Marília tem potencial para ser o “novo” dessas eleições

Publicado em 12/03/2018 às 18h00

Interesse do PSB de Pernambuco é tirar Marília Arraes do seu caminho

O PT de Pernambuco tem um histórico de altos e baixos. Na eleição do ano 2000, João Paulo tinha tudo para perder para Roberto Magalhães, então prefeito, mas ganhou. E se reelegeu em 2004 e fez o sucessor em 2008 (João da Costa). Em 2006, Humberto Costa tinha tudo para ganhar de Eduardo Campos na disputa pelo governo estadual, “casando” o 13 dele com o 13 de Lula, que concorria à reeleição, mas perdeu. Em 2010, o PT apoiou a reeleição de Eduardo, emplacando Humberto no Senado e em 2014 apoiou Armando Monteiro, que perdeu para Paulo Câmara. Agora, o PT vive uma situação inusitada. Em seu momento político mais difícil, consequência da Lava Jato e da condenação de Lula, tem um quadro político em Pernambuco, Marília Arraes, que deseja disputar o Governo do Estado e está provando nas pesquisas que tem viabilidade política e eleitoral. Ela tem tudo para ser o “novo” dessas eleições. Até porque os quadros do PT envelheceram e Paulo Câmara e Armando Monteiro não são mais novidades. Em sendo candidata, ela levará, com certeza, a eleição para o segundo turno, podendo ela própria ser um dos finalistas. Mas em nome do pragmatismo eleitoral, nem João Paulo nem Humberto Costa têm interesse nessa candidatura. Defendem aliança com o PSB, esquecidos de que o interesse desse partido não é o tempo de TV do PT e sim tirar a neta de Arraes do seu caminho.

Cabo eleitoral de luxo

O principal cabo eleitoral de Marília Arraes no PT é o prefeito Luciano Duque (Serra Talhada), que andou com um pé fora do partido mas depois recuou. Em janeiro ele organizou uma reunião em sua cidade para pré-lançar a candidatura da vereadora e de lá para cá não parou mais de trabalhar. Das 7 cidades pernambucanas administradas pelo PT, Serra é a mais importante.

Voto contra – O presidente da CUT-PE, Carlos Veras, antecipou-se ao debate interno que será realizado pelo PT e já comunicou ao presidente Bruno Ribeiro que é contra a aliança com o PSB, mesmo que João Paulo seja o vice da chapa ou Humberto Costa candidato à reeleição.

A confusão – Já são tantas as liminares, a favor e contra o grupo político que comanda o MDB estadual, que nem o militante mais atento sabe explicar ao certo, em que pé se encontra a situação. Ou seja, se o “direito” está com Raul Henry ou com Fernando Bezerra Coelho.

Tem interesse? – O ministro Mendonça Filho (DEM)) ainda não deixou claro, nem mesmo para seus correligionários, se será candidato à reeleição ou a senador na chapa das oposições. Depois de Jarbas Vasconcelos (MDB), ele é quem aparece melhor nas pesquisas de opinião.

Sem aliados – Mesmo estando em 2º lugar para presidente da República, Bolsonaro (PSL) tem apenas um aliado em PE na bancada federal e outro na bancada estadual: Luciano Bivar (federal) e Joel da Harpa (estadual). Os outros ou rejeitam o seu discurso ou acham cedo para escolher um candidato.

Última palavra – É ingrata a situação de Marília Arraes no PT-PE porque a decisão de lançar ou não candidato próprio a governador não será do diretório local e sim da direção nacional, que olha apenas o interesse de Lula. Paradoxalmente, foi o ex-presidente quem mais estimulou Guilherme Boulos (MTST) a lançar-se candidato à sucessão de Temer no último sábado.

Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

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