Marília Arraes deve liderar a oposição a Paulo Câmara

Publicado em 08/10/2018 às 15h00

Armando, Mendonça Filho e Bruno Araújo estarão sem mandato a partir de 2019

A vitória do governador Paulo Câmara no primeiro turno deixará o PSB por mais quatro anos no Palácio do Campo das Princesas. Ainda não foi desta vez que o PTB conseguiu derrotá-lo, mesmo tendo ampliado suas alianças em relação a 2014 com a incorporação do PSDB e do DEM. Contribuíram para a vitória do PSB as alianças celebradas com o PT e o MDB, que indicaram Humberto Costa e Jarbas Vasconcelos, respectivamente, para compor a chapa majoritária. O PSB rompeu com o PT em 2013, votou em Aécio Neves em 2014 e apoiou o impeachment de Dilma em 2016. Mas nas eleições deste ano, antevendo a possibilidade de disputar o segundo turno com Marília Arraes que seria a candidata do PT, reaproximou-se do ex-presidente Lula para pegar carona na força do “lulismo” em Pernambuco. Foi uma via de mão dupla. O PT ajudou a eleger Paulo Câmara, e o PSB contribuiu para manter Humberto Costa no Senado, mesmo que para isto tenha sido obrigado a “rifar” seu candidato a governador em Minas, que seria o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, com amplas possibilidades de se eleger. Prova disto é o resultado da eleição naquele Estado. O governador Fernando Pimentel (PT), que recebeu o apoio do PSB como parte do acordo de Pernambuco, sequer vai para o segundo turno. Irá assistir do Palácio da Liberdade à disputa entre Romeu Zuma (Novo) e Antonio Anastasia (PSDB). Paulo Câmara teve a capacidade de reunir em seu palanque os ex-adversários Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa, obrigando a oposição a reinventar-se a partir de 2019, já que o senador Armando Monteiro estará sem mandato, assim como os deputados Mendonça Filho e Bruno Araújo. Um novo líder haverá de surgir para comandar a oposição no Estado e tem tudo para ser a deputada federal eleita Marília Arraes.

A vitória da segurança

A estrondosa votação obtida por Gleide Ângelo (PSB) para deputado estadual (mais de 400 mil votos) pode ser atribuída à sua condição de delegada de polícia, das mais conceituadas de Pernambuco. Ela desbancou o colega Cleiton Collins (PP), que nas três últimas eleições foi o campeão de votos para a Alepe. Foi também a segurança que deu 48% dos votos a Bolsonaro.

Que pena! – Foi uma vergonha a votação obtida por Alckmin (PSDB) em Pernambuco: 2% dos votos. Seu partido não fez um só ato com a presença dele e seus principais apoiadores, Bruno Araújo (PSDB) e Jarbas Vasconcelos (MDB), não moveram uma palha em seu favor.

A exceção – Dos deputados que o PSB tinha interesse que fossem reeleitos, somente Laura Gomes ficou fora. Vão continuar na Assembleia Legislativa Isaltino Nascimento, Valdemar Borges, Aluísio Lessa e Lucas Ramos. Este último vai disputar a prefeitura de Petrolina em 2020.

O fim – A menos que não se mude a legislação de novo, em 2020 não haverá mais coligações proporcionais. Significa que “chapinhas” formadas por três ou quatro pequenos partidos, como se viu nesta e em outras eleições, não vão mais existir. Só vão ficar os médios e os grandes.

O apoio – Eleito para a Câmara Federal, Luciano Bivar (PE) não mais voltará à presidência nacional do PSL. O partido agora é de Jair Bolsonaro, que aliás já indicou o presidente desde janeiro deste ano: Gustavo Bebiano, um dos poucos assessores a quem o capitão escuta.

A tradição – A vitória de Paulo Câmara (PSB), Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB) confirma a tradição de Pernambuco de o governador ser eleito junto com os dois senadores de sua chapa. Isso ocorreu em 1986, 2002, 2010 e 2018. A exceção foi 1994.

Fonte : Blog de Inaldo Sampaio.

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