Luciano Bivar: "Somos o País do alisar a cabeça do cara"

Publicado em 07/09/2018 às 11h00
Luciano Bivar e Jair Bolsonaro
Luciano Bivar e Jair BolsonaroFoto: Paullo Allmeida

Presidente de honra e fundador do PSL, Luciano Bivar encontrava-se em agenda no Sertão do Araripe, ontem, quando deu-se o incidente com o presidenciável do seu partido Jair Bolsonaro, esfaqueado durante agenda de campanha em Juiz de Fora (MG). O candidato do PSL teria compromisso em Pernambuco na próxima terça-feira. "A cirurgia que ele sofreu é coisa delicada e exige, pelo menos, uma semana de repouso. O evento estava marcado para a terça-feira. Agora, cessa", informa Bivar. Evita fazer avaliação política ou opinar se a situação terá peso de influenciar no processo eleitoral. Mas faz um contraponto do ocorrido com o discurso empregado por Bolsonaro. Bivar analisa: "O País não pode estar dividido entre brancos e pretos, ricos e pobres, indígenas e civilizados. É aquilo que Bolsonaro fala: tem que acabar com essas coisas. Não precisa ter viés ideológico para administrar o País. Não falta doido por aí". E sublinha: "Isso não foi engendrado por partido político". O ataque a Bolsonaro atinge a democracia no Brasil às vésperas de a população ir às urnas. O fato pode vir a representar um chamado à tolerância num País onde a radicalização anda ganhando eco. Entre as defesas que faz em seus discursos, na corrida presidencial, Bolsonaro defende o direito da população se armar. "A arma, mais que a defesa da vida é a garantia da nossa liberdade”, pregara em um evento em Curitiba. Bivar observa que isso é "justamente o oposto" de incentivar o acirramento de ânimos. "Se o cara sabe que ele comentendo um crime desse vai ser punido, não cometeria. Somos o País do alisa a cabeça do cara. Um cara desse tem que pegar 20 anos sem direito a sair", diz. E cita Rudolf Von Ihering ao afirmar: “a norma jurídica sem coação é fogo que não queima, tocha que não ilumina”. Bivar é incisivo: "Nosso País precisa ter normas efetivamente punitivas. Basta de alisar cabeças de criminosos". Luciano Bivar cogita embarcar para visitar o presidenciável e aguarda informações para definir como procederá.

Inejções de Benzetacil
Em função de gripe e faringite, segundo Luciano Bivar, o presidenciável Jair Bolsonaro havia tomado injeções de Benzetacil na última quarta-feira. "Isso favoreceu diminuir possibilidade de processo infeccioso", realça o dirigente do PSL.

Denúncia > Bivar relata ainda "estar cansado de receber WhatsApp que a inteligência mostra de bandido dizendo: 'Esses caras vão acabar com a gente". E registra: "A gente tinha denúncia desse daí. Você nunca sabe". Refer-se a Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante. A PF abriu inquérito para investigar.

Um chamado > Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann vê o incidente com Jair Bolsonaro como um chamado "à razão, ao respeito e ao diálogo democrático". À coluna, o ministro avalia o ocorrido como "mais grave" que os tiros que atingiram caravana do ex-presidente Lula, quando ninguém ficou ferido. "Bolsonaro ficou gravemente ferido e com risco de morte", adverte. 
 
Desespero > Membro da executiva estadual do MDB, Murilo Cavalcanti reage aos disparos feitos pelo deputado federal Bruno Araújo na direção do deputado Jarbas Vasconcelos. "O primeiro ponto é que isso é desespero", observa. E emenda: "Quem tem o currículo que Jarbas tem não vai morder essa isca”.
 
Currículo > Murilo prossegue: “É um ataque muito pequeno do tamanho que a pesquisa está dando a ele. Dizer que foi ministro de Pernambuco...ele foi ministro de Temer. Jarbas estava se defendendo. Se tem uma coisa que é a cara do MDB, é Jarbas, Pedro Simon, gente decente". Murilo define como provocação as palavras de Bruno e vê tom "preconceituoso com essa coisa da idade". Finaliza: “O Senado não é lugar para aventureiro e Jarbas não é um aventureiro".
 

Fonte: Folha de PE

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