Militante do MTST, Lídia Brunes prioriza habitação

Publicado em 05/09/2018 às 21h15
Lídia Brunes (Pros), na Rádio Folha FM 96,7
Lídia Brunes (Pros), na Rádio Folha FM 96,7Foto: Artur Mota/Folha de Pernambuco

Em sabatina da Rádio Folha com os candidatos ao Senado, a militante Lídia Brunes (Pros) assinalou a luta por habitação como prioridade no seu possível mandato. Integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) de Pernambuco, Brunes afirmou que, mesmo sem ocupar cargo eletivo, conseguiu, enquanto conselheira Nacional das Cidades, 15 mil unidades habitacionais para o Estado e descredenciou o volume de ações que o ex-ministro Bruno Araújo (PSDB) tem apresentado como de sua autoria.

Ex-integrante do Partido dos Trabalhadores (PT), Lídia repisa que não votará no presidenciável Ciro Gomes (PDT), apoiado pelo seu candidato a governador Maurício Rands (Pros). “Nós votamos no PT pela história que temos com o presidente Lula”, justifica. Indagada sobre a contradição do seu palanque, a militante alega que o próprio PT de Pernambuco é marcado por incoerências, citando o episódio da intervenção da Executiva na eleição municipal do Recife, em 2012. Ela também questionou a retirada da candidatura ao Governo do Estado da vereadora Marília Arraes (PT), contando que Marília seria apoiada pelo Pros, caso viabilizasse sua postulação.

Minutos antes de Brunes ser sabatinada na Rádio Folha, o ex-ministro Bruno Araújo também deu entrevista e disse ter trazido 20 mil moradias durante os seus dois anos à frente do Ministério das Cidades, número que a candidata do Pros contesta. “O candidato do PSDB diz ter trazido, mas não tenho conhecimento. Nós, no MTST de Pernambuco, trabalhamos com a faixa de zero a três salários mínimos e essas pessoas não foram atendidas por Bruno”, critica.

A candidata relatou que está no movimento há 15 anos e que o MTST de Pernambuco não tem relação institucional com o MTST coordenado pelo presidenciável do PSOL, Guilherme Boulos. “O nosso movimento veio do Movimento dos Sem Terra (MST), olhando a necessidade que as pessoas dos centros urbanos tinham de moradia. Nós buscamos dar musculatura ao MTST de Pernambuco e hoje somos ligados à União Nacional por Moradia Popular. Temos muitas afinidades com Boulos, mas temos visões diferentes”, esclareceu Brunes. 

Fonte: Blog da Folha de PE

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