João Campos: "Acho que há uma dificuldade de comunicação"

Publicado em 01/11/2018 às 17h00
Em entrevista à coluna digital “No Cafezinho”, o deputado federal eleito, João Campos, defende criação do Draco
Em entrevista à coluna digital “No Cafezinho”, o deputado federal eleito, João Campos, defende criação do DracoFoto: Arthur de Souza

Ele tem de cor quanto tempo se dedicou integralmente à campanha eleitoral: 189 dias. "Não parei um único dia em casa, sábado, domingo, feriado, dia santo", enumera o deputado federal eleito, João Campos, mais votado do Estado, com 460.387 votos. Antes de se dedicar à corrida por uma vaga na Câmara Federal, o herdeiro de Eduardo Campos ocupou a função de chefe de gabinete do governador Paulo Câmara, período em que evitou dar entrevistas para preservar o chefe do executivo estadual. Naquela condição, o que externasse poderia ser creditado na conta do governador. Optara pelo silêncio em prol da liturgia do cargo. "Agora que falo por mim, posso falar mais", pontua ele bem-humorado. Em meio ao debate que ganhou ressonância nos últimos dias, desencadeado pela extinção da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp) e pela, consequente, criação de uma nova estrutura, o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), João Campos posicionou-se. "Acho que está tendo algum mal-entendido ou falha na comunicação", iniciou. E definiu Paulo Câmara como alguém que tem "enorme respeito pelas contas do Estado". Na análise de João, o gestor "não tomaria nenhuma medida que fosse para ir de encontro aos caminhos da Justiça". O deputado eleito fez as observações em entrevista à coluna digital No Cafezinho, que foi ao ar, ontem, no Blog da Folha, no Youtube e nas redes sociais da Folha de Pernambuco. O Draco foi uma das propostas da campanha de Paulo. "Esse departamento vai ser composto, incialmente, por duas delegacias, uma na Região Metropolitana e outra no interior. E, até 2022, vão ser criadas mais seis. Então, ele sairia de uma delegacia para, no final do mandato, ter oito, fazendo esse trabalho contra o crime organizado", detalha João e conclui: "Então, isso é um fortalecimento". O referido projeto foi aprovado na Alepe, anteontem, por 37 votos a favor e quatro contrários. Diante das críticas, João registra: "Acho que há alguma dificuldade de comunicação e deve ter gente por trás mal intencionada, querendo dizer que o governador está fazendo movimento contrário".

Oposição condena forma
Líder da oposição na Alepe, o deputado Silvio Costa Filho avalia que houve "erro na forma" como o governo encaminhou o projeto referente à extinção da Decasp e à criação do Draco. 

Interlocução >"Poderia ter dialogado mais com a Assembleia e devia ter ampliado a discussão com a sociedade civil organizada", adverte Silvio Costa Filho

Sugestão >"Antes de sancionar, o governo deveria chamar todas as entidades de polícia, Sinpol, Addepe, Ministério Público, Tribunal de Contas, poder Judiciário e fazer reflexão e, se for necessário, para ajustes possíveis encaminhariam emendas modificativas. O importante é que, ao final, a sociedade ganhe".
 
Goela abaixo - Na avalição do deputado Tadeu Alencar, a sociedade reagiu à proposta de Reforma da Previdência do governo Michel Temer. Pondera que, se Paulo Guedes pretende seguir pelo mesmo caminho, "não é a legitimidade conferida pelas urnas que vai resolver". E emenda: “No empurrão, não vai não”. Quer diálogo.

 

Fonte:Folha de PE.

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