Fim das coligações pode incentivar multiplicidade de candidatos

Publicado em 06/01/2019 às 12h00

                                  Prefeitura do Recife

A modificação eleitoral aprovada para 2020, que extingue coligações partidárias em disputas proporcionais, deve alterar o sistema político porque prejudica a montagem das chapas de partidos pequenos. Nas capitais e cidades estratégicas, poucos partidos devem ter candidatos a vereador e menos legendas ainda devem ter suficiência para eleger parlamentares. É neste sentido que as siglas podem incentivar o lançamento de prefeituráveis de média competitividade almejando a captação de votos de legenda. 

No Recife, por exemplo, partidos como SD, DEM, PPS e PTB, na iminência de não conseguirem o fechamento das chapas, podem suscitar partidários a disputar a prefeitura. Esta estratégia, se tomada pelos líderes partidários, pode atrapalhar muito candidatos com o perfil como o  de João Campos (PSB), que tenderão a “limpar” nomes do cenários pensando em levar a disputa no primeiro turno. Para tanto, será preciso muita habilidade  e nobreza na hora de distribuir os candidatos para garantir a competitividade dos partidos em troca de uma ampla coligação majoritária.

Seu ritmo – O governador Paulo Câmara(PSB) deu claro sinal de que quer deixar marcas no seu segundo governo. Se fizer uma boa gestão, Paulo sai da sombra de Eduardo e Arraes e se torna uma liderança com nome e sobrenome para disputar algo em 2024 ou ainda em 2022.

Embate – O clima na Câmara de Vereadores de Camaragibe não é dos melhores. Em pé de guerra, dois vereadores alegam ter legitimidade para assumir a presidência da Casa. Paulo André (PSB) alega que foi feita uma eleição e ele venceu com maioria absoluta de 9 votos. Já o vereador Toninho (PTB), argumenta que a anulação da votação que o elegeu não é válida e até empunha uma liminar oriunda do TJ. A briga já dura quase dois meses e está longe de acabar.

Movimentos – Negando a política tradicional, estão surgindo diversos movimentos sem ligação partidária no intuito de  debater a democracia e as suas nuâncias atuais. Movimentos como o Acredito,  Brasil Livre e Nova Esquerda de Pernambuco devem dar o que falar nos próximos anos porque já se tornaram veículos importantes na informação política.

Prestígio – Apesar das rugas pela formação do secretariado estadual, a posse dos novos secretários foi bastante prestigiada esta semana. Contando com a presença de deputados, ex-deputados, da vice-governadora eleita, do governador, diversos prefeitos e lideranças municipais, há quem diga que as supostas ciumeiras do começo de ano foram intriga da oposição.

Perderam ganhando – Com a nomeação de Rodrigo Novaes (PSD) e Aluisio Lessa (PSB) para o secretariado, assumem os suplentes Sivaldo Albino (PSB) e Professor Paulo Dutra (PSB) imediatamente em fevereiro.

Escrito por Marcelo Velez.

Fonte: Blog Ponto de Vista.

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