Lava Jato, canonização e destruição de empregos

Publicado em 09/07/2018 às 15h15

Operação Lava Jato desempregou em Pernambuco cerca de 100 mil pessoas 

O ministro Gilmar Mendes declarou em Londres neste final de semana o que outras pessoas do meio jurídico gostariam de dizer mas não têm coragem: que a Operação Lava Jato passou por um momento de “canonização” quando identificou a roubalheira na Petrobrás e começou a mandar para a cadeia bandidos de “colarinho branco”. O apoio da população ao juiz Sérgio Moro era tão exacerbado, diz ele, que qualquer questionamento que se fizesse aos excessos dos procuradores de Curitiba logo era visto como atitude “antipatriótica” e “antirrepublicana”. Agora, em artigo para a  “Folha de São Paulo” (6/7), o ex-ministro Nélson Barbosa fez outra leitura sobre a Lava Jato que tem tudo a ver com a Pernambuco. Que ela é responsável pela “paralisação excessiva de investimentos e a destruição desnecessária de empregos”. De fato, ao direcionar suas armas para as empresas envolvidas na Operação e não para as pessoas que as comandavam, os procuradores prestaram notável desserviço ao país. Hoje, todo mundo lembra da Odebrecht, mas ninguém se recorda dos nomes dos ex-diretores que fizeram delação premiada. Ou seja, era perfeitamente possível castigar os corruptos e preservar as empresas, mas se colocou tudo num pacote só. Imagine um diretor do Banco do Brasil envolvido em falcatrua. Vai-se destruir a imagem da instituição por causa disto? Origina-se daí o que Nélson Barbosa chamou apropriadamente de “paralisação excessiva de investimentos e destruição desnecessária de empregos”. Focando no plano local, basta observar o que ocorreu em Suape em decorrência da Lava Jato: o fechamento de aproximadamente 100 mil postos de trabalho. Num Estado pobre como Pernambuco, é uma tragédia! Isso não significa compactuar com a corrupção e sim ter um olhar crítico sobre esta Operação, que não pode e nem deve ser a única preocupação do país.

Bagunça institucionalizada

A decisão do desembargador Rogério Favreto mandando soltar Lula, e a do juiz Sérgio Moro dizendo que ele não tem competência para pôr o ex-presidente em liberdade, insurgindo-se contra uma decisão unânime da 8ª Turma do TRF da 4ª Região, é apenas um pequeno exemplo da “bagunça” em que se transformou nosso Judiciário (expressão do ministro Gilmar Mendes).

Por exclusão – Quando disputou a reeleição em 2010, Eduardo Campos teve o apoio dos dois lados (governo e oposição) em 140 municípios pernambucanos. Paulo Câmara não vai repetir esse mesmo feito. Nos lugares onde tem o apoio do prefeito, a oposição está do outro lado.

Gol da placa – Paulo Câmara conseguiu marcar um tento em Caruaru, que é a maior cidade do interior do Estado. Juntou no seu palanque o deputado Tony Gel (MDB), a deputada Laura Gomes (PSB) e o ex-prefeito José Queiroz (PDT), algo inimaginável dois anos trás.

Pra federal – A Rede de Marina lançou a advogada pernambucana Michelle Francis Albuquerque para disputar uma cadeira na Câmara Federal. Ela vai reforçar a campanha de Júlio Lossio para o governo estadual, caso ele não desista da postulação.

Já cansou – Esse “vai não vai” da aliança do PT com o PSB já cansou os dois lados. Nem vai para a frente e nem anda para trás. Como nunca acreditou nessa aliança, Marília Arraes continua tocando sua campanha para governadora, mesmo desautorizada pelo PT estadual.

Quem vai? – Discute-se hoje na Alepe quem seria o “nome de consenso” para presidir a Casa, caso Cleiton Collins (PP) não supere a resistência de alguns partidos. Surgem como favoritos Romário Dias (PSD), Antonio Moraes (PP), Tony Gel (MDB) e Valdemar Borges (PSB).

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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