Governo e oposição divergem sobre Comissões

Publicado em 08/02/2019 às 10h00
Plenário da Alepe
Plenário da AlepeFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

ocupação de espaços nas comissões temáticas da Assembleia Legislativa está no centro dos debates entre governistas oposicionistas. Apesar de, em tese, o critério da proporcionalidade ter sido adotado para a distribuição das comissões, o racha interno dentro do PSC foi o pivô de divergências sobre a composição dos colegiados.

Para parlamentares da oposição, entre as três cadeiras que caberiam à bancada, apenas uma teria sido destinada aos oposicionistas de fato: a Comissão de Esportes, que ficou com João Paulo Costa (Avante). As outras duas, segundo eles, não contemplariam a bancada. O mandato coletivo das Juntas (PSol), que se declara independente, ficou com Direitos Humanos; e Wanderson Florêncio com Meio Ambiente. Wanderson é visto como governista internamente no PSC, que saiu recentemente para a oposição. 

"O PSC está dividido. Então a gente ficou chateado de imediato", revelou Clarissa Tércio (PSC). "E outra que ele contou a vaga das Juntas como se fosse da oposição, sendo que elas não são oposição declaradas. A deputada Jô não está participando das reuniões com a gente, participou da primeira e depois ficou independente. Na prática, a oposição está com uma comissão apenas que é a do Deputado João paulo, a Comissão de Esportes", queixou-se Clarissa, que pretendia assumir a Comissão de Direitos Humanos. "O deputado Isaltino foi muito impositivo, ele é uma pessoa muito difícil de dialogar. A nós fomos embora da reunião todos chateados. Ele impôs o que queria e ficou por isso mesmo. Nós nos sentimos desrespeitados", criticou a deputada.

líder do Governo na Alepe, Isaltino Nascimento (PSB), atribuiu o mal estar à disputa do PSC. "A gente não manda no PSC, o PSC tem cinco deputados. Na verdade, o PSC que é um partido da oposição, teve uma discussão política e indicou o Wanderson como representante do PSC para estar representando o partido. Então, o membro do partido que veio foi ele. Então é uma discussão interna", apontou. "A gente tem que compor a casa também levando em consideração o sentimento da sociedade. A sociedade escolheu uma nova representação política de representação de cinco mulheres que tem perfil voltado às temáticas dos direitos humanos", defendeu.

"Fizemos um debate mediado por vários parlamentares da oposição e do governo que são evangélicos. E esse debate foi tratado e discutido. Hoje nós temos que resgatar o papel da Assembleia falando para a sociedade e obviamente as Juntas representam isso", disse o líder do governo. Segundo Isaltino, a distribuição foi feita após discussão entre os partidos.

Já para o líder da oposição Marco Aurélio (PRTB), a bancada não se sentiu contemplada com as comissões que lhe cabem. "O sentimento de todos que fazem parte da oposição é de insatisfação com o número de comissões atribuídos à oposição. Pela proporcionalidade teríamos direito a três comissões e na prática isso não aconteceu", questionou. Contudo, Marco Aurélio evitou desqualificar as Juntas pela indicação para o colegiado de Direitos Humanos. 

"Não há da nossa parte nenhuma insatisfação por elas terem recebido a Comissão de Direitos Humanos, pelo contrário, elas têm toda a legitimidade para isso. Mas, nem elas nem Wanderson são do bloco de oposição. Resumindo, entendemos que a oposição só teve direito a uma comissão sendo ferido de morte o critério da proporcionalidade. Entendo como um equívoco que espero que seja reconhecido e que não aconteça mais", frisou.

Fonte :Blog da Folha de PE.

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