Jarbas, um misto de oportunismo e incoerência

Publicado em 11/09/2018 às 17h15

Político admirado pelos serviços prestados a Pernambuco e reconhecido até então por manter uma conduta política marcada pela coerência, o candidato a senador Jarbas Vasconcelos parece ter sido seduzido pelo lado mais deplorável da política, a conveniência e oportunismo.

Em uma discursão ocorrida em um grupo de whatshapp restrito à bancada federal de Pernambuco, o deputado federal e candidato a senador Sílvio Costa (Avante) teve coragem de chamar a atenção para a face mais reprovável de Jarbas ao questionar o comportamento oportunista do ex-governador que tenta surfar na popularidade que o ex-presidente Lula detém no Estado.

De posse de uma imagem em que aparece Jarbas ao lado de Humberto Costa fazendo com os dedos o sinal de “L”, que refere-se a “Lula Livre”, Sílvio Costa deferiu duros, porém pertinentes ataques a Jarbas, chamando-o de “cínico, oportunista e mau-caráter”.  Quem não se lembra do episódio em que Jarbas disse que “seria uma cena bonita de se ver Lula sendo preso já Lava-Jato”?

Em evento recente Jarbas também foi flagrado segurando sem nenhum constrangimento a bandeira do PT, partido no qual até pouco tempo atrás proferia críticas ácidas.

Líder nas pesquisas para o Senador, Jarbas não precisava se submeter a tamanho oportunismo e insensatez. A sua atitude o afasta do seleto grupo que fazem parte políticos como Roberto Magalhães, Gustavo Krause e Armando Monteiro Filho (In memoriam), figuras que preferiram manter a coerência a se render às marés da conveniência política mesmo que isto lhes custasse um insucesso eleitoral.

Jarbas pode até ganhar a eleição, mas perde a sua identidade, além do respeito e admiração daqueles que valorizam no político a coerência, um predicado para poucos.

Ganhando terreno – A candidata à deputada estadual Fabíola Cabral (PP) tem ampliado consideravelmente as suas bases de apoio nas últimas semanas, sobretudo no Agreste e Zona da Mata.  Recentemente quem declarou apoio à Fabíola foram os ex-candidatos a prefeito Hilton Lira (Aliança) e Mirian Briano (Buíque), além dos ex-prefeitos João Bezerra (Palmares) e Edberto Quental (Condado), sem falar das lideranças que a pepista herdou do deputado estadual Júlio Cavalcanti nos municípios de Custódia, Sertânia e Pesqueira.

Faltando gás – A menos de um mês para a eleição já tem candidato a deputado negando fogo. A falta de “estrutura” tem feito com que lideranças já procurem outras alternativas. Enquanto isso, os mais abastados estão na espreita aguardando a oportunidade de abocanhar as bases.

Disputa acirrada – Uma fonte que prefere não se identificar revelou que o deputado Wolney Queiroz (PDT) anda bastante preocupado com o crescimento da campanha do deputado Adalberto Cavalcanti (Avante), seu principal concorrente para ocupar a segunda vaga que a coligação do PROS/Avante/PDT deve conquistar. A primeira vaga da coligação deve ficar com João Fernando Coutinho (PROS), que apesar de ser alvo da artilharia pesada do Palácio deve ser o mais votado da coligação.

Pesquisa – É esperada para esta semana a divulgação de mais uma pesquisa que avaliará a disputa pelo Governo do Estado e Senado Federal. O levantamento foi encomendado ao IPESPE pelo jornal Folha de Pernambuco.

Animado – O ex-prefeito de Barreiros, Carlinhos da Pedreira (PP), teve a sua candidatura a deputado estadual deferida por unanimidade pelo TRE-PE no dia de ontem (10/09). O seu registro havia sido alvo de um pedido de impugnação por parte do Ministério Público. Com a decisão favorável Carlinhos promete intensificar a sua campanha na Zona da Mata, região onde realiza dobradinha com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).

Suspeita – A passividade do candidato a governador Maurício Rands em relação ao PDT, partido que faz parte de sua base de apoio e que inclusive indicou a vice na sua chapa, ainda manter indicados no Governo do Estado tem levantado a suspeita de que a sua candidatura estaria no papel de laranja, algo muito comum quando o que há por trás de um projeto não é o interesse coletivo, mas sim o interesse de um restrito grupo, que neste caso seria o PSB.

Conivente – Caso queira afastar esta pecha de candidato laranja, Maurício Rands terá que se esfoçar bastante para convencer os eleitores. A primeira atitude a ser tomada neste sentido seria uma declaração pública condenando a participação do PDT no Governo Paulo Câmara.

Fonte:Blog Ponto de Vista.

Escrito por Wellington Ribeiro.

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