Laranjas só existem por causa da lei

Publicado em 12/10/2019 às 15h00
Coluna Fogo Cruzado – 12 de outubro de 2019

                   Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na sua ânsia legiferante, o Congresso Nacional aprovou uma lei que obriga os partidos políticos a preencherem suas chapas proporcionais com pelo menos um terço de mulheres. É querer obrigar as mulheres a participar do jogo político sem elas quererem. Até porque é da cultura do povo brasileiro que política é “negócio de homem” e que mulher não serve para ser presidente da República (Dilma foi a exceção), governador (Pernambuco ainda não quebrou esse tabu), prefeito (com raras exceções), deputado e vereador. Claro que alguma coisa teria que ser feita para buscar o equilíbrio desse jogo, mas não compulsoriamente. Mulher deve se candidatar a cargo eletivo se tiver interesse em fazê-lo e não para preencher quota exigida pela lei. Essa exigência idiota resultou no “laranjal” de Minas e de vários outros estados da federação. O foco está apenas em Minas porque parte da imprensa deseja derrubar o ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Mas se procurar “candidatas-laranja” vão encontrar em quase todos os estados porque a lei vale para todos. Como os partidos eram obrigados a fechar suas chapas com um terço de mulheres, recorreram a “laranjas” e usaram o dinheiro que gastariam com elas (um terço dos fundos partidário e eleitoral) nas chapas masculinas.

A renovação

O PSD discute seriamente lançar a candidatura de Raffiê Delon para prefeito de Caruaru. Trata-se de um jovem vocacionado para a vida pública desde quando, com vinte e poucos anos, ajudou a fundar o PSDB municipal. Ele só deixou o tucanato por ter perdido o controle do partido para a prefeita Raquel Lyra (PSDB).

De mala e cuia

O ex-prefeito (quatro vezes) de Panelas, Sérgio Miranda, abandonou ontem o PTB junto com todo o seu grupo político, incluindo a atual prefeita Joelma Campos. Todos foram para o MDB levados pelo deputado Raul Henry e o senador Fernando Bezerra Coelho.
O MDB calcular lançar, pelo menos, 50 candidatos a prefeito em todo o Estado.

Exceção à regra

É tão machista a cultura política do pernambucano que dentre os 25 deputados federais eleitos em 2018 existe apenas uma mulher: Marília Arraes (PT). A representação feminina na Assembleia Legislativa é um pouco maior, proporcionalmente falando, mas ainda baixa em relação ao conjunto do eleitorado.

Carne de pescoço

O novo procurador regional eleitoral, Wellington Saraiva, é conhecido no Ministério Público Federal como “carne de pescoço”. É difícil emitir um parecer favorável a algum político que tenha cometido algum tipo de irregularidade, mesmo que seja pecado venial. 
  
Briga pela legenda

Extinta em 1966 durante o regime militar, a União Democrática Nacional (UDN), que encantou o coração de muitos pernambucanos com a oratória do ex-governador Cid Sampaio, está sendo recriada por um grupo de SP e já há disputa em Pernambuco pelo controle da legenda, que deve ficar mesmo com Albérisson Carlos, presidente da Associação de Cabos e Soldados.

A desitratação

A “ordem” do Palácio do Campo das Princesas é “desidratar” o PTB em três cidades da área metropolitana: São Lourenço, Camaragibe e Igarrasu. A “operação” está em curso porque os petebistas estão se sentindo sós após a derrota majoritária de 2018.

O prejuízo

Com a autoridade de quem foi ministro de Desenvolvimento Econômico do governo Dilma, o ex-senador Armando Monteiro (PTB) afirma que as declarações do presidente Bolsonaro sobre política externa vão piorar as relações do Brasil com o mundo, especialmente com os países do Mercosul e da União Européia.   

 Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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