Henry: “A gente não tem direito de jogar contra o Brasil”

Publicado em 07/11/2018 às 14h00
Raul Henry, que é vice-governador, fez as colocações em entrevista à coluna digital No Cafezinho
Raul Henry, que é vice-governador, fez as colocações em entrevista à coluna digital No CafezinhoFoto: Arthur de Souza

No ditado popular e como já definiram os próprios aliados, ele “roeu o osso, mas não vai comer a carne”. Em outras palavras, o vice-governador de Paulo Câmara no primeiro mandato, Raul Henry, retornará a Brasília para ocupar uma cadeira na Câmara Federal, onde exercerá mais um mandato, para o qual foi eleito na disputa deste ano. Quem assumirá, então, o Governo do Estado, quando o governador se desincompatibilizar às vésperas de 2022, será a deputada Luciana Santos, vice-governadora eleita este ano. Foi sacrifício abrir mão da vice? “Foi a decisão acertada. Jarbas (Vasconcelos) ganhou a sexta eleição dele majoritária em Pernambuco, foi a liderança política que mais venceu eleições majoritárias na história de Pernambuco. Foi legítimo que ele disputasse (para o Senado)”, devolve Henry. Presidente estadual do MDB, Henry garante que, em nenhum momento, hesitou sobre a permanência na sigla, a despeito da disputa que segue, na Justiça, com o senador Fernando Bezerra Coelho pelo comando da legenda em Pernambuco. “Nós vivemos três campanhas dentro de uma”, desabafa. E admite: “Não tenho dúvida de dizer a você que foi o momento mais difícil que atravessamos na nossa história política em Pernambuco”. Apesar das feridas abertas, Henry evita acusar enfraquecimento do grupo ligado ao senador Romero Jucá, fiador do projeto de FBC no MDB-PE. Indagado sobre a derrota de Jucá no pleito, desconversa: “Vejo que a gente fez opção correta de manter nossa integridade política”. Ainda que, no 2º turno tenha declarado, à coluna, apoio a Fernando Haddad, sobre o governo Jair Bolsonaro, avisa: “ Vou torcer para que dê certo. A gente não tem o direito de jogar contra o Brasil, de perder a esperança no Brasil”. E adverte: “Se ele adotar agenda que o Brasil precisa, vai contar com meu voto na Câmara dos Deputados. Se vier um conjunto de ideias estranhas, esdrúxulas, de confrontação, de abrir dentro da sociedade brasileira, essa ideia de nós contra eles, vai ter minha oposição”. As declarações foram dadas em entrevista à coluna digital No Cafezinho, que está no ar nas redes sociais, no blog e no youtube da Folha de Pernambuco.

Balança mas não cai
O deputado federal Bruno Araújo esteve em reunião com o governador eleito de São Paulo, João Doria, anteontem. Em fase de montagem do governo, Doria sabe do papel proeminente que tem em relação ao partido. Bruno guarda a mesma preocupação de Doria, acha que o partido precisa “cair do muro”. E projeta: “E se tiver que cair (o PSDB), que caia para o lado direito”. 

Nem tão cedo > A despeito de sinalizações de que Bruno poderia estar na gestão de Doria, ele insiste no que havia já dito: “Minha posição é só voltar a cargo público por mandato eletivo”.

Time novo > O deputado federal eleito André Ferreira seguiu para Brasília, onde começa a estruturar a sua equipe. Quer chegar ao início da nova legislatura, em fevereiro, com o grupo já afinado.
 
Ausculta > Mesmo com chapa única, Bruno Baptista, que disputa a presidência da OAB-PE , quer construir uma candidatura colaborativa. Segue em ausculta para o plano do triênio 2019-2021. 
 
Sertão > Hoje, Bruno estará em Salgueiro, às 9h, em Serra Talhada, às 15h30 e, às 18h30, em Afogados da Ingazeira.
 

Fonte:Folha de PE.

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