Haddad terá que se coser com suas próprias linhas

Publicado em 13/10/2018 às 11h00

Defensores a candidatura de Fernando Haddad falam em criar uma grande “frente democrática” para se contrapor a Jair Bolsonaro neste segundo turno da eleição presidencial. Alegam que se o ex-capitão do Exército vencer a eleição a democracia “estará em risco” porque ele nunca teve compromisso com os valores democráticos. Já chegou a defender o fechamento do Congresso Nacional, a tortura contra presos políticos, o fuzilamento do ex-presidente FHC e as ações praticadas pelo finado coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o único torturador do regime de 64 reconhecido oficialmente pela Justiça. No entanto, a formação de uma “frente democrática” a essa altura do processo teria pouco efeito prático. Quem é de Haddad já é dele, e quem é de Bolsonaro continua com ele. Além disso, uma frente dessa natureza para ter peso político teria que ter a presença de, pelo menos, dois ícones da política brasileira: Fernando Henrique Cardoso e Ciro Gomes. Mas ambos viajaram para a Europa e só pretendem voltar às vésperas do segundo turno. Sendo assim, Haddad vai ter que se coser com suas próprias linhas e não esperar por apoio de “frentes”.

Neta de ex-governador

A servidora da Fundação Joaquim Nabuco, Paula Pessoa Guerra, agredida fisicamente no último domingo, num bar do Recife, por portar propaganda contra Bolsonaro, é neta do ex-governador Paulo Guerra, que construiu o Hospital da Restauração na capital pernambucana. Hoje, o Hospital tem o nome dele, que era natural de Nazaré da Mata.

Cara de deputado – Primeiro suplente da bancada federal da Frente Popular, o ex-secretário de Administração, Milton Coelho (PSB), não tem com que se preocupar. Paulo Câmara vai chamar pelo menos um deputado federal para sua equipe para abrir vaga para ele na Câmara Federal.

Pra 2020 – Vários deputados que não foram reeleitos poderão disputar a prefeitura de seus municípios em 2020: Augusto César (Serra Talhada), Zeca Cavalcanti (Arcoverde), Laura Gomes (Caruaru) e Paulinho Tomé (Tupanatinga).

É de briga – O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que será o chefe da Casa Civil a Presidência da República se Bolsonaro ganhar a eleição, é tão de “briga” quanto o ex-capitão. Além do mais, é chato e arrogante. Mas já está sendo “paparicado” por dezenas de colegas.

Quem acredita? – Não reeleito senador em Roraima, Romero Jucá (MDB) diz ser um “homem pobre que vive de salário” e por isso vai procurar emprego a partir de março. Em Roraima, porém, diz-se que ele é dono de uma das maiores fortunas do Estado.

Deu nele próprio – Candidato a prefeito de Itapetim em 2016, Adelmo Moura (PSB) obteve 58% dos votos válidos. Agora, com o seu apoio, Paulo Câmara obteve lá 66% dos votos válidos, um dos maiores percentuais do Sertão do Pajeú.

É o fim – Denúncias de envolvimento em casos de corrupção fizeram com que o PSDB perdesse dois senadores praticamente certos: Beto Richa (PR) e Marconi Perillo (GO). Agora, para que o partido chegue ao fundo do poço, só falta FHC ser acusado de alguma coisa.

Na pauta – Geraldo Júlio (PSB) não vai querer abrir nem tão cedo a discussão sobre sua sucessão dentro do PSB, mas ela já está instalada independente da vontade dele. O candidato será Felipe Carreras ou João Campos, sendo que este último é o favorito.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio.

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