João Campos deve render mais de R$ 16 milhões ao PSB

Publicado em 30/10/2018 às 14h00

Eleito com 460.387 votos, o jovem João Campos garantiu ao PSB ao menos duas vagas para a Câmara Federal, uma vez 2,6 cocientes eleitorais, no entanto os benefícios que ele proporcionou ao seu partido não param por aí. A expressiva votação obtida pelo filho de Eduardo Campos será responsável por abastecer o partido com uma fatia significativa do fundo partidário.

Composto majoritariamente por dotações orçamentárias da União, o fundo eleitoral atingiu neste ano expressivos R$ 888,4 milhões de reais. Quantia que foi distribuída entre os 35 partidos existentes. Para o próximo ano, na possibilidade deste valor se repetir, o que é bem provável, 5% desses recursos serão distribuídos igualitariamente apenas entre as 23 siglas que atingiram a clausura de barreira, os restantes 95% serão compartilhados na proporção dos votos obtidos por cada um desses partidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.

Juntos, os 23 partidos que superaram a clausura de barreira obtiveram 92.540.625 votos para deputado federal. Deste total o PSB conquistou em todo o Brasil 5.386.400 votos, ficando na posição de número 7 entre os partidos, atrás apenas atrás do PSL, sigla que conquistou 11,6 milhões de votos, o PT (10,121 milhões de votos), PSDB (5,9 milhões) PSD (5,7milhõs), PP (5,4 milhões) e MDB (5,4 milhões), e na frente de partidos como o DEM, PR, PRB, PDT e PTB. Se levarmos em consideração que no próximo ano se repita o mesmo valor distribuído em 2018 por meio do fundo partidário, descontados os 5% distribuídos igualitariamente entre os partidos, sobrará um valor de R$ 843.980.000 milhões a serem repartidos proporcionalmente ao número de votos. Dividindo este montante pelos 92.540.625 votos, chegaremos a um valor aproximado de R$ 9,12 por voto.

Com esta conta simples é fácil afirmar que os 460.387 votos conquistados por João Campos renderá ao seu partido ao em torno de R$ 4,1 milhões de reais anuais, totalizando mais de R$ 16 milhões ao longo dos quatro anos de seu mandato. Já a segunda colocada, a deputada federal eleita Marília Arraes, será responsável por abastecer o seu partido, o PT, com algo em torno de R$ 1,7 milhões por ano, o que ao final do seu mandato superará o valor de R$ 7 milhões.

Vale lembrar que em nada tem a ver o fundo partidário com o fundo eleitoral. O primeiro serve para a manutenção dos partidos e é distribuído entre as siglas mensalmente, já o segundo, tem por objetivo apenas para financiar as campanhas nos períodos de eleição.

Mudança – Corre a informação de que alguns comissionados da Empetur já foram avisados que só façam as contas até dezembro, pois haverá mudanças no órgão a partir de janeiro. O que chama a atenção é que estas mudanças deverão acontecer principalmente com aqueles que possuem ligações com o deputado federal Felipe Carreiras (PSB).

Contestação 1 – A Bancada de Oposição promete fazer barulho na votação do Projeto de Lei que extingue a Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp). A proposta, que foi encaminhada em regime de urgência para a ALEPE, tem por objetivo reunir em uma só estrutura as delegacias de Repressão ao Crime Organizado (DPRCO); de Crime Contra Ordem Tributária (DECCOT); de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DCRICI); de Polícia Interestadual de Capturas (POLINTER) e o Grupo de Operações Especiais (GOE), além de extinguir a Decasp e a Delegacia de Crimes contra a Propriedade Imaterial (DEPRIM).

Contestação 2 – A Bancada oposicionista acusa o Governo de utilizar o Projeto de Lei como uma manobra para tirar das mãos da delegada Patrícia Domingos o comando das investigações contra desvios de recursos públicos no governo, em órgãos estaduais e em prefeituras. Somente neste ano Patrícia Domingos comandou três operações nas quais teve como alvo políticos e empresários apontados como responsáveis por desvio de milhões de reais em recursos públicos.

No páreo – Em São Joaquim do Monte o jovem empresário Carlinhos de Chico promete quebrar a polarização entre o prefeito Joãozinho Tenório e o ex-prefeito Zé Birro. Atualmente no PDT, ele pretende fazer a travessia para o PSB com o objetivo de disputar a prefeitura em 2020, para isto, já conta com o apoio do deputado federal eleito João Campos e do deputado estadual Clodoaldo Magalhães, a quem garantiu votações expressivas no último pleito. As derrotas consecutivas do ex-prefeito Zé Birro têm servido de estímulo para que ele se coloque na disputa como o único nome da oposição capaz de bater de frente contra o grupo do prefeito Joãozinho Tenório (PSDB).

Embicando – Até então apontado como favorito para emplacar a 1ª secretária na Câmara de Vereadores do Recife, o vereador Aerto Luna (PRP) anda perdendo espaço para Romerinho Jatobá (PROS). Bem relacionado, Romerinho ainda conta com a mobilização de um significativo grupo de vereadores que estão trabalhando bastante para a sua eleição.
 

Staff – O deputado estadual eleito Guilherme Uchôa Júnior (PSC) possui em sua equipe dois nomes bastante capacitados que deverão contribuir bastante no desenvolvimento do seu mandato, são Bruno Oliveira e Salviano Rufino. Eles foram coordenadores de sua campanha e são pessoas de sua extrema confiança.

São Lourenco da Mata – O prefeito Bruno Pereira (PTB), não tem dado espaço para os adversários. Além de ter saído fortalecido do último processo eleitoral, quando garantiu votações expressivas para Guilherme Uchôa Júnior (estadual) e Zeca Cavalcanti (federal), o gestor não tem negligenciado no cuidado da cidade realizando obras e melhorando o atendimento em diversas áreas, a exemplo da saúde e assistência social. Caso mantenha este ritmo, a oposição terá trabalho para derrota-lo.

Único – Diferente do primeiro turno, quando Bolsonaro venceu em diversos municípios pernambucanos, incluindo o Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e Caruaru, no segundo turno o presidente eleito só conseguiu ficar em primeiro lugar no município de Santa Cruz do Capibaribe. Nos outros 183 o candidato do PT, Fernando Haddad, venceu.

Fonte:  Blog Ponto de Vista. 

Escrito por Wellington Ribeiro.

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