Geraldo Júlio monta time no governo Paulo Câmara

Publicado em 09/01/2019 às 11h00

Se João Campos quiser ser candidato a prefeito do Recife não sofrerá veto dentro do PSB

Encerrada a reeleição de Paulo Câmara, o prefeito do Recife e coordenador geral da campanha, Geraldo Júlio, declarou que aquela batalha estava ganha e que a partir de janeiro deste ano iria dedicar-se exclusivamente à eleição do seu sucessor. Nem ele nem o PSB sabem quem será o candidato de 2020. Mas o deputado federal eleito João Campos é uma possibilidade concreta. O prefeito montou um time forte dentro do governo Paulo Câmara exatamente para não perder o controle da sucessão municipal. Estão sob seu raio de influência os secretários Sileno Guedes (Desenvolvimento Social), Alexandre Rebêlo (Planejamento), Eduardo Machado (Imprensa), Fernanda Batista (Infraestrutura) e Bruno Schwambach (Desenvolvimento Econômico), além do jornalista Alexandre Gabriel que comanda a área de publicidade. O que ainda não está claro é se o filho de Eduardo Campos tem ou não interesse de disputar a eleição do próximo ano, que se presume difícil para o grupo político que ora comanda a PCR e o governo estadual. Mas se porventura ele entrar na disputa o PSB sairá pacificado, pois ninguém no partido tem autoridade política para confrontá-lo. Quanto ao prefeito, independente do resultado de 2020, já está com o seu nome colocado no PSB para disputar a sucessão de Paulo Câmara em 2022.

Saiu na frente

Paulo Câmara (PE) foi o 1º governador do Nordeste a enviar ofício ao Palácio do Planalto pedindo para ser recebido por Bolsonaro. Os dois nunca se viram e vão ter oportunidade de se conhecer, agora, o primeiro como governador e o segundo com presidente da República. Bolsonaro prometeu que não penalizaria os governadores nordestinos por não terem votado nele.

O gesto – O governador da Bahia, Rui Costa (PT), enviou 100 policiais do seu Estado para o Ceará a fim de reforçar a luta contra a violência que toma conta daquele Estado. Foi um gesto de solidariedade ao governador Camilo Santana (PT), que nunca se viu tão acuado como agora.

No governo – O empresário pernambucano Gilson Machado Neto vai mesmo fazer parte do governo Bolsonaro, mas não na área do turismo como se ventilou inicialmente. Quanto ao ex-governador Joaquim Francisco, continua na equipe de transição, mas sem sabe para onde irá.

Sem briga – Algo raro no governo de Bolsonaro, pelo menos até agora: não há disputa entre os governadores do Nordeste pelo comando da Chesf, Sudene, Dnocs, Codesvasf e BNB, os principais órgãos federais sediados na região. De todos, o mais cobiçado é a Codevasf.

O contraponto – O deputado Danilo Cabral (PSB) avalia como “positiva” a presença de alguns militares no governo Bolsonaro porque, sendo “nacionalistas”, eles fazem contraponto à equipe do ministro Paulo Guedes, que, se pudesse, privatizaria até mesmo o Palácio do Planalto.

O mistério – Permanece sendo um mistério a não permanência de Márcio Stefanni no governo Paulo Câmara. Há uma versão de que ele teria cansado de ser secretário, optando por voltar ao RJ para reassumir seu emprego no BNDES. Outras dizem simplesmente que ele teria sido vetado pelo PSB.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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