato a presidente da República. Alguns dizem abertamente que “quem conhece Marina não vota em Marina”, apesar de ela ter sido a candidata do partido em 2014 no lugar de Eduardo Campos.

Tem que sair – Fernando Ferro (PT), que vai disputar novamente uma cadeira na Câmara Federal, não esquece uma frase dita pelo prefeito Geraldo Júlio (PSB) em defesa do impeachment de Dilma: “Temos que tirar essa mulher do governo”. Ela alega que apenas isso já seria motivo para o PT não se aliar ao PSB.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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